Olá pessoal! Estamos de volta nesse fim de semana para comentar mais uma etapa do campeonato mundial de Fórmula 1! A corrida da vez foi o Grande Prêmio de Portugal, que retornou ao calendário da categoria depois de mais de duas décadas. A prova no entanto seria disputada num traçado totalmente novo para os competidores: o Circuito do Algarve, localizado em Portimão, fazia seu debute na categoria principal do automobilismo mundial, tornando-se a quarta pista lusitana a receber o circo da F1. Após alguns contratempos quanto ao trabalho dos fiscais de pista e até mesmo às instalações do local, o autódromo português teve uma estreia e tanto nesse domingo, proporcionando uma corrida com várias alternativas e muitas ultrapassagens.

Principal protagonista do fim de semana, Lewis Hamilton foi também um dos destaques da corrida em si. Ignorando qualquer possível pressão sob seus ombros, o inglês foi amplamente superior ao seu companheiro Valtteri Bottas, assumindo a primeira posição ainda no primeiro stint (após perdê-la numa primeira volta caótica) e rumando para uma vitória tranquila. O resultado representou a 92a conquista de Hamilton em sua carreira, superando o número de vitórias de Michael Schumacher e alçando Lewis ao posto de piloto com mais triunfos em toda a trajetória da Fórmula 1! Uma marca histórica, que já estava desenhada a algum tempo e que representa bem o nível alcançado pela parceria Hamilton-Mercedes e o quanto esse duo merece ser valorizado. Valtteri Bottas completou na segunda posição, deixando a Mercedes em posição muito favorável para comemorar o heptacampeonato mundial de construtores já no próximo fim de semana, enquanto Max Verstappen até tentou, mas não conseguiu ir além de um terceiro lugar. Tem ainda várias exibições de destaque no meio do pelotão, que novamente não decepcionou e trouxe muitas brigas valiosas até as últimas voltas! Confira tudo conosco em nossa análise sobre a corrida abaixo: 

Foto: Motorsport.com


A exemplo do ocorrido no fim de semana do GP de Eifel, a sexta-feira foi pouco produtiva para as equipes. Isso porque uma sequência de incidentes aliada a um teste dos pneus que serão usados em 2021 limitou bastante o tempo disponível nos treinos livres, especialmente na segunda sessão. Com menos dados coletados em uma pista naturalmente desconhecida, a expectativa era de uma corrida com muitas alternativas na estratégia, e principalmente uma diferença considerável de ritmo à medida que a prova fosse transcorrendo. 

Esse tiro no escuro até teve lá seus efeitos no sábado, mas acabou não alterando tanto o já tradicional resultado. Novamente pole e P2 para a Mercedes, com Hamilton à frente de Bottas. Verstappen manteve-se firme na terceira posição, com Charles Leclerc colocando a Ferrari um degrau acima do esperado, no quarto lugar. Pérez ainda superou Alex Albon para colocar sua Racing Point na quinta posição, deixando ambas as Renaults e McLarens fora da briga principal no meio do pelotão. 

Hora da largada, e as condições de pista resolveram embaralhar de vez a ordem do grid. Com uma pista relativamente fria e uma fina garoa caindo sobre o circuito, aquecer os pneus se tornou uma tarefa crucial para todo mundo. Pneus macios e médios teriam rendimentos muito diferentes, proporcionando uma das primeiras voltas mais malucas dos últimos anos! 

Tudo começou já nas primeiras curvas. Bottas não tracionou bem, perdendo o segundo posto para Max Verstappen. O holandês da Red Bull não conseguiu se achar com seus pneus macios, escapando já na curva 2 e abrindo espaço para Valtteri dar o troco. Bottas mergulhou por dentro e Max precisou abrir, comprometendo a saída da curva e perdendo velocidade, tornando-se um alvo fácil para Sergio Pérez. O mexicano da Racing Point tentou ir por fora, porém faltou espaço para os dois carros e a colisão foi inevitável. A roda dianteira direita de Max engatou na traseira esquerda de Pérez, fazendo Checo rodar e ir parar na última posição. 

