Antes de embarcar para sua viagem de quatro dias à Índia, o presidente Bolsonaro deu sinalizações de que, ao retornar, pretende recriar o ministério da Segurança Pública, retirando o assunto do controle do ex-juiz federal Sergio Moro (Justiça). A possibilidade de aumentar o número de ministérios na esplanada foi aventada durante a sua tradicional entrevista a jornalistas no portão do Palácio da Alvorada na manhã da quinta-feira 23/1.



O presidente preferiu não falar, mas a razão por trás da eventual recriação do ministério é a reclamação generalizada de alguns representantes da segurança nos estados sobre o trabalho (ou falta dele) do ministro Moro. Governadores e secretários estaduais criticam a falta de propostas para a área por parte do ex-juiz e reivindicam um suposto sucesso com a queda de alguns indicadores, amplamente comemorado pelo (des)governo nas últimas semanas. 


Para o comando do 23º ministério, o presidente estaria considerando, e muito, o nome de seu amigo pessoal e ex-deputado federal Alberto Fraga, condenado por corrupção. A possível ida de Fraga para o (des)governo surge com mais força um dia depois de o jornal Folha de S. Paulo revelar que Renato Bolsonaro, irmão do presidente, tem intermediado e conseguido acelerar o repasse de recursos federais para alguns municípios paulistas, especialmente da região onde vivem os seus parentes. Mesmo sem cargo oficial, Renato conseguiu reaver mais de 100 milhões de reais em dinheiro público. Em troca de nada? Fala sério. Na Cultura também tem família: o elo entre Regina Duarte e o bolsonarismo seria o seu filho, que, sem surpresa, estará nos bastidores da estrutura. Nesta edição do JC Express os cronistas Adriano Garcia, Claudio Porto e Pedro Araujo, além de analisarem essas relações pouco inusuais no (des)governo, repercutem outros temas como a pesquisa CNT/MDA que aponta alta na aprovação do presidente Bolsonaro e a decisão do ministro Luiz Fux de suspender a implementação do juiz de garantias por tempo indeterminado.




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Olá torcida colorada, bem-vinda ao Papo de Torcedor Inter, aqui no Jovens Cronistas, com o início da Temporada 2020 para o Internacional. Na noite desta quinta-feira (23), o Inter fez sua estreia pelo Campeonato Gaúcho. O time foi até o Alfredo Jaconi e derrotou o Juventude pelo placar de 1 a 0, com gol de Thiago Galhardo.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

O Inter foi a campo com Marcelo Lomba; Heitor, Roberto (Cuesta), Pedro Henrique e Uendel; Musto; Marcos Guilherme, Nonato (Edenilson) e Wellington Silva (Rodrigo Lindoso); Sarrafiore e Thiago Galhardo. O técnico Eduardo Coudet, mandou a campo uma equipe reserva, promovendo as estreias dos contratados, Musto, Marcos Guilher e Thiago Galhardo. O esquema foi seu habitual 4-1-3-2, tendo Musto como volante, a linha de três meias, com Marcos Guilherme, Nonato e Wellington Silva e o ataque formado por Sarrafiore e Thiago Galhardo, com muita movimentação.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

O único gol da partida foi marcado aos 17 minutos do 1° tempo. Thiago Galhardo deu passem em profundidade na direita para direita Marcos Guilherme, que invadiu a área e rolou dentro da área para Sarrafiore, que chutou, Marcelo Carné, defendeu parcialmente e no rebote Sarrafiore cabeceou e Genilson, o zagueiro, espalmou, cometendo o pênalti, e sendo corretamente expulso. Thiago Galhardo foi para a cobrança e chutou no canto esquerdo, marcando o 1° gol do Inter na Temporada 2020.

Já aproveito para comentar sobre Thiago Galhardo, gostei de sua estreia, sua movimentação em campo, jogando no ataque ao lado de Sarrafiore me agradou. Espero que ele venha a ter chances entre os titulares, pois acho que ele poderá ser um jogador de grande valia nesta temporada. Já marcou na estreia o que lhe dará ainda mais confiança, para jogar com a camisa colorada.

No 2° tempo, aos 10 minutos, Wellington Silva fez jogada pelo meio tocou para Sarrafiore. que invadiu a área, mas tfoi derrubado por Eltinho, mas o árbitro Anderson Daronco, nada marcou. O Inter chegou a criar uma serie de oportunidades, mas Marcelo Carné evitou o Inter de ampliar o placar, e o 1 a 0, ficou de bom tamanho.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Eduardo Coudet, estreia assim com vitoria, mesmo mandando a campo um time reserva. Me agradou a forma de atuar do time, com intensidade e jogando com tranquilidade, sem dar chutões e sabendo o que fazer com a bola. A movimentação do sistema ofensivo me agradou, mas não sei se os titulares conseguirão ter esta mesma mobilidade, com movimentação tão intensa, é algo que só vamos ter as percepções, com o desenvolver da temporada.

Foto: Ricardo Duarte / Internacional

Sobre os estrantes, gostei muito da movimentação de Marcos Guilherme, ele para mim é um acréscimo ao time nesta temporada, até porque o acho infinitamente melhor, do que Wellington Silva, ele tem melhor finalização e mais visão de jogo, tanto que foi dele a assistência para Sarrafiore, no lance que gerou a penalidade. Acho que mais adiante vai brigar por vaga entre os titulares. 

Foto: Ricardo Duarte / Internacional


Musto se mostrou seguro em seu jogo de estreia e deu para perceber que ele comandará as ações de saída de bola do time, ele chega a recuar por muitas vezes, quase como um terceiro zagueiro, fazendo os zagueiros abrirem como opções, nas laterais e fazendo com que os laterais avancem em suas linhas, dando opções nas pontas. Musto se perdeu um pouco, quando Coudet colocou Rodrigo Lindoso em campo, pois ambos atuam na mesma faixa de campo, mas são ações que podem ser testadas nesta fase da temporada. 

