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Liga Espanhola - Resumão Final da temporada 18/19



Olá amigos, voltamos com o último texto desta temporada da Liga Espanhola, que terminou com grandes emoções e muitas surpresas na tabela de classificação.


Barcelona o grande campeão, mas os alertas continuam

Reuters

Com 87 pontos o Barça ergueu a taça com três rodadas de antecedência, após uma temporada de sustos, a irregularidade e a dependência de Messi foram os fatores que mais chamaram a atenção dos torcedores catalães.

Somando nove empates e três derrotas, o time da Catalunha enfrentou grande desgaste na metade da temporada, prejudicando assim o desempenho dos atletas. Mas o desgaste não foi a única causa dos tropeços, as escolhas erradas de Ernesto Valverde prejudicaram o desempenho técnico do time em diversas oportunidades, cito inicialmente a montagem do elenco, alguns esforços foram desnecessários, principalmente a contratação de Semedo, Dembélé e Vidal.

Sem falar de Malcom, que foi esquecido em diversas oportunidades, o brasileiro  poderia ser um diferencial no esquema tático ajudando na criação das jogadas. Com isso as responsabilidades de carregar o setor criativo ficaram sob responsabilidade de Rakitic, Coutinho e Alba, que se desdobraram em campo para tentar apagar o péssimo momento vivido por  Suárez e Dembélé.

O “trio criativo” não conseguiu ir bem a todos os jogos, assim levantando criticas e questionamentos por parte da imprensa espanhola, o reconhecimento pelo titulo tem que ser reconhecido para esses caras também, já que foram crucificados por todos os insucessos do time.

Getty Images

No lado positivo temos Messi, sendo peça principal em algumas das 26 vitórias conquistadas,  em muitos momentos reconheceu as dificuldades de sua equipe e assumiu através do talento um protagonismo que ainda havia exercido em sua carreira. O argentino levou o time nas costas nos jogos de dificuldade, procurou o jogo, abriu espaço na defesa adversária para seus companheiros ou ate para si mesmo, foi uma das temporadas mais emblemáticas da  camisa 10, que alcançou recordes e calou os críticos.

Com o título diminui-se a pressão para o período de pré temporada, mas é importante que os diretores contratem peças para fortalecer o elenco e não para “competir” com os rivais, é preciso planejamento para disputar as competições europeias e administrar tranquilamente a temporada de La Liga.





Atlético de Madrid sofre com o adeus de seus ídolos

Janek Skarzynski-AFP

O vice-campeonato para os colchoneros foi uma grande conquista pois com serias  limitações técnicas fizeram uma das campanhas mais irregulares, apesar do bom inicio de temporada, incluindo grande atuação e título da  Super Copa da UEFA contra o Real Madrid, as últimas semanas foram de despedidas e um sentimento de “poderia ser melhor”.

Em La Liga o Atleti, somou dez empates e seis derrotas, nesse aspecto podemos destacar diversos tropeços contra os times menores, que se aproveitou de desorganizações defensivas para liquidar o jogo logo nos primeiros minutos.

Pode ser ate estranho, mas imaginar o time de Diego Simeone sem um forte sistema defensivo foi uma realidade ao torcedor, por conta de lesões nas peças deste setor chave, os Colchoneros tiveram que propor o jogo em diversas  ocasiões.

Muitos dos gols saíram pela criatividade de Griezmann, que em sua última temporada pelo clube mostrou respeito e dedicação total ao clube de Madrid. Já seus companheiros de ataque não brilharam, Diego Costa chegou badalado, mas seu psicológico o prejudicou. Morata e Kalinic estiveram em péssima forma e sem vontade alguma para ser um diferencial.

Outro investimento que deixou péssima impressão foi Lemar, contratado por uma fortuna junto ao Mônaco, o francês pouco fez em campo, foram somente três assistências e três gols, dando assim margem para possíveis criticas de desempenho e rumores sobre o futuro do atleta.

Reprodução- Instagram Atlético de Madrid

Para se manter entre os melhores, Simeone terá que se reinventar e possivelmente alterar seu estilo de jogo, já que muito do que foi conquistado foi baseado nas solidez de Gódin e Filipe Luis e o talento de Griezmann, com o ciclo destes atletas encerrados, para a temporada 2019/20 será muito difícil prever qual será o rumo que o time vai tomar.

Cabe lembrar que o Atlético nunca foi time de buscar por grandes estrelas, mas sim achar bons destaques em times menores e fazer um coletivo que com o apoio do povo surpreende todo o mundo do futebol.





O Real das decepções, uma temporada para se esquecer

Getty Images

Existe o famoso ditado “o que começa errado, termina errado”, esse lema foi seguido fielmente pela direção do Real Madrid, que fez um planejamento totalmente amador. A liberação de Cristiano Ronaldo e Zidane talvez foram os maiores complicadores para o time, seguido disso o Presidente Florentino Perez optou por reforços que não estavam no nível técnico dos merengues.