Já expus aqui em textos anteriores o meu ponto de vista sobre punições (de que elas só devem ser aplicadas se algum piloto foi colocado em risco ou se a intenção foi de levar vantagem descarada). Portanto, de acordo com as minhas convicções esse lance sequer merecia debate. Da mesma forma acharam os comissários, sequer abrindo investigação ou punindo qualquer um dos pilotos sobre o acontecido. Assim fica mais legal: brigas em pista se resolvem na pista. Sim, é preciso ter um limite pra tudo, e por isso é importante que existam os comissários e as punições. Mas a busca incessante por culpados precisa diminuir, toques e entreveros na pista podem voltar a ser comuns e não gerarem tanta polêmica. Por isso, bola dentro da FIA nessa decisão. 

O toque entre Max e Checo foi só o início de muita ação que viria a seguir. De pneus médios, Hamilton e Bottas sofriam para gerar temperatura em seus compostos, o que causava problemas especialmente na tração em saída de curva. O traçado, que naturalmente já era escorregadio, estava frio e um pouco molhado, tornando as condições de aderência precárias para todos os pilotos. Quase meia dúzia de pilotos travaram roda ainda nos primeiros metros da corrida, chacoalhando a ordem do grid. Destaque especial para Carlos Sainz, que soube driblar as condições adversas e colocou sua McLaren momentaneamente na liderança da corrida! Hamilton também foi vítima da baixa aderência, perdendo até mesmo a segunda posição para Valtteri Bottas. Enquanto isso, Leclerc via sua Ferarri descer a ladeira, sendo relegado a oitava posição. A essa altura o monegasco já era superado por outro motor Ferrari, esse sem sombra de dúvidas o grande destaque do primeiro giro. Kimi Räikkönen saiu de décimo sexto para o sexto lugar em apenas uma volta! Com uma tocada suave, o finlandês usou toda sua experiência para superar maio pelotão em tempo recorde, fazendo praticamente uma ultrapassagem em cada curva. Momento muito bacana do domingo, colocando em evidência um personagem que muita gente gosta, mas que nem sempre recebe os créditos pelo bom trabalho que faz. 

A liderança de Carlos Sainz durou pouco. A medida que as voltas passaram, os pneus médios foram alcançando a temperatura necessária, bem como os compostos macios foram ultrapassando sua melhor janela de funcionamento. Com 6 voltas no relógio, Bottas colocava por dentro e retomava a dianteira da prova, seguido logo depois por seu companheiro Hamilton. Algumas voltas mais tarde, Sainz era quem entrava no rádio reclamando de um leve desgaste nos seus pneus macios, dando a entender que o composto médio era o melhor para a situação de corrida. 

E quem, também estava de médio era Charles Leclerc. O monegasco da ferrari, que chegou a andar em oitavo, foi aos poucos remontando seu caminho pelo grid. Com voltas rápidas e manobras precisas, Leclerc rapidamente subiu até a quarta posição, ultrapassando, num intervalo pequeno de voltas, Ricciardo, Räikkönen, Norris e Sainz. Assim que chegou a quarta posição, o piloto #16 seguiu com a tocada forte, abrindo uma vantagem confortável para o quinto colocado Sainz, dando início a uma corrida consistente e encorajadora. 

A exemplo de Leclerc, quem também vinha fatiando o pelotão era Pierre Gasly. E o rendimento do francês era ainda mais surpreendente: além de estar a bordo da AlphaTauri, Pierre calçava os pneus macios, que em teoria tinham uma janela de funcionamento muito reduzida. Ainda assim, Gasly conseguiu trilhar seu caminho até a P5, deixando a concorrente McLaren para atrás. Àquela altura, Charles Leclerc já havia construído em torno de 10 segundos de vantagem para esse pelotão, roubando para si uma posição de destaque no GP. 