Com a vitoria o Inter chega a 3 pontos e lidera o Grupo A, com 3 pontos, ao lado do Ypiranga de Erechim. No próximo domingo (26), o Inter fará seu primeiro jogo no Beira-Rio, quando receberá o Pelotas, em partida que provavelmente veremos o time titular do Inter em ação e espero é claro que venha a vencer, para pegarmos ritmo de jogo, para as paridas da Libertadores, contra a Universisad do Chile, no inicio de fevereiro.



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Olá leitores do Jovens Cronistas, bem-vindos a mais um Resumão da Rodada da Premier League, para repercutirmos a Rodada 24, que ocorreu neste meio de semana. Na terça-feira (22), o Manchester City , fora de casa, sofreu para derrotar o Sheffield United por 1 a 0. No grande jogo da rodada, tivemos o clássico de Londres entre Chelsea e Arsenal, onde mesmo com vantagem numérica, os Blues não venceram a partida em Stamford Bridge, que acabou empatada em 2 a 2. 

Na quarta-feira (23), o Leicester recebeu o West Ham e venceu com tranquilidade, por 4 a 1, reencontrando o caminho das vitorias, após duas derrotas. Na quinta-feira (23), o Wolves recebeu o Liverpool, que venceu mais uma partida, pelo placar de 1 a 1, chegando assim a marca impressionante de 40 jogos de invencibilidade.


A grata surpresa dessa temporada da Premier League, o Sheffield United, recebeu o Manchester City e acabou derrotado pelo placar de 1 a 0. No primeiro tempo, aos 34 minutos, Mahrez fez boa jogada pela direita, invadiu a área, passou por dois marcadores e acabou sendo derrubado por Basham, sendo marcada a penalidade. Gabriel Jesus foi para a cobrança, chutou no canto esquerdo, a meia-altura e Henderson defendeu, segurando o 0 a 0. 

No segundo tempo, aos 23 minutos, Aguero entrou no lugar de Gabriel Jesus e aos 28, após boa troca de passes pelo lado direito, De Bruyne invadiu a área e fez cruzamento rasteiro para Aguero, que chutou, da pequena área, completando para o gol, para marcar o gol da vitoria dos Citizens. Com a vitoria o Manchester City chegou aos 51 pontos, e segue na vice-liderança e o Sheffield com a derrota, permanece com 33 pontos, na 8ª colocação.


No grande jogo da rodada, tivemos a excelente partida entre Chelsea e Arsenal, que acabou empatada em 2 a 2. Aos 26 minutos, Mustafi errou feio ao tentar recuar a bola de cabeça para Kepa, deixando a bola para Abraham que invadiu a área e acabou derrubado por David Luiz, que cometeu a penalidade acabou sendo expulso. Jorginho foi para a cobrança e chutou rasteiro, no canto direito, para marcar o 1 a 0 para o Chelsea.

No segundo tempo, aos 17 minutos, em contra-ataque, após cobrança de escanteio, Mustafi afastou de cabeça e tocou para Gabriel Martinelli, que avançou desde o campo de defesa, passou por Kante , que escorregou no meio do campo, avançou com a bola, invadiu a área e chutou, rasteiro, no canto direito, empatando a partida. Aos 39, Hudson-Odoi fez cruzamento, a meia-altura, da esquerda e Azpilicueta desviou, para colocar novamente o Chelsea em vantagem. Aos 42, Torreira tocou na direita para Bellerin, que invadiu a área e chutou colocado, de perna esquerda empatando a partida em 2 a 2. 

Com este empate, o Chlesea chegou aos 40 pontos e segue na 4ª colocação. Já o Arsenal, chegou aos 30 pontos, apenas na 10ª colocação. O Chelsea assim mantem uma distancia razoável do 5° colocado, que neste momento é o time do Manchester United, de seis pontos.


Na quarta-feira (22), o Leicester recebeu o West Ham e reencontrou o caminho das vitorias, vencendo com tranquilidade pelo placar de 4 a 1. A má noticia é a lesão de Vardy, que acabou deixando a partida no 1° tempo. Aos 24 minutos, Barnes tocou na entrada da área para Ricardo Pereira que avançou com a bola, invadiu a área e fez cruzamento rasteiro, da linha da pequena área para Barnes, que chutou para marcar o 1 a 0. Aos 50, Barnes fez boa jogada pela esquerda, invadiu a área e rolou para Ricardo Pereira, que chutou forte e cruzado, para marcar o 2 a 0.

No segundo tempo, aos cinco minutos, Ndidi derrubou Haller dentro da área e foi marcada a penalidade. Noble foi para a cobrança e chutou no meio do gol, para marcar o gol do West Ham. Aos 36, Ogbonna derrubou Iheanacho dentro da área e foi marcada a penalidade. Ayoze Perez foi para a cobrança, chutou no canto esquerdo, para marcar o 3 a 1. Aos 43, Tielemans fez cruzamento da direita, Iheanacho fez a parede dentro da área e tocou para Ayoze Perez, que chutou rasteiro, no canto esquerdo, fechando o placar em 4 a 1, para os Foxes. 

O Leicester assim volta a vencer após duas derrotas e chega aos 48 pontos, mantendo-se assim na 3ª colocação, com oito pontos de vantagem sobre o 4° colocado, o Chelsea. Já o West Ham permanece com 23 pontos e encontra-se na 17ª colocação e se encontra com a mesma pontuação de dois times do Z3, Bournemouth e Watford e precisa buscar reagir. 