Mariano e Odriozola pouco atuaram e chegaram para substituir posições importantes no time, por outro lado Florentino errou ao segurar Modric, Bale e rumores que até Kross acredita que seu ciclo em Madrid está encerrado. Isso fez com que a equipe jogasse de forma apática em diversas partidas, inclusive contra os times menores.

La Liga para o Real foi de um pesadelo sem fim, primeiro com a bagunça tática realizada por Lopetegui, um time totalmente irreconhecível, sem um setor criativo eficiente e um meio campo voltado basicamente para a marcação. Como solução os diretores demitiram Lopetegui e efetivaram Solari, que conseguiu dar ao menos um padrão de jogo e promover novos jogadores.

Essa promoção dos atletas gerou os famosos “ciúmes de vestiário”, Isco foi pivô de rachas no grupo, prejudicando ainda mais o time e aumentando o desgaste, o resultado foi que os medalhões conseguiram derrubar Solari, até que já na reta final de temporada, Zidane retorna e o time cresce no balanço defensivo.

Paul White - AP PHOTO


No ataque alguns pontos positivos, entre eles Benzema e Vinícius Júnior que foram peças importantes para ao menos garantir o terceiro lugar do torneio e uma vaga direta para a Champions League da próxima temporada.

Na próxima temporada, o Real será um dos times que mais vão contratar atletas e pode liberar diversos, fazendo assim o mercado girar de maneira insana, mas devemos se atentar que os merengues precisam reformular seu elenco com peças funcionais para Zidane reencontrar o caminho da vitória.



Getafe luta até o final e consegue vaga na Liga Europa


AP PHOTO

Foi uma temporada inacreditável, do time que foi recém promovido à La Liga, após o rebaixamento na temporada 16/17, a equipe da região metropolitana de Madrid sofreu na temporada seguinte para voltar ao primeiro esquadrão, disputando os play-offs da Liga Adelante para coroar uma cansativa temporada com o acesso.

Os getafos, terminaram com uma campanha de 15 vitórias, 14 empates e nove derrotas, terminando em 5 º Lugar, surpreendendo pois para os especialistas o time lutaria para não ser rebaixado novamente. O destaque fica por conta do treinador José Bordalas, que está no comando do time desde 2016. A moral do treinador permitiu que o Getafe respeitasse rigorosamente as decisões táticas, a concentração do time para trabalhar a posse de bola e pensar nas melhores decisões aumentou exponencialmente os gols marcados.

Projetando a próxima temporada, um dos principais objetivos é afastar o assédio sobre as principais peças, o goleiro Sória (convocado inclusive para o seleciona espanhol) e Jaime Mata, foi um dos artilheiros de La Liga e Antunes, lateral português que também se destacou pelo seu apoio ofensivo.







Valencia tem superação e se classifica para fase preliminar da Champions League

EFE

Um dos times que mais contratou durante a janela de transferência, o Valencia iniciou La Liga com grande expectativa, o planejamento ideal era ficar entre os três primeiros, tentando se aproveitar das baixas das baixas do Real Madrid.

O início do campeonato foi extremamente complicado, ao total foram nove reforços, com ao menos cinco deles sendo titular absoluto do time. Gonçalo Guedes, Kondogbia, Gameiro, Diakhaby e Cheryschev enfrentaram diversas dificuldades para se adequar ao ritmo que o treinador Marcelino desejava, foram sete derrotas em momentos cruciais do campeonato, em que o Valencia poderia se aproximar dos líderes.

Na reta final, “Los Che” conseguiram vencer uma dura batalha de pontos contra Sevilla, Getafe e Ath. Bilbao, a classificação foi comemorada como um título, pois o processo para essa classificação foi marcado por pancadas da imprensa e muito trabalho psicológico para manter os jogadores motivados e focados no objetivo.


A pré-temporada será um momento de tranquilidade e de um melhor planejamento das contrações, com dinheiro em caixa o Valencia pode buscar nomes importantes no mercado para tentar melhorar o quesito da regularidade e fortalecer o elenco para se manter firme em duas competições simultâneas.

Jogos da Rodada 38

Levante 2 x 2 Atlético de Madrid
Valladolid 0 x 2 Valencia 
Getafe 2 x 2 Villareal
Sevilla 2 x 0 Ath. Bilbao
Espanyol 2 x 0 Real Sociedad
Alavés 2 x 1 Girona
Huesca 2 x 1 Leganés
Celta 2 x 2 Rayo
Betis 2 x 0 Real Madrid
Eibar 2 x 2 Barcelona

Classificação


Tabelas: FcTables.com



Foram rebaixados para Liga Adelante: Girona, Huesca e Rayo Vallecano.



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