Foto: Motorsport.com


Ainda não está certo qual era o panorama definitivo da Ferrari para a corrida em Portimão. Afinal, por mais talento e respeito que Vettel possa ter, está mais do que claro que o desempenho do alemão não pode ser comparado ao de seu companheiro. Nesse último sábado, o próprio Vettel afirmou em entrevista que ele e Charles estão em "ligas diferentes" e que isso não tem nada a ver com acerto do carro, questões de motor ou etc. Leclerc simplesmente casou melhor com o bólido italiano, e por conta disso vem alçando a ferrari a voos talvez mais altos do que ela proporcionaria a um piloto comum. 

Sabemos do potencial que Charles tem, afinal seu 2019 pela Scuderia foi dos grandes, com o monegasco terminando o ano como o líder no quesito pole positions. Faturando dois pódios em 2020, Leclerc fez nesse domingo outra corrida maiúscula, terminando num confortável quarto lugar com um carro que parece mais próximo da AlphaTauri do que das grandes forças do meio do pelotão (Renault, McLaren e Racing Point). Em suma, é difícil afirmar com clareza até onde o braço de Charles Leclerc está sendo determinante nessa caminhada um tanto quanto durado time vermelho, porém é muito provável que, se não fosse por ele, 2020 poderia estar sendo ainda mais trágico para a equipe Ferrari. 

Seguindo a corrida, entramos no período onde o desgaste de pneus começou a se tornar um fator importante. Primeiro, alguns carros do meio do pelotão que ainda calçavam pneus macios acabaram não aguentando, necessitando de uma primeira parada aparentemente muito precoce. Foi o caso de Kimi Räikkönen, Daniel Ricciardo, Carlos Sainz, dentre outros. A troca foi naturalmente para os pneus médios, estes que após algumas voltas lentas atingiam um bom rendimento e por aí poderiam se manter por muito tempo. Mas a batalha dos pneus não seria importante só no pelotão alternativo...

Na liderança da prova, Valtteri Bottas parecia no controle da corrida, tentando manter uma distância confortável para Hamilton. Porém, a medida que seus pneus médios foram desgastando, Lewis começou a se aproximar. Inicialmente aos pouquinhos, o carro #44 foi ficando maior no retrovisor do #77, até que a diferença de ritmo se tornou insustentável. Hamilton chegou, utilizou o DRS na reta principal e colocou de lado para assumir a ponta do GP de Portugal. Bottas até tentou resistir, mas não havia nada que o finlandês pudesse fazer. Naquele momento, Hamilton estava não só com pneus em melhores condições, como também usava de uma de suas grandes virtudes para demonstrar sua superioridade. 

Hamilton é hoje um dos melhores quando o assunto é ritmo de corrida. O piloto #44 consegue entender seu Mercedes W11 de uma maneira que Bottas não consegue, formando uma parceria quase que perfeita entre homem e máquina. Esse bom relacionamento com o carro faz com que Hamilton encontre um ritmo confortável e rápido, que não força as peças e principalmente o componente mais importante, os pneus. Ao andar rápido e controlar o desgaste, Lewis consegue (quando na segunda posição) manter-se na zona de alcance de Bottas, apenas esperando o momento em que o finlandês comece a sentir es efeitos de sua pilotagem no limite. 

Dessa forma, Hamilton já ganhou diversas batalhas contra Valtteri; e foi usando essa mesma estratégia que o britânico saiu vencedor no dia de hoje. Um jeito particular de se sobressair, que exige confiança e muita precisão por parte de Hamilton. Mas isso ele tem de sobra, isso e muito mais. 

