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JC Agora

Copa América - Brasil campeão e o que fica de lição

Foto: Globoesporte


Amigos! Perto da volta do Brasileirão e a caminho do retorno da temporada do futebol Europeu, estamos de volta com as crônicas futebolísticas no site. E não poderíamos deixar de comentar o que a Copa América deixa de lição, principalmente para a campeã Seleção Brasileira, mas também para os demais selecionados do continente, para além de falar sobre a vitória por 3 x 1 ante o bravo Peru que proporcionou o título para Tite e seus comandados.


Os primeiros minutos do duelo no Maraca foram de um corajoso Peru, sob o comando de Ricardo Gareca (que trabalho, aliás), um time que marcou alto e partiu pra cima sempre buscando finalizar, o que deve ser muito bem observado em tempos de times que irritantemente querem entrar tocando dentro do gol. Mas depois dessa coragem adversária com essa marcação e essas chegadas, veio o gol Brasileiro aos 14, em mais uma jogada (quem diria) de Gabriel Jesus, um dos grandes nomes da competição, drible pela direita e cruzamento para achar Everton Cebolinha, abrindo o placar e se tornando artilheiro da competição.

Jogo depois do gol seguiu com certo equilíbrio, mas com o Brasil chegando com qualidade. Até o primeiro dos "erros" (ou seja, não podemos concluir se é erro ou desonestidade) de uma arbitragem que parecia durante quase todo o jogo, agir contra o Brasil pra responder a Messi, ao Olé e a AFA. O pênalti foi marcado num lance em que Thiago Silva (que já meteu mão em bola muito por aí, mas não foi este o caso) deu um carrinho e é natural que no carrinho se apoie a mão no chão, não se é robô, o braço é apoio natural, não gruda, mas a mentalmente afetada arbitragem mesmo tendo acesso ao VAR confirmou e Guerrero guardou. Porém no lance final do primeiro tempo, roubada de bola e boa trama até ele, Jesus marcar em um belo chute, grande recuperação do garoto que precisa apenas ter mais calma, não adianta educação sem calma com o que se diz e o que se faz.


Na etapa final, o Brasil controlava bem o jogo até a absurda expulsão de Jesus, num momento em que o Peru batia muito mais (e seguiu batendo após a expulsão, leia-se) Jesus em uma disputa de jogo, um tranco onde é falta, mas não para cartão, recebe o segundo amarelo e é expulso. Daí em diante o jogo ficou tenso, Gareca acreditou, foi pra cima, Tite recuou o time, o domínio territorial do adversário existiu, mas a defesa era segura, Alisson praticamente não trabalhou e já no fim, outro pênalti RIDÍCULO marcado sobre Cebola em uma disputa ombro a ombro. Richarlisson um grande nome para o futuro da Seleção, de volta da caxumba, bateu com muita categoria para vencer o ótimo Gallese, estava definido o título.


O título deve ser comemorado sim, apesar do amplo favoritismo que a Seleção Brasileira tinha, apesar de não ter sido o Uruguai o adversário e sim o Peru, com muitos méritos, pelo trabalho de Gareca de dar um último gás a uma geração no fim e mesmo neste fim, conseguir com ela dois grandes feitos, de voltar a Copa do Mundo e a uma decisão de Copa América. Confirmar o favoritismo foi importante mas no nosso entender, ainda que deva ser comemorado e que Tite não deva sair neste momento, este título é um gatilho pra muitas coisas serem redefinidas e melhor pensadas.

Não vai acontecer, mas hoje, se olharmos para as seleções que disputam a Copa América e analisarmos que na Europa (e por isso que as seleções Sul-americanas - E não só o Brasil, papagaios - disputam amistosos contra as Guatemalas da vida) as seleções estão disputando Nations League, Eliminatórias da Euro, Euro e Eliminatórias de Copa, o nosso calendário (da Conmebol) é pobre e prevê poucos confrontos que sirvam de efetivos testes pra situações que vão ser encaradas na Copa. Um caminho pra mudar isso seria uma parceria primeiramente entre Conmebol e Concacaf, para a criação de uma espécie de "Super Gold Cup", com eliminatórias e tudo, envolvendo as duas confederações e inclusive abrindo espaço para convites (mais) para equipes da Ásia e África, para que mais situações de jogo e confronto sejam testadas, já que os europeus estão duelando entre eles. Se ficarmos só na bolha da América do Sul, seguiremos todos (inclusive o Brasil) sendo eliminados em Copa ao encarar o primeiro europeu, pois a consistência de jogo deles é muito maior.

Sobre as renovações, espero que Tite (em seguindo e que siga, foi esse o indicativo na entrevista pós-jogo) inicie "ontem" esse processo. Na zaga há nomes pra renovar. Militão, Felipe, fala-se no Dedé, mas com 31 tem de jogar muito pra entrar no ciclo e permanecer até os 34, nem Fagner com 30 (já entrando na lateral) que é o segundo melhor disparado da posição tem essa perspectiva, é bem capaz que Danilo, mesmo preterido no City, assuma essa função. Dani tem nossa total admiração, melhor da posição por quase duas décadas, uma qualidade técnica superior a de ícones nacionais na posição, fica a dúvida se chega aos 39, pois ainda é e ainda será mesmo depois de parar, o melhor da posição no Brasil e no mundo. Enfim sua teimosia pode ser útil, pra fazê-lo se sacrificar numa idade tão avançada.

