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JC Agora

Resenha Cultural - Um mundo chamado Nordeste



Olá pessoal, o dia 08 de Outubro foi dedicado aos nordestinos, podemos dizer que o nordeste é um mundo, cada Estado tem a sua característica, o seu jeito com uma cultura rica e particular, temos o frevo no carnaval do Recife, o maracatu do Maranhão, o carnaval de Salvador que hoje tem acolhido todos os gêneros musicais, para além do Axé e do Pagode, temos o São João de João Pessoa em disputa com o de Caruaru em Pernambuco, aliás eu pergunto pra você que gosta da festa qual o melhor? Olha a briga é feia viu?

Mas é saudável, o mês de junho é um dos mais fartos no Nordeste. A cara do nordeste e dos nordestinos especialmente para o restante do país foi mal construída, dando margem ao preconceito à Xenofobia, minha gente durante muito tempo a seca tomou conta de várias partes do Nordeste e muitos iam tentar a vida em São Paulo ou no Rio de Janeiro, bem como em outras partes do Brasil, o nordestino mesmo fugindo da seca se reergueu e foi mão de obra expressiva na construção do País, isso porque ele consegue fazer da dificuldade um trampolim para a conquista, de cabeça baixa ele não fica.

Há muitos exemplos disso, como na literatura por exemplo,a história de um casal de retirantes (nome que se dava a quem estava fugindo da seca), de filhos sem nome, sem direitos, e da cachorrinha com nome e xodó da família sobrevive há 81 anos, que é o livro Vidas Secas de Graciliano Ramos. O qual foi  um preso político e escreveu alguns contos na prisão que antecederam o livro.

Outro nordestino que fez história e muita música boa foi Luiz Gonzaga, que se muitos ouvissem aprenderiam muito como o Xote ecológico que denunciava a poluição e a destruição do meio-ambiente. Além dele há uma infinidade de artistas que podem mostrar como se faz o nordeste,desde os mais famosos aos mais anônimos. De "Paraíbas" e Baianos, de Pernambucanos, Alagoanos, Sergipanos, Maranhenses, Potiguares, Cearenses, Piauienses o Nordeste se mostra, se apresenta sem dever nada a ninguém.


As ilustrações no mapa acima representam pequenos aspectos da multiplicidade cultural desses estados. 


Nós, apesar da mesma região não gostamos de ser confundidos, cada local tem seu sotaque como na Bahia, não falamos visse aqui, tampouco bichin, o visse é uma expressão mais utilizada em Pernambuco e até dentro do Estado da Bahia existe uma variação entre a maneira de falar do Soteropolitano (como eu), dos outros baianos porque a Bahia não se resume a Salvador, mas temos coisas em comum como a farinha, o forró, a rapadura, a influência negra na maioria dos Estados entre outras coisas.

O baiano embora festivo é trabalhador, não se debruça sobre a rede e espera cair do céu, pois dele a certeza é a chuva a qual é bem vinda e bem esperada pelo trabalhador rural. O dia do nordestino é dia de oportunidades, do compartilhamento do espaço, de poder ter e ser o que quiser.



Imagens: Reprodução web. 



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2 comentários:

  1. É uma bela reflexão sobre o Nordeste, e de como ser nordestino, o quão lindo és o meu Nordeste!!!!!

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  2. Ser nordestino é um estado de graça!! Parabéns Edenbergue, ótima reflexão!!

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