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Veículos da mídia hegemônica estão colocando o (des)governo Bolsonaro no centro de escândalos de, no mínimo, mau uso de recursos públicos via ministérios e órgãos da administração indireta. Além do envolvimento de Milton Ribeiro, agora ex-ministro da Educação, em um esquema tocado por pastores evangélicos que intermediavam o repasse de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, a junta que desgoverna o País também está tendo de explicar por que uma empreiteira de fachada domina as licitações para obras de pavimentação. Fora as compras feitas pelo exército brasileiro que vieram à tona e tiveram ampla repercussão.

A menos de seis meses para as eleições presidenciais, o cenário, ainda que não consolidado, já começa a ter uma cara em relação a quem irá ou não disputar o Palácio do Planalto, bem como as alianças possíveis.


A cada 15 dias, em uma quarta-feira, às 19h30, Cristiano Araújo do canal Em Nome da Rosa participa do Espaço Trabalhista, programa da TV Jovens Cronistas dedicado à agenda do trabalhismo no Brasil.

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O Conselheiro


Sou um crítico, isso sempre fui,

mas hoje, já não critico mais,

os outros, como rio que flui,

afinal quem sou pra criticar os demais?

 

Falando como, um conselheiro,

conselhos meus, todos a ouvir,

do pitaco era sempre o primeiro,

mas agora quero me redimir.

 

É que pensei, sempre de boa-fé,

que problemas, todos, ia resolver.

Na vida alheia, metendo o pé,

sem que nada fosse acontecer.

 

Amigos meus, não me entendam mal,

quisera eu ter consciência tal,

mas à época, reinava o orgulho,

que só em mim fazia mergulho,

sem consciência do que era real.

 

Peço que acompanhem aqui meu raciocínio,

sem olhar pra trás, como fizera Plínio.

 

Sem julgamento, ou apedrejamento,

de quem sempre teve boa intenção.

Atentem apenas a este momento,

em que aqui, lhes peço perdão.

 

Uma vez dotado de racionalidade,

Ou, como queiram, de "boa-razão",

eu ainda, naquela idade,

crendo a tudo então resolver,

mais que capacidade, tinha o dever,

de conceder minha opinião.

 

Hoje, aqui, na consciência imerso,

vejo que o que fiz foi só percorrer,

de Mefistófeles o caminho inverso,

ignorando cada universo,

que todos são em seu próprio ser.

 

De conselheiro fiz-me bobo da corte,

que hoje de Fausto tenho até inveja.

Quisera eu ter melhor sorte,

não pra provar minha própria morte,

mas respeitar-lhe, seja como seja.

Um Grupo de Trabalho na Câmara deu início à discussão para que o Brasil deixe de ser um país presidencialista e passe a adotar o semipresidencialismo, sistema político no qual o Poder Legislativo, na figura do Congresso Nacional, chefia o governo em detrimento da Presidência da República, que ficaria responsável apenas pela indicação do primeiro-ministro e participação em eventos para chefes de Estado.

Como quase tudo em Brasília, a promessa de pouco debate sobre o tema. O próprio presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), entusiasta da mudança, tem afirmado que os parlamentares não irão se furtar de realizar a mudança, uma vez que o atual sistema é tido como muito instável às instituições. Inclusive, há a previsão de que o semipresidencialismo será implementado a partir de 2030.


Os cronistas Claudio Porto e Pedro Araujo analisam, neste Redação JC, como o País caminha a passos largos para consolidar, talvez de vez, o descolamento entre a sociedade e os espaços de poder.

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O período de preparação para a campanha eleitoral que se iniciará apenas em 16 de agosto está sendo marcado por muitos ruídos de cunho ideológico. Se para alguns, são compreensíveis dada a disputa eleitoral, para outros representam o desvirtuamento de causas nobres em troca de espaços esvaziados de poder.

Exemplos disso são a insistência de Lula e do PT na conciliação; o eleitorado do presidente “outsider” Bolsonaro assistindo de camarote as articulações da chamada Política Real, aquela bem descarada; e os vigias de uma pretensa moral pública simpatizantes de Moro desorientados, contudo, resilientes.


Programa quinzenal com a participação de Daniel Faleiros, do canal Barba Dialética, o Pelas Barbas sempre é pautado pela franqueza e honestidade da análise sobre os movimentos da política nacional e internacional.

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Criada em 2015, a janela partidária é o período de 30 dias dentro do calendário eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral – TSE no qual políticos com mandatos proporcionais trocam de legenda sem perder seus cargos eletivos. A janela que se encerrou no início de abril deu mais força a partidos que estão na órbita do (des)governo na Câmara dos Deputados, como PL, PP e Republicanos. Para a oposição, as transferências deixaram saldo negativo às bancadas de PSB, PDT, PSOL e PCdoB.

O PL 2630 pode ir à votação nas próximas semanas, segundo o relator, deputado Orlando Silva (PCdoB – SP), que apresentou sua versão para o que será a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Trata-se de um substitutivo redigido a várias mãos.

No Bloco de Notas, a reviravolta nas indicações do (des)governo ao conselho de administração e presidência da Petrobras.

O Da Prática Política é a coluna semanal do cronista Claudio Porto.

ERRATA: Equivocadamente, o cronista Claudio Porto falou que o PT deixou de ser a segunda força na Câmara. O partido mantém a 2º maior bancada, com 56 deputados, seguido de PP, com 49, e União Brasil, com 47. PSD e Republicanos vêm na sequência, com 45 e 44 representantes. 

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