É de extrema irresponsabilidade autorizar o retorno às aulas de milhões de pessoas nas próximas semanas estando o Brasil em uma crescente imparável no número de casos confirmados e óbitos por Covid-19. Além deste destaque, o impacto da pandemia do novo coronavírus na rotina dos estudantes, segundo a ONU, e a explosão de 2,7 mil toneladas de nitrato de amônio na zona portuária de Beirute, no Líbano.




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Não adianta. O atual sistema produtivo brasileiro tem inúmeras deficiências e não é capaz de absorver sequer uma gama razoável dos jovens do País. Explicação: quase todos brasileiros frequentam as salas de aula, sejam públicas ou privadas, por no mínimo 12 anos. Ao longo deste período, cumpre as “fases” de ensino infantil, fundamental e médio e, de quebra, cursa um profissionalizante ou graduação. Após isso, acabou, está dada a limitação do sistema. É aí que entra a tal “fuga de cérebros”.


Com a participação do professor adjunto de Economia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP e pesquisador associado do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento – CEBRAP André Roncaglia, este JC Express se propõe a discutir a importância de um sistema produtivo bem calibrado e também trata de duas pautas econômicas muito atuais: o que significa a nota de R$ 200,00 e a necessidade de uma reforma tributária e não de uma contrarreforma.
 

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Olá a todos, todas e todes!
Como vocês estão?
Por aqui vai-se indo...

Qualquer governo, independente da ideologia, é sempre motivo de pauta. O governo Bolsonaro é um manancial de pautas pois para qualquer lado que se olhe tem assunto a ser tratado.  A abordagem jornalística do governo Bolsonaro já foi motivo de análise nesta coluna. Na semana passada, busquei um termo na literatura de George Orwell para explicar como vejo este cenário: Novilíngua. Se você quiser (re)ler a coluna anterior, clique aqui. O governo Bolsonaro tem um passado sombrio de relações duvidosas, para dizer o míninimo, e neste passado tem uma personagem que  se destaca: Fabrício Queiroz.

O nome Queiroz já é sinônimo de "rachadinhas" , prática em que o assessor do político recolhe dos funcionários do gabinete todos os meses um percentual do salário, e isso já foi esmiuçado por setores da imprensa. É importante dizer que é uma prática muito comum, inclusive quando ainda nem se tinha um termo para defini-la. 

Fabrício Queiroz era assessor de gabinete de Flávio Bolsonaro e costumeiramente recolhia os valores e efetuava os depósitos (em várias vezes) na conta do então deputado estadual da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Esta prática foi incansavelmente explicada nos telejornais durante meses e isso acontece até os dias de hoje. Porém, em raros momentos, a prática é relacionada à corrupção. Elabora-se, então, um discurso jornalístico que não relaciona o fato concreto "rachadinha" com o conceito geral "corrupção". 

Se voltarmos no tempo, poucos anos, mais precisamente entre 2014/2016 veremos no noticiário político brasileiro uma palavra sendo dita o tempo inteiro: Corrupção. Porque? Por que era notícia as investigações da Lava Jato que, com sede em Curitiba, movimentava o cenário político nacional. Agentes políticos e empresariais eram levados para prestar depoimento e, muitas vezes, saiam já algemados. Expressões como "delação premiada" caíram na boca do povo e eram o mote dos jornais diários e dos programas de televisão.

Aqueles eram tempos em que as investigações e as reportagens eram a respeito de empresários e de suas relações com o então governo federal de Dilma Rousseff(PT). Colar na administração federal o adjetivo da corrupção foi muito fácil. Desta vez o discurso somado ao imaginário fez com que qualquer coisa que remetesse ao Partido dos Trabalhadores fosse sinônimo de corrupção. Deste modo é válido que se note que o uso do termo "Corrupção" na descrição da ação depende de quem seja o agente público envolvido. Como se vê, repete-se a prática da Novilíngua, só que de um outro modo, conforme citado na coluna anterior. A formação da opinião pública passa, obrigatoriamente, pelos diversos meios de comunicação, do rádio até o podcast, de tal modo que a referência ou não da expressão "corrupção" ajuda no desenvolvimento da opinião pública e, por que não dizer, no senso comum.

Voltando agora à questão envolvendo Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e as tais "rachadinhas", pergunto: Que nome você daria?

Filme da semana: "Boa Noite, Boa Sorte" (2005)

Livro da semana: "Redes de indignação e esperança", Manuel Castells (2012)

Até semana que vem.

Saudações,

Ulisses B. dos Santos.

Twitter e Instagram: @prof_colorado
PodCast SobreTudo: by Ulisses Santos

Sobre a Coluna

A coluna SobreTudo é publicada sempre às terças-feiras.
Com certeza o popular está mais que correto: é tudo farinha do mesmo saco quando se fala de Organizações Globo e a eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República. Trata-se de uma dinâmica de retroalimentação constante, com alguns sobressaltos é verdade, mas nada substancial. Também nesta edição, a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial até dezembro e as agitações sociais na Bolívia.




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Não pode ser apenas um reles chavão falar da participação de jovens na política, assumindo posições relevantes nos foros de discussão e implementação de políticas públicas e promoção à cidadania. Está aí ainda algo que urge como essencial: encontrar os elos fracos na “velha política” e renová-los com figuras verdadeiramente novas, de fora do circuito.


Para falar de renovação na política sem a frágil romantização de um novo não tão novo assim no lugar das consideras “raposas”, este JC Express conta com a participação de Elton Tony Pondé, sociólogo, mestre em Saúde Pública e estudante de Direito.



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