O Liverpool visitou o Wolves e conseguiu vitoria importante, chegando a 14 vitorias consecutivas e uma impressionante invencibilidade de 40 jogos na Premier League. Aos sete minutos, Alexander-Arnold cobrou escanteio da direita e Henderson cabeceou na primeira trave, para marcar o 1 a 0.

No segundo tempo, aos seis minutos, Raul Jimenez, avançou pelo meio e tocou na direita para Adama Traore, que chegou a linha de fundo e fez cruzamento para Raul Jimenez, que cabeceou firme para empatar a partida. Aos 39, após troca de passes, Salah tocou a bola no meio para Henderson, que tocou para Firmino, que de dentro da área, chutou forte, no canto esquerdo, para dar a vitoria ao Liverpool.

Com a vitoria o Liverpool chegou aos 67 pontos, ficando com a vantagem confortável de 16 pontos, sobre o vice-líder, o Manchester City. O Wolves com a derrota permanece com 34 pontos, na 7ª colocação. O Liverpool no próximo meio de semana, joga sua partida atrasada contra o West Ham e pode aumentar sua vantagem para 19 pontos. 

   Resultados        Próxima Rodada
 

Classificação




*Todas as imagens são oriundas do site da Premier League e a tabela do site FC Tables.com


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No dia 4 de novembro de 2019, um dia após a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio, o Ministro Abraham Weintraub se vangloriava por ter feito “o melhor ENEM de todos os tempos”. O exame que desde 2009 é usado como forma de ingresso ao ensino superior é a prova mais aguardada por milhões de estudante que durante um ano inteiro se esforçam para conseguir boas notas. Só no ano passado, seis milhões de alunos se inscreveram no ENEM em busca de uma vaga no ensino superior.

Porém, ao contrário do que afirma o Ministro da Educação, esse está longe de ser o melhor ENEM de todos os tempos. Os problemas começam lá atrás, bem antes das inscrições para o ENEM abrirem. Em abril de 2019, a gráfica responsável pela impressão das provas e cartões-resposta do ENEM, a RR Donelley, empresa multinacional, fechou suas portas, alegando o momento desfavorável do mercado gráfico e editorial não só no Brasil, mas no mundo todo. Vinte dias depois, sem abrir licitação para a contratação de uma nova gráfica, alegando a escolha do segundo lugar na licitação anteriormente aberta, sem conhecer a situação financeira da gráfica ou se ela teria atualmente condições de atuar num exame do porte do ENEM, o governo contratou com orçamento milionário (R$ 154,7 milhões) a Valid Soluções S.A.

A grande questão quanto a contratação da Valid, empresa que teria ficado em segundo lugar no processo licitatório que contratou a RR Donelley em 2009, veio à ser posta na mesa em janeiro, meses após sua contratação e a execução da prova do ENEM. Começaram a chegar relatos de todo o país de inconsistência entre as notas divulgadas e os gabaritos. O Ministério da Educação finalmente admitiu que havia erros em algumas notas e que a culpa seria da gráfica então contratada para realizar as provas do ENEM. A mesma gráfica que foi contratada sem que se fosse aberta uma nova licitação, para que se pudesse comprovar a capacidade da empresa em realizar o ENEM desse ano. E o mesmo MEC que confiou cegamente na Valid em Abril, é o primeiro a pontar o dedo no momento do erro, sem reconhecer o seu próprio...ou no caso “próprios”, já que a escolha da gráfica não foi o único erro cometido pelo MEC em relação ao ENEM.

Resultado de imagem para Abraham Weintraub férias
Ministro da Educação de férias durante crise do ENEM

Segundo apurado pela BBC Brasil, desde o começo do governo Bolsonaro, o INEP, órgão responsável pela elaboração e aplicação do ENEM, passou por quatro mudanças de comando. Ainda segundo a reportagem do já citado jornal, a diretoria responsável pela elaboração da prova ficou sem titular por meses. A falta de consistência do órgão responsável pela prova mais importante para muitos estudantes levou ao final à essa situação caótica que vemos.

Uma prova como o ENEM, da dimensão em que ela é aplicada, com o tamanho do país e a quantidade de inscritos (6 milhões inscritos, com participação de 3,9 milhões) é praticamente impossível de acontecer sem erros. Porém, o que não pode acontecer é o Ministério da Educação tratar com descaso a situação como vem tratando. Tentativas de minimizar erro que comprometem um ano inteiro de estudo, de pessoas que muitas vezes, por sua condição socioeconômica, não terão uma segunda chance de tentar. A solução do ministério, de abrir uma linha de correio eletrônico onde os alunos poderiam informar os erros em suas provas, dando um prazo de 24h iniciando num domingo e fechando numa segunda as 10h da manhã é excludente e tem como claro objetivo minimizar os números de erros apresentados. O descaso com que o Ministério da Educação trata o caso ignora a saúde mental de milhares de estudantes que passaram um ano todo pondo suas esperanças e expectativas nessa prova. Colocar como único canal de comunicação de erro uma conta de e-mail ignora o fato de que nem todos tem acesso fácil à internet, que alcança pouco mais de metade da população brasileira. As medidas adotadas pelo Ministério são desonestas e excludentes e claramente tentam colocar panos quentes numa situação periclitante.