Por fim em relação à Seleção Brasileira, ainda que Neymar seja uma pessoa execrável, que NUNCA VAI CRESCER MENTALMENTE (Outra prova disso é sua atitude com o PSG, que lhe paga o salário) trata-se de nosso principal jogador. Deve voltar e voltar titular, mas desde que Tite tenha CORAGEM de mudar o esquema, deixar Casemiro sozinho na primeira função, sacando o injustamente titular Coutinho (Nesse esquema meu titular da função que ele exercia seria Paquetá) e com isso, centralizaria Neymar na função que ele quando não lesionado, cumpria no PSG, a de meia central e manteria com isso o Cebola na ponta esquerda. Já que falamos aqui de ataque, Tite usou DE FORMA ERRADA o Neres pela esquerda, isso não pode prejudicar a avaliação de sua condição na Seleção, como sugere um selecionado de destaques negativos feito pelo Globoesporte.



Já falamos sobre o Peru acima, em relação a Argentina eu vejo que o jogo errado (no meu entendimento) da Seleção de dar a bola a eles e chamá-los pra dentro, dando até a oportunidade a eles de colocar (erradamente a meu ver, não daria nenhum daqueles dois "pênaltis" que eles pleiteiam, não são lances cabais, mas sim interpretativos) a culpa da eliminação na arbitragem e "denunciar" um "esquema" pró-CBF na Conmebol, o que é esquizofrênico visto o que acontece ano a ano na Libertadores, um verdadeiro conluio para desfavorecer os clubes Brasileiros. Então, os hermanos ganham em ânimo, ainda que o time seja um catadão, não dá pra culpar Messi quando tu olha o time do meio pra trás, quando olha pro banco e pra inexistência de um comando técnico e administrativo decente.

O Uruguai tem a melhor dupla de ataque e a melhor dupla de zaga do mundo. Mas o jogo se decide muito no meio campo e o do Uruguai NÃO EXISTE, foi aí que o time perdeu a vaga na final e é por isso que o time não chega como uma das forças na próxima Copa do Mundo, não adianta tu ter um puta ataque, se só vem tijolo da zaga, se a bola passa sobrevoando o meio campo.

Fim de geração melancólico no Chile sob o comando de Rueda, é um time com um padrão interessante, com um pensamento de toque de bola muito bom, mas ao fim desta geração não consigo ver a renovação para além do ótimo volante Pulgar hoje no Bologna, a ver como será a renovação. A Colômbia mais uma vez mostrou falta de poder de decisão, era um time pra chegar em final e o Equador terá sérias dificuldades em seu processo de renovação. Já a Venezuela pra encerrar, mostrou mais uma vez força na competição e é uma das candidatas a disputar a Copa do Mundo ou já em 22 ou em 26 ainda que o país sofra um criminoso embargo econômico, o trabalho de base gera talentos em massa, que vão abastecendo a seleção e substituindo nos clubes locais os que vão pra Europa, ou mesmo pro Brasil, como o caso de Soteldo. 

Sobre arbitragem, o nível tenebroso das arbitragens fez muitos críticos do VAR tripudiarem e engrossarem o discurso. Eu sigo pregando o mesmo que em relação á Europa, onde na Itália e em Portugal o VAR olha também camisa muitas vezes. O problema não é o recurso eletrônico, é a ruindade, a desonestidade e as CARTAS MARCADAS (não no caso do Brasil, leia-se) em relação a arbitragem e interesses. Esta Copa América com VAR a meu ver desnudou a PODRIDÃO da arbitragem na América do Sul. O problema não é o recurso eletrônico, a questão é usar de forma mais rápida e precisa pra não travar tanto o jogo, não "milongar" tanto como diz o Galvão, bem como ter pessoas PREPARADAS e sérias nas arbitragens e no vídeo. A tecnologia vem pra ajudar, se os que fazem o futebol QUISEREM ser ajudados em uma melhora do nível das arbitragens.


Por fim, em minha vivência como cronista esportivo, ainda que neste JC não se misturem (lamentavelmente) as editorias de política e esporte, eu preciso fazer um comentário sobre a PALHAÇADA promovida por Jair Bolsonaro no Maraca. Vejam, é absolutamente NORMAL em competições do gênero, líderes políticos entregarem medalhas, troféu, etc. O problema foi a quebra absurda de protocolo promovida pelo Presidente. A foto oficial, o abraçar da taça dentro do campo, enfim, A FESTA é de quem batalhou pelo título, é dos JOGADORES e da comissão técnica, em comunhão com o torcedor. O uso da máquina pública/posição politico-social diferenciada pra APARECER na festa dos jogadores configura desrespeito aos mesmos, ainda que parte deles tenha gostado. Além de mostrar a fanfarronice de um cara que não se porta como estadista. Discorda? Mostre-me então QUALQUER CHEFE DE ESTADO que tenha dado um vexame daqueles em competição internacional, que farei mea-culpa, mas o fato é que não farei, porque aquela PAPAGAIADA foi algo inédito e lamentável.

Sobre Tite o rechaçar, é um direito democrático, bem como é direito democrático de Portaluppi apoiá-lo, mas no mínimo burrice querer que toda a sociedade o apoie incondicionalmente. Ninguém, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM, merece apoio irrestrito e acrítico. Perdoamos Portaluppi porque como ex-jogador, provavelmente teve dificuldades de formação intelectual.




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