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JC Internacional - 12/10/2019: Mobilização popular no Equador; prêmio Nobel da Paz; e Síria

Tomado pela covardia, o presidente do Equador, Lenín Moreno, trocou a capital do país sul-americano de Quito para Guayaquil, onde se refugiou junto com o comando das forças armadas. Moreno não está sendo ameaçado ou perseguido. Ao contrário, quem tem ameaçado ou perseguido é o seu governo desde que anunciou um pacote de medidas econômicas que estrangulam financeiramente estratos inteiros da sociedade equatoriana (como uma reforma laboral impopular e aumento de mais de 100% no preço dos combustíveis, por exemplo). O presidente “deu fuga” enquanto grandes protestos acontecem nas principais cidades do país há dez dias. Lenín se ateve a pronunciamentos vagos e a intensificar a repressão aos manifestantes, com decreto de estado de emergência para driblar o congresso e a toque de recolher aos cidadãos. Se Lenín não estivesse respaldo pelo Fundo Monetário Internacional, organismo que propôs as medidas do tal pacote em troca de empréstimo, e seus congêneres, os veículos tradicionais de imprensa já estariam falando em ditadura. Do nordeste do continente africano veio o condecorado com o prêmio Nobel da Paz deste ano: Abyl Ahmed Ali, primeiro-ministro da Etiópia desde abril de 2018. O jovem premiê de 43 anos foi responsável por comandar as tratativas para um acordo de paz firmado entre seu país e a vizinha Eritreia, em um contexto de disputa territorial que remete ao século XX (invasão fascista à Etiópia, império de Haile Selassie apoiado pelos Estados Unidos e Reino Unido, luta independentista da Eritreia nos anos 1970 e independência já nos anos 1990) e um conflito que pegou dos anos 1998 a 2000, e levou à morte de mais 100 mil pessoas. Outra disputa, bem mais recente, tem agitado a região norte/nordeste da Síria, nos limites com a Turquia. Com uma canetada, o presidente Donald Trump ordenou o retorno de forças estadunidenses daquela região síria, numa ação que deixou expostos seus parceiros militares, os curdos integrantes das Unidades de Proteção Popular – YPG, perseguidos pelos turcos. A saída dos estadunidenses foi sucedida pelo anúncio do governo de Recp Tayyip Erdogan na semana de que seu exército está orientado para promover a “Primavera da Paz”, uma faixa de mais de 30 quilômetros entre a Turquia e Síria “livre” dos curdos, considerados terroristas pelos turcos. Nesta edição do JC Internacional, os cronistas Adriano Garcia e Claudio Porto, além de analisar esses assuntos, também falam das expectativas pelas eleições na Bolívia, no próximo domingo 20/10, e na Argentina, no final do mês, bem como o recente revés do presidente Bolsonaro em sua subserviência ao presidente Trump nas conversas pela entrada do Brasil na OCDE.


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