O Ministério Público Federal recomendou ao MEC a suspensão dos prazos do SISU, o sistema de seleção usado para os alunos tentarem adentrar cursos nas faculdades pelo país todo. Resta saber se o MEC irá acatar a sugestão ou irá prosseguir numa situação que promete se desenrolar por muito tempo ainda. Porém, fica o questionamento: a quem interessa esses erros? Num governo onde o ministro da economia tem laços com entidades representantes de instituições de ensino privado, quem sai ganhando com isso? Como ressarcir a ansiedade e os traumas psicológicos de ficar dias sem saber se sua nota irá ser corrigida ou e perder um ano inteiro por erros. Esse está longe de ser o primeiro erro do ENEM em seus 10 anos de realização enquanto processo seletivo, mas com certeza é um dos mais graves.


Sobre a coluna

De hoje a oito é uma coluna semanal sobre política que procura trazer em pauta assuntos referentes, principalmente, ao governo federal e acontecimentos nacionais, sem deixar de repercutir acontecimentos mundiais.
Em mais uma edição do Futebol Pelo Mundo, Adriano Garcia, Gervásio Henrique e Mario Magalhães comentam o fim de semana na Europa, onde o Liverpool nas estrelas de Alisson e Salah, venceu o clássico ante o United e chegou a 64 de 66 pontos possíveis, ficando muito perto do título inglês. 



Na Itália a Inter vacila e a Juve com a maestria de CR7 abre vantagem. Grande momento laziale, Roma firme no G4, Milan reagindo e Napoli em momento infernal. Além de Barça e Real abrindo frente na Espanha, Benfica saindo vitorioso da rodada de clássicos em Portugal, bola voltando a rolar com shows do Bayern e Haland na Alemanha, entre outros destaques.




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O jornalista estadunidense Glenn Greenwald, um dos diretores do The Intercept Brasil, foi denunciado pelo procurador da República em Brasília Wellington Divino Marques de Oliveira por associação criminosa e interceptação telefônica no âmbito da operação Spoofing, aquela que investiga o grupo de hackers responsável pela invasão a contas no aplicativo Telegram de autoridades como o ministro Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol.



A denúncia contra Glenn sustenta-se em um áudio com uma conversa entre o coordenador do trabalho de investigação jornalística que rendeu a Vaza jato e aquele que, segundo o MPF, seria o porta-voz dos hackers sobre como proceder com o download das mensagens dos usuários hackeados após o início das publicações pelo Intercept Brasil e parceiros. O procurador Wellington, também responsável por denunciar o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, Felipe Santa Cruz, no episódio em que classificou o fato de o ministro Moro ter acesso a documentos sigilosos na PF de “chefe de quadrilha”, assegura no documento da denúncia que o jornalista “orientou, de maneira direta, o grupo criminoso”. Está claro que a denúncia foi protocolada para intimidar a atividade jornalística daqueles que andam incomodando com a divulgação do que acontece nos bastidores das instituições investigativas do Brasil. A denúncia, a participação do ministro da Economia Paulo Guedes em Davos, na Suíça, entre outros assuntos são os destaques desta edição do JC Express, apresentada por Claudio Porto e Pedro Araujo.




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A segunda edição do JC Esportes em 2020, traz a volta dos tradicionais campeonatos estaduais, que iniciam a temporada em território nacional.

A bola já rolou no Paraná, Pernambuco e Rio, entre outros estados. A partir desta semana, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, iniciarão suas jornadas. Também falaremos sobre a Flórida Cup e a Recopa Gaúcha, que acabou com o título do Pelotas sobre um time de garotos do Grêmio. No mercado da bola, destaque para o anúncio oficial de Michael no Flamengo.


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Detentos de penitenciária de Boa Vista, capital de Roraima, vão parar no hospital-geral após surgirem manchas em seus corpos, devido a uma bactéria desconhecida desenvolvida em virtude das más condições do centro de detenção; policiais militares de São Paulo arrastam mulheres pelo cabelo e prendem manifestantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo; governador paulista coloca a PM para atuar nas estações de trens da região metropolitana; pessoas no interior de SP são impedidas de protestar contra a ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos; áudio com voz de deputada governista assumindo que houve uma espécie de pagamento a parlamentares que votaram a favor da contrarreforma da previdência (sério?) circula nas redes sociais; na Venezuela, Guaidó quer uma “Telesur” para chamar de sua; e o MAS de Evo tem candidato para a presidência da Bolívia.




Adriano Garcia e Claudio Porto repercutem estes e outros assuntos nesta edição do JC Express.



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Lucas Lima comemora seu gol (segundo do Palmeiras no jogo). Foto: Luciano Claudino/Código19/Folhapress
Salve palestrinos! Feliz 2020! Torcedores do maior campeão nacional! Neste começo de ano ao menos o Papo de Torcedor do Verdão vai virar Papo de Toxedô em homenagem ao nosso ilustre técnico. Brincadeiras à parte, vamos repercutir a vitória maiúscula do Palmeiras ante o Ituano, em Itu-SP, pela primeira rodada do Paulistão 2020. Na cidade onde tudo é grande, o Palmeiras foi lá e fez um placar à moda de Itu. Vamos ao jogo.

Palmeiras entrou em campo com Weverton, Marcos Rocha, Gomez, Felipe Melo, Victor Luís, Gabriel Menino, Ramires, Lucas Lima, Dudu, Raphael Veiga e Luiz Adriano. E quem vê apenas o placar acredita que o jogo foi tudo fácil. Até que foi, mas o começo teve seus equilíbrios. Palmeiras levando muito perigo em jogadas pela ponta com Dudu, ao passo que o Ituano tentava a todo custo uma bola levantada na área do Palmeiras. Weverton mal precisou fazer defesa. Contudo, o primeiro tempo pareceu um pouco estático do Palmeiras, principalmente em jogadas que passavam por Raphael Veiga. O canhoto não conseguia impor dinamismo em seu setor.