Passamos da metade da corrida, e nesse momento outro personagem começou a ganhar as atenções, Sergio Pérez, que se envolvera num toque com Verstappen na primeira volta e parecia fora da corrida, voltava a figurar num surpreendente quinto lugar! O mexicano havia parado na terceira volta, aproveitando para colocar os pneus médios. Com o melhor pneu do dia unido a um piloto que sabe cuidar dos pneus, o resultado foi um stint pra lá frutífero, com Checo escalando o pelotão e se encontrando numa posição muito promissora. Ainda havia uma parada a fazer, mas Checo estava na briga por, pelo menos, uma P5; e isso já era um destaque e tanto. 

Seguimos pela fase intermediária da corrida com poucas alterações no quadro geral do top-3. Hamilton estabeleceu uma vantagem segura e passou a controlar seu ritmo, enquanto Bottas sofria cada vez mais com os pneus desgastados, porém via Verstappen longe demais para tentar alguma coisa. Olhando para o pelotão do meio, muitos pontos positivos pediam passagem, mas algumas exibições individuais abaixo do esperado não podem passar em branco. 

A primeiora delas é do canadense Lance Stroll. O piloto do #18 se envolveu num acidente muito evitável com Lando Norris, onde parece ter ficado impaciente após uma entrevero com o mesmo Lando na volta anterior. Ao rodar na curva 1 e danificar sua asa dianteira, Stroll comprometeu totalmente sua corrida, sendo relegado à última posição. Não bastasse isso, Lance ainda recebeu duas punições durante o decorrer da prova: uma pelo acidente e outra por exceder os limites de pista mais vezes do que o permitido. Depois de algumas boas corridas em 2020 como no GP da Toscana, Stroll entrou numa espiral negativa nas últimas etapas, e apesar de nem tudo ser sua culpa esse final de semana em Portimão foi muito aquém do que se espera do promissor carro cor-de-rosa. 

Decepção também na Red Bull, e em suas duas garagens. Na AlphaTauri, Daniil Kvyat teve talvez o seu pior fim de semana no ano, terminando a corrida na última posição sem nem sequer ensaiar uma briga durante toda a corrida. Já na equipe principal, Alex Albon foi mais uma vez muito frágil em ritmo de prova. O tailandês passou a maior parte do tempo fora da zona de pontuação, terminando apenas em décimo segundo lugar e muito longe de Vettel (que foi décimo) após fazer uma aposta na estratégia de duas paradas. 

Albon tem sido uma das grandes especulações da silly season, com seu assento sendo disputado por (ao que parece) três pilotos: Gasly, Pérez e Hülkenberg. Segundo declarações de Christian Horner e Helmut Marko, Gasly não está nos planos da Red Bull, ainda que o francês faça uma linda temporada a bordo do time B dos austríacos. Em Portimão, Albon não conseguiu ser combativo em nenhum momento, além de passar pela humilhação de tomar uma volta do companheiro de equipe Max Verstappen. Sim, a situação de Albon é péssima, e aparentemente o piloto #23 não está conseguindo virar a maré a seu favor. Podemos esperar novidades para a segunda vaga na Red Bull ano que vem, resta saber qual será o nome escolhido...

Falando em postulantes à Red Bull, me parece uma pena que Gasly seja tão veementemente preterido pelos austríacos. É visível o amadurecimento do ainda jovem francês, que vem fazendo o seu ano mais forte na categoria até aqui. Com um primeiro stint poderoso, Gasly escalou o pelotão ainda nas primeiras voltas nesse domingo em Algarve, e após o pit-stop perdeu a posição de pista para Daniel Ricciardo. Paciente, o francês soube esperar seu momento, mantendo um bom ritmo até que os pneus do australiano se desgastassem e permitissem um ataque. Com um carro bem acertado para a pista, a ultrapassagem veio fácil e a sétima posição já parecia a caminho. Porém, o resultado ficaria ainda melhor. 