Se existe uma qualidade em Luxemburgo é que não tem vergonha de mexer no intervalo e para ganhar. Notando a falta de mobilidade do time, colocou Gabriel Verón no lugar de Veiga. O time já deu uma senhora melhorada quando Ramires perdeu de cabeça quase embaixo das traves. Mas tudo bem, afinal, minutos mais tarde Marcos Rocha acertou uma pedrada (sem trocadilhos) no canto direito de Pegorari. Gabriel Verón ganhou da defesa e por pouco não fez o segundo. O segundo gol foi um rebote na estrada da área que Lucas Lima chutou colocado para fazer 2x0. Luxa mexeu mais uma vez: Zé Rafael no lugar de Ramires, depois Willian no lugar de Luiz Adriano.

Mudanças que deram certo. Jogada pelo lado direito do ataque alviverde e Zé Rafael com categoria, de letra colocou o terceiro gol do Verdão no marcador. Ainda dava tempo para mais um: Willian saiu nas costas da defesa do Ituano e conseguiu jogar no canto do goleiro para selar a goleada. Fim de papo.

Algumas surpresas. Diogo Barbosa depois de apelos aqui foi para o banco. Felipe Melo de zagueiro dá para chamar de ok, mas mal teve trabalho - tem que ser sincero na avaliação. O conjunto do Palmeiras em termos ofensivos foi muito bem. Jogadas rápidas, tabelas, aproximações, intensidade, finalizações, etc., tudo que o torcedor ao menos queria ver. Um time mais leve, solto. Lucas Lima se apresentando no ataque - muito bom. Dudu chamando jogo pelo seu setor. Laterais aparecendo para cruzar no fundo ou finalizar - vide o primeiro gol do Palmeiras. Foi uma boa estreia sim. Contudo, não é hora de empolgar. Não sabemos ainda se é mérito total do Palmeiras ou foi fragilidade do Ituano. Para saber melhor, temos clássico domingo, contra o São Paulo, em Araraquara.


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Ministro não soube explicar as medidas abstratas da pasta de Justiça e Segurança Pública

Ministro de Justiça e Segurança Pública do (des)governo Bolsonaro, o ex-juiz federal Sérgio Moro foi o convidado da estreia da nova fase do programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura, na segunda-feira 20/1. Nesta nova etapa do semanal exibido desde 1986, a apresentação passou a ser feita pela jornalista Vera Magalhães, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e ex-comentarista de política da rádio Jovem Pan.


Ainda que o programa tenha começado em seu horário habitual, às 22 horas, a participação do ministro Moro gerou repercussão desde a confirmação na semana passada, principalmente quanto à bancada de jornalistas convidados para fazer perguntas.

Esta foi a primeira oportunidade do ministro com jornalistas de distintos veículos de mídia, em formato diferente das tradicionais coletivas, após o início da Vaza Jato, série de reportagens coordenada pelo The Intercept Brasil em consórcio com os jornais Folha de S. Paulo, El País e Correio Braziliense, a revista Veja, além de portais de notícias a exemplo de UOL e Agência Pública, que, juntos, revelaram diálogos mantidos no aplicativo de mensagens Telegram por Moro, então juiz federal da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, e o procurador da república Deltan Dallagnol, coordenador oficial da operação Lava Jato (LJ).

Intercept e parceiros publicaram, até e edição deste texto, 95 matérias contando os bastidores da operação que, por seus métodos caracterizados pela espetacularização das ações e os laços com agências de inteligência estrangeiras, virou o País de cabeça para baixo, alcançando seletivamente figuras do campo político e, convenientemente aos interesses externos, destruindo setores importantes da economia nacional.

Imagem: Bad Samaritan

Exceção a Folha, representada pelo diretor da sua sucursal em Brasília, Leandro Colon, nenhum outro veículo da Vaza Jato foi convidado pela produção do programa, numa decisão não muito inteligente e que desconsiderou o interesse público em explicar o assunto mais importante na vida recente do entrevistado: a sua intimidade com os membros da LJ em prejuízo dos investigados e julgados em Curitiba.

Com base nos diálogos pode-se afirmar que o ex-juiz, de maneira ilegal, era quem, de fato, comandava o andamento da operação de investigação, sugerindo ao “gerente” Dallagnol, fora dos autos (sem protocolar), uma testemunha para prestar depoimento de acusação contra um de seus réus; pressionando para a realização de uma diligência de agentes da Polícia Federal, porque sentiu incômodo com o intervalo entre as fases da LJ; pedindo que não investigassem, não melindrassem um apoiador do seu trabalho; entre outras conversas que, sem explicação contundente por parte do próprio ministro, revelam uma atuação política de Sérgio Moro à frente das ações da Lava Jato.

O conteúdo das mensagens é mais que comprometedor para o ministro alçado ao cargo exatamente pelo trabalho como juiz federal e, como já esperado, foi tema de algumas perguntas dos entrevistadores no Roda Viva. Como não estavam ali os responsáveis pela investigação da Vaza Jato, as perguntas foram feitas sem os detalhes, sem recorrer a trechos literais, e também sem a devida pressão jornalística por uma resposta coerente. Não houve tréplica em nome da compreensão do público sobre o que está sendo desnudado pelas matérias.

Sérgio Moro de uma “sabonetada” nas poucas questões sobre as mensagens da Vaza Jato, alegando que se trata de “bobageirada” (neologismo da mesma família de “conge”), prazos processuais (no caso da divulgação de trecho da delação do ex-ministro petista Antônio Palocci a seis do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018) e que os réus que passaram pela sua instância são todos corruptos (quando o que interessa ao jornalismo é a legalidade da sua atuação, uma vez que é um agente público com atribuições e responsabilidades definidas).

Medidas abstratas

Sérgio Moro não deu uma resposta satisfatória nem quando foi perguntado pelo diretor de jornalismo da rádio Jovem Pan, Felipe Moura Brasil, fã declarado do ministro, sobre a sua “política” para as fronteiras do Brasil e a respeito de quais medidas implementadas por seu ministério contribuíram para a queda dos indicadores de crimes violentos no Brasil.

Como de costume, o ministro foi abstrato e não apresentou aos telespectadores os detalhes do seu dia a dia na pasta, o que permite as suposições cada vez mais compartilhadas de que, a exemplo do governo do estado de São Paulo, o (des)governo teria firmado acordos com organizações criminosas em troca da queda nos índices, além da subnotificação de homicídios com o avanço de grupo paramilitares (milícias).

O único momento em que o ministro falou algo coerente foi o monólogo sobre o juiz de garantias. Ainda que sem explicar o que o incomoda na figura de um magistrado exclusivo para a fase de investigação (o de que este operador do direito só está sendo cogitado porque o ex-juiz ultrapassou o escopo de suas funções na LJ), Moro foi feliz ao comentar que a discussão do assunto no Congresso foi assoldada, sem estudos sobre a viabilidade, o alcance e o tempo necessário para pôr em prática, o que levou a recente decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, de adiar em seis meses a validação da lei.

O ministro só não contou que líderes partidários simpáticos ao seu suposto pacote anticrime, do qual faz parte o juiz de garantias (inserido pelos deputados federais), fizeram de tudo para aprová-lo a tempo de que a sanção presidencial ocorresse ainda em 2019. Ou seja, seus aliados, alguns sob orientação de seu ministério, contribuíram para análise assoldada do tema no Congresso Nacional.

Eleições 2022/2026

Ao longo do programa o ministro não escondeu que é uma figura política e que buscará um lugar ao Sol seja em 2022 ou, como dizem sonhar os bolsonaristas, em 2026, após eventual reeleição de Jair Bolsonaro.

Ele sabe que teria de melhorar a articulação política para, primeiro, ter seu nome indicado pelo presidente da República para uma das duas vagas a serem abertas no STF, com Bolsonaro já ventilando nomes que não o seu, e, segundo, conseguir a aprovação de seu nome no Senado Federal.

Como melhorar é mais exigente, deve colar ainda mais sua imagem como o responsável pelas medidas (ninguém sabe quais) de segurança do (des)governo Bolsonaro junto à população, se valendo de indicadores não detalhados como tem feito à frente do ministério.

Para o momento, isso parece suficiente para a legião de fiéis que o cerca. Para o seu êxito político a longo prazo, é preciso repensar a estratégia limitada em si mesma.

Sobre a coluna

Da Prática Política é uma coluna semanal, publicada todas as quartas-feiras, sobre os assuntos do cotidiano político do Brasil.

6 horas da manhã. Toca o despertador. Os olhos abrem vagarosamente, as mão esfregam o rosto adolescente de quem terá muito a fazer naquele dia. Suspira fundo. Escolhe o moletom bordô, a camisa azul, a calça, senta na beira da cama para amarrar os cadarços de seus tênis . O caminhar vagaroso dos primeiros passos até o banheiro contrariam a índole da juventude que as espinhas denunciam. Chega até a pia pega a tiara para o cabelo longo e crespo. Na sala de casa, a irmã e a mãe terminam os preparativos do café para que todos saiam no horário. "Já ia te chamar. Hoje tem prova,né?", “Tem sim.". O vai-e-vem de “Bom dia, mano!, “Bom dia, filho”, “Bom dia, mãe”, “Bom dia, mana”, “Bom dia, filha” segue o costume de todas as manhãs. Depois de recolherem a mesa do café, despedem-se e rumam aos seus destinos. Na parada de sempre, o transporte de todas as manhãs se avizinha. O braço magro acena para o ônibus - como se precisasse- “Bom dia!”, cumprimenta ao entrar, “Bom dia”, responde o motorista. Chega na roleta, encosta seu Cartão Tri - track! - a catraca é liberada, surge o saldo na tela, - “tá bom ainda!”, pensa rápido, enquanto busca numa olhadela um assento livre.

“O movimento não tem líder, é horizontal e ninguém decide sozinho.”
7:25 da manhã. Na escola a confirmação do que era avisado nas redes sociais : todos os segundos anos continuarão saindo no intervalo por falta de professor. “Bah, a gente tá sendo prejudicado pela falta de professores. Assim não dá pra ficar”, comenta um colega, “Isso sem falar da sujeira dos banheiros”, “Viram como estão as escolas em São Paulo?”, uma outra voz pergunta, “Vamos convocar uma reunião do grêmio estudantil?”, alguém sugere. Aquele grupo de alunos decide convidar outros colegas para, no horário que deveriam ir embora, fazerem uma reunião na sala do grêmio estudantil.

Em torno de 20 alunos reúnem-se e depois de uma hora de debates acalorados decidem dar aquele passo adiante. Dentro da sala, aqueles alunos e alunas, com suas mãos nervosas e cabelos esvoaçantes, elaboram cartazes com a frase que marcará os dias da educação pública do Rio Grande do Sul de forma definitiva: OCUPA TUDO!

Se o relato acima escapa do real e passeia pela ficção, seu argumento apresenta-se com os dois pés na realidade. O discurso permanente de crise na educação, o desgaste das sucessivas greves do magistério gaúcho e a crise na representação das entidades estudantis faria com que grupos de alunos organizassem um movimento de ocupação nas 158 escolas gaúchas no ano de 2016.