Na sexta posição apenas momentaneamente, Esteban Ocon se dirigiu aos boxes após um stint monstruoso de 50 voltas, abrindo caminho para o progresso de Gasly. Pierre era agora o sexto colocado, poucos segundos atrás de Sergio Pérez, que mesmo após seu segundo pit stop havia mantido o quinto lugar! Para a decepção dos fãs do mexicano, a estratégia da Racing Point não foi das melhores: Checo voltou a pista com pneus macios, suscetíveis a um desgaste mais intenso e rápido.  Essa tendência se confirmou, e Pérez começou a perder rendimento com pouco menos de 7 voltas para o fim. Aos poucos, Gasly foi se paorximando do competidor, com ambos quase se tocando no final da grande reta do circuito. Uma volta depois, Pierre colocou por fora na curva 1 e completou a manobra, subindo a um excepcional quinto lugar! 

Foto: Motorsport.com


Pérez ainda não estava feito na corrida e precisava salvar os pontos da sexta posição. Carlos Sainz vinha sedento por mais dois pontinhos importantes no mundial de construtores logo atrás de Gasly, e bem como o francês, tinha pneus médios em melhor estado. A exemplo da AlphaTauri #10, Sainz usou o DRS na grande reta e fez a ultrapassagem sem maiores dificuldades, num dos últimos momentos de ação de uma prova bastante movimentada em pista. Bom resultado do espanhol, que salvou um fim de semana fora do comum para a McLaren. Apesar da liderança precoce nas primeiras voltas, nem Carlos e muito menos Lando tiveram um ritmo competitivo no decorrer da corrida, com o inglês terminando longe dos pontos. A batalha pelo terceiro posto nos construtores segue agitada, e ainda está tudo em aberto. É com certeza uma das grandes histórias para se ficar olho nos últimos 5 GPs desse ano! 

Sobre Gasly, praticamente não há o que reclamar em sua temporada. Um chocolate em cima do companheiro de equipe, consistente durante toda a temporada e até mesmo surpreendentemente brilhante, com a vitória no GP de Monza. Seria interessante vê-lo num carro de ponta novamente, mas se a Red Bull fechar as portas é hora de buscar novos horizontes! Muito se fala numa possível vaga na Renault (futura Alpine) no cockpit hoje ocupado por Ocon. Sim, se companheiro de Fernando Alonso mão é lá das tarefas mais fáceis do mundo, mas a equipe é promissora e Gasly não pode ficar parado. Acho difícil que ele consiga fazer melhor ano que vem pela AlphaTauri, e por mais que a equipe faça bem para ele, se o piloto quiser ter chances de vencer ele precisa desse passo adiante na carreira, o mais breve possível. Não seria o fim do mundo sair do horizonte da Red Bull, é inclusive uma opção que deve ser analisada com carinho por Pierre, talvez a grande surpresa da temporada 2020 da Fórmula 1.

Por fim, não podemos de mencionar o parágrafo final sobre o top-3 do fim de semana. Verstappen completou em terceiro, mais uma vez fazendo o possível contra um adversário visivelmente mais forte. É louvável que o holandês siga tão próximo de Bottas já na fase decisiva do campeonato, feito que só engrandece o ano que Max vem tendo. Valtteri por sua vez já está na hora de pensar em 2021. Por mais que o bom piloto precise sempre acreditar, qualquer chance de título agora depende acima de tudo de muita sorte, algo que está fora de qualquer habilidade possível para um piloto de F1. É hora de rever os erros, trabalhar os pontos fracos e voltar mais forte para a temporada que vem, na caça aquele que parece inatingível!

Hamilton deu hoje mais um passo rumo à imortalidade. De maneira absoluta, serena e incrivelmente veloz, o inglês faturou pela 92a vez um GP de Fórmula 1, ultrapassando de uma vez por todas o recorde de Michael Schumacher e se tornando o maior vencedor isolado da história da categoria. Algo que, até dezembro de 2013, nenhum de nós poderia imaginar. Não reta muito senão admirar o brilho cada vez  mais forte dessa lenda do automobilismo mundial, que protagoniza um dos casamentos mais frutíferos da história do esporte, com uma equipe que mudouo não só seu patamar, mas também seu estilo de vida. Hamilton e Mercedes são daquelas parcerias que viverão para sempre na memória do fã de Fórmula 1, pela maneira como cada um segue levando o outro ao seu limite; por tudo o que construíram juntos no esporte; e pela capacidade de chegarem tão perto da perfeição. 