A DECISÃO EM OCUPAR

Com o exemplo vindo de São Paulo, estudantes gaúchos decidiram pelo protagonismo de suas histórias e, em 158 escolas no Estado do Rio Grande do Sul, escolheram por tomar um rumo de independência das representações estudantis e partidos políticos, conforme conta Luiza Ninov Dovizinski Fialho, ex-aluna da Escola Paula Soares: ‘-Inspirados pelas ocupações de São Paulo e em razão do desmonte da educação pública no Rio Grande do Sul, decidimos ocupar a escola. Nossa primeira ação foi convocar uma assembléia com a comunidade escolar para explicar o que estava acontecendo.”



A ex-aluna da Escola Florinda Tubino Sampaio Sara Gomes mostra como ocorreu a decisão de fazer a ocupação na sua escola: “-No Tubino começamos a conversar dentro do grêmio estudantil e com amigos mais próximos sobre essa possibilidade. Depois fomos falando com alguns professores que a gente saberia que nos dariam apoio. A primeira coisa que disseram, quando a gente falou sobre ocupar, foi: leiam, estudem e conversem com quem já tá ocupando. Depois disso fizemos uma assembléia entre os estudantes do colégio, onde a maioria votou por ocupar e entre esses, passamos uma lista pra ver quem poderia ficar no primeiro dia.”

O DIA-A-DIA NA OCUPAÇÃO

Se os movimentos reivindicatórios nunca tiveram um cotidiano tranquilo devido ao enfrentamento diário, não seria o “Ocupa!” protagonizado por adolescentes, em uma realidade aparentemente fragmentada, que teria um cotidiano diferente. A descoberta que não seria fácil exigiu daqueles estudantes uma grau de maturidade que alguns talvez não tivessem. Na comparação entre os movimentos grevistas do passado e as ocupações das escolas, os estudantes souberam usar as ferramentas que tinham a seu dispor, especialmente uma de novo tipo: as redes sociais. As páginas dos movimentos possuíam o nome da escola ocupada: “Ocupa Tubino”, página numa rede social, era dos alunos da Escola estadual Florinda Tubino Sampaio. Através dela eram feitos comunicados por meio de textos, vídeos, fotos. Na página os alunos deixavam as pessoas atualizadas sobre as suas ações. Faziam campanha para arrecadar roupas, alimentos, material de limpeza entre outras coisas. No cotidiano das ocupações, os alunos dividiam-se em comissões com atribuições bem definidas:

Comunicação/Mídia:responsável pela comunicação nas redes sociais de cada OCUPAS, em que eram feitos pedidos de doações,divulgava os atos públicos.

Limpeza: Era a única comissão móvel, ou seja, tinha seus integrantes modificados por semana, para que todos participassem dessa função, sem distinção de sexo.

Alimentação:responsável pela contagem dos alimentos e pelas refeições do dia(café da manhã, almoço e janta). Esta comissão também cuidava da cozinha da ocupação.

Relações Externas: tinha a atribuição de comunicação com outras OCUPAS e também, apresentar a ocupação para quem viesse conhecer ou fazer entrevista com veículos de comunicação.

Segurança:cuidava da entrada e saída das pessoas, de todos, fazia a identificação com o CPF, por exemplo.Era responsável pelas rondas nas madrugadas.

Oficinas: tinha sob sua responsabilidade a organização da agenda diária da ocupação e seus eventos (palestras, oficinas, rodas de declarações e reuniões).


Mas nem tudo foi pacífico no dia-a-dia das ocupações, conforme relato de Sara Gomes: “-O cotidiano durante a ocupação era bem pesado e estressante, não tinha um dia sem alguma discussão ou choro (eu chorava quase sempre). Mas a gente nunca achou que seria fácil e que a gente ficaria "de férias" como muita gente dizia. No início tivemos algumas discussões com professores, direção e pais (principalmente dos alunos do ensino fundamental), mas aos poucos foram amenizando. Apesar de todo estresse, era um cotidiano de muito aprendizado e amor entre nós todos do Tubino, e entre as escolas em geral. Éramos uma família e isso foi fundamental.”

A representante do Ocupa Tubino Júlia Corrêa mostra outro aspecto do cotidiano da ocupação: “-Tínhamos uma rotina de oficinas durante o dia e todo mundo podia participar, sendo ocupante ou não. A rotina de quem ocupou era organizada em comissões em que cada um tinha uma função. Todos faziam tudo e se ajudavam uns aos outros.”

O sentimento de união e fraternidade é confirmado pela ex-Ocupa Luiza Ninov D. Fialho: “-Com o tempo construímos uma rede de afeto e cuidado muito semelhante a noção que temos de família, parecia que no mundo não existia mais nada, que aquela ocupação era nossa sociedade autogestionada e que tudo que a gente tinha estava lá dentro.”

A ex-aluna Sara Gomes confirma que os momentos de tensão ocorriam pelo medo da Brigada Militar forçar uma desocupação: “As "forças da segurança" nos davam tudo, menos segurança... Acho que o maior medo de todas as escolas era a BM aparecer do nada pra desocupar. Não tínhamos nunca a certeza de que isso não ia acontecer e de que voltaríamos todos juntos após os atos, por exemplo.”

Mas a solidariedade da comunidade escolar pareceu servir de proteção dos escolares, segundo Sara: “-A vizinhança do Tubino se mostrou muito solidária na maioria das vezes, recebemos MUITAS doações, pessoas que iam visitar pra ver como tava a escola, nos dando força e razão pra continuar, assim como a maioria dos nossos familiares. Não vejo como a gente teria continuado sem esse apoio que foi fundamental.”