Confira a classificação do GP de Portugal: 


Hamilton leva agora 77 pontos de vantagem para o vice-líder Bottas, e está cada vez mais perto de confirmar o heptacampeonato. Verstappen aparece apenas 17 pontos atrás do finlandês. 

Nos construtores, a Mercedes tem tudo para conquistar mais um título na semana que vem, após marcar 435 pontos contra 226 da segunda colocada Red Bull. A briga pelo terceiro posto segue a todo vapor, com Racing Point (126), McLaren (124) e Renault (120) todas muito próximas. 

Por hoje é só pessoal! Volto na semana que vem com o GP da Emilia Romagna, no tradicional circuito de Imola, em San Marino. Abraço a todos e até lá! 



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Os últimos anos da monarquia do Brasil foram transcorridos com muita pressão política. Os abolicionistas começaram a ganhar espaço, tanto na imprensa quanto nas ruas do país. Neste período, intensificaram-se as fugas de escravos nas fazendas, através de grupos chamados de caifases, que facilitavam as fugas. Essas fugas de escravos, também, foi um fator de pressão para a monarquia.


Foi neste contexto que a lei Áurea foi assinada pela princesa Isabel. O que se esperava pelo império na assinatura da lei, seria um arrefecimento das pressões abolicionistas, porém, foi cometido um erro nessa previsão: com a abolição, o império perdeu apoio dos barões do café. Alguns destes barões integraram-se ao movimento republicano. O interesse dos barões a um possível advento da república foi com intuito de ganhar indenizações que não foram prometidas com a lei áurea.


Vale ressaltar, que após a lei Aurea, os escravos libertos passaram a apoiar império. A lei Áurea foi comemorada no Rio de Janeiro, alguns historiadores dizem que a lei foi a mais festejada na História do país. Assim sendo, a monarquia obteve êxito no âmbito popular. Um exemplo da tamanha popularidade: foi quando se cogitou em criar uma força paralela ao Exército pra proteção da família real, muitos negros foram voluntários para formação dessa guarda, esse movimento passou a se chamar de guarda negra.

A abolição e a república são dois movimentos que corroeram as instituições monárquicas. A abolição, por exemplo, teve o papel fundamental de abalar a classe do latifúndio, que era o sustentáculo do trono e o motor econômico do país que acabou deixando a monarquia e entrando no movimento republicano.

É interessante perceber que neste período na História do Brasil, logo depois da lei Aurea, o império ganhou popularidade, mas não conseguiu evitar o golpe que estava por vir, mostrando que a classe dominante tinha poder sobre a maioria e que a república foi proclamada por uma iniciativa antidemocrática, e, isso virou herança herdada até os dias atuais.

Sobre a coluna

A coluna Na História é um espaço, em texto, do programa de mesmo nome exibido na TV Jovens Cronistas todos os domingos, às 15h. 

Sem corar as bochechas, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou o óbvio: a diplomacia sob seu comando no contexto do (des)governo é para garantir ao País o status de pária, portanto, à margem das discussões geopolíticas. Não apenas no canto. No canto atendendo a interesses alheios aos nacionais.

Este Redação JC os cronistas dialogam a respeito dos prejuízos deste processo de desconstrução em estágio avançado e também sobre a chegada ao olimpo de Nunes.

O artigo de Carlos Fernando dos Santos Lima e o papel de Ricardo Salles na destruição estão na pauta deste programa, que conta também com a presença de Raquel Brício, candidata a vereadora em Belém pela Unidade Popular - UP.

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