OCUPA X DESOCUPA

O movimento criado pelos estudantes independentes nas escolas públicas fez surgir o seu contrário. Se estes alunos criaram o “OCUPA!”, pais e outros alunos contrários às suas reivindicações criaram o “DESOCUPA”. Segundo líderes das ocupações, este outro movimento possuía dois viés bem distintos: o grupo dos pais e o dos alunos. Cada um agia a seu modo, porém com uma origem comum, conforme relatam Luiza Ninov e Lucas Fagundes, membros do Ocupa Tubino: “-O ‘DESOCUPA’ estava ali para difamar o nosso movimento, recebiam orientações de como agir e, em alguns casos, eram orientados por Whatsapp por deputados estaduais. Eles possuiriam, inclusive serviço de telemarketing contra nós.”

COMITÊ DAS ESCOLAS INDEPENDENTES (CEI)

Em determinado momento daqueles dias de luta, os ocupantes resolveram reagir a tentativa de redução de sua pauta de reivindicações junto ao governo do estado. No dia 1º de junho de 2016, depois de uma série de reuniões os alunos das ocupações - representando mais de 20 escolas públicas - criam o Comitê das Escolas Independentes (CEI), conforme relembra Luiza Ninov :”-O CEI se construiu como uma alternativa à União da Juventude Socialista(UJS) e o Juntos que queriam reduzir a pauta de reivindicações do movimento para fazer um acordo com o governo estadual e desocupar as escolas. O CEI surgiu na necessidade que vimos em construir o movimento pela base. A construção do CEI foi um ato histórico para o movimento estudantil resultando numa formulação de uma oposição de esquerda às entidades burocratas e a reorganização do movimento secundarista pelos próprios estudantes.”

Apesar de destacar a importância de criar uma entidade alternativa que representasse a luta dos estudantes o Comitê de Escolas Independentes ficou na memória de todos e todas que viveram aqueles dias.


A OCUPAÇÃO DA SEFAZ

Depois de colocar as ocupações e suas reivindicações na pauta da imprensa e no centro do debate diário das pessoas, era necessário dar outro passo adiante: ocupar a Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul (SeFaz), Apesar de não ter sido uma decisão com a concordância de todos os ocupantes, a maioria decidiu por fazer esse movimento inesperado para quem apenas assistia e via pelos noticiários o Ocupas.

Na manhã do dia 16 de junho de 2016, um grupo de 45 estudantes, agindo de forma discreta, entraram por uma porta localizada na Avenida Mauá, em seguida chegaram mais oito pessoas, totalizando 53 ocupantes. O grupo entrou na SeFaz às 7:30h permanecendo no prédio até o meio-dia quando foi retirado pela ação da Brigada Militar e foram levados ao Departamento estadual da criança e do adolescente (DECA) às 12:30.

Os alunos envolvidos no caso sofreram processo judicial que depois forte mobilização dos estudantes foi arquivado.


SECUNDAS

A ocupação das escolas públicas foi tema de um curta-metragem do cineasta Cacá Nazário chamado Secundas. A produção fez uma seleção de imagens que concede um dinamismo na sua narrativa. Os estudantes - de outras escolas como o Júlio de Castilhos - são acompanhados em vários momentos, desde debates nas escolas até momentos de tensão e enfrentamento quando a Brigada Militar usa spray de pimenta na desocupação da Secretaria da Fazenda. “Foram usadas imagens de outros cineastas como o Mateus Chaparini e o Kevin Dark, que estavam lá na ocupação da Sefaz.” O curta recebeu o prêmio da amostra de curtas gaúchos no 45º Festival de Cinema de Gramado.

 

O LEGADO

Para o cineasta o que fica do movimento das Ocupações das escolas é “o sentimento forte de mobilizações e pelo fato destes estudantes já terem uma experiência acumulada. Pra mim a grande herança é essa: na luta que tu constrói o movimento. Apesar de ter um lado pesado que é o das prisões, tem a questão também de prazer, da juventude, de rua que é muito importante. Até porque hoje em dia tem toda uma geração que fica só nas redes sociais, postando, postando...”

ONDE ESTÃO?

Os estudantes envolvidos nas Ocupações seguiram suas vidas e conseguimos descobrir o que fazem atualmente:

Sara Gomes, ex-aluna da Escola Florinda Tubino Sampaio, cursa Tecnologia de alimentos na UFCSPA.

Lucas Fagundes, ex-aluno da Escola Florinda Tubino Sampaio, cursa Educação Física na UFRGS.

Isadora Fagundes, ex-aluna Escola Florinda Tubino Sampaio, cursa Artes Visuais na FURG.

Luiza Ninov D. Fialho, ex-aluna da Escola Paula Soares, cursa Ciências Sociais na UFBA.

Matheus Sanguiné, ex-aluno da Escola Florinda Tubino Sampaio, cursa Geologia na UFRGS.

Karol Krieger, ex-aluna da Escola Florinda Tubino Sampaio, cursa Direito na UFRGS.

Júlia Corrêa, ex-aluna da Escola Florinda Tubino Sampaio, cursa Ciências Sociais na UFRGS.

Os profissionais envolvidos no curta Secundas:

Matheus Chaparini trabalhava no jornal JÁ e atualmente mora em Lajeado e trabalha no jornal A Hora e responde a processo relacionado a ocupação. O diretor do curta Cacá Nazário desenvolvia um projeto de longa metragem de ficção na época dos acontecimentos. Atualmente produz um filme que é parte documental, parte ficcional chamado CHAMI e está na fase de tratamento de roteiro.





Saudações,

Ulisses B. dos Santos.

Twitter e Instagram: @prof_colorado

Sobre a coluna

A coluna Sobre Tudo é publicada todas as terças-feiras.