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Papo de Torcedor SÃO PAULO - Quatro jogos para salvar o semestre

Marcello Zambrana/AGIF

Salve Tricolores! neste domingo (24), o São Paulo entrou em campo pela oitava rodada do Campeonato Paulista, única competição que sobrou para o time no começo de ano, após eliminação precoce na Libertadores 2019. O jogo valia muito para o time tricolor, visto que a equipe figurava fora da zona de classificação de seu grupo ao início da rodada. 

O time escalado por Vagner Mancini, que comanda o time até a chegada de Cuca, sofreu com desfalques e foi a campo bastante modificado (inclusive no esquema, com três zagueiros), com bastante jovens: Volpi, Arboleda, Bruno Alves e Anderson Martins; Igor Vinícius, Luan, Reinaldo e Antony, Pablo, Helinho e Carneiro.

Marcello Zambrana/AGIF

Com a bola rolando, o primeiro chute veio aos 9 minutos, com Ytalo, ex-São Paulo, para longe. No minuto seguinte, Volpi lancou Pablo, que tocou com estilo para Reinaldo, o lateral cruzou e Antony chutou forte para boa defesa de Júlio César. Parecia um bom início. Após o lance, Reinaldo sentiu e saiu para entrada de Léo Pelé.

Aos 18', o lance da partida. E não foi gol. Carneiro foi expulso após entrada imprudente em Rafael Carioca. Nota-se porém que o árbitro Luiz Flávio de Oliveira inicialmente deu amarelo para o camisa 19 são-paulino e após ver as consequências do lance, expulsou o uruguaio. Justo voltar atrás? Eu tenho minhas dúvidas. Fato é que a partir daí o jogo mudou e praticamente acabou para o São Paulo. Já pouco perigoso com 11, o que estaria por vir com 10?

Aos 25', Jobson chutou de fora da área para fácil defesa de Volpi. Aos 27', Osman chutou cruzado e levou perigo ao cruzar mal e acertar o gol são-paulino. O arqueiro tricolor, no entanto, estava atento e cedeu escanteio. O São Paulo pouco conseguia chegar e quando isso acontecia não gerava perigo. As válvulas de escape eram os dois garotos: Antony e Helinho, pelos lados. O Red Bull, de vez em quando, finalizava, mas também sem perigo. Aos 41', primeiro Arboleda e depois Léo Pelé fizeram Júlio César trabalhar com boas defesas. Primeiro tempo aceitável dentro das condições em que o jogo se encaminhou para o SPFC, mas contando também com a falta de inspiração do Red Bull Brasil.

No segundo tempo, logo no primeiro minuto, Igor Vinícius teve boa chance na área após receber grande bola de Antony, mas desperdiçou. No lance seguinte, Osman chutou para fora em resposta do Red Bull Brasil. O São Paulo, ainda com um a menos, apostava nos contra-ataques rápidos com seus homens de frente.

Aos 14', Roberson girou e chutou forte para boa defesa de Volpi. O Red Bull aumentava seu volume de jogo, aproveitando um homem a mais. Aos 18', Osman exigiu grande defesa de Volpi ao arriscar da entrada da área. Aos 20', Uillian Correia chutou no meio do gol, para fácil defesa de Volpi.

Aos 28', Roberson chutou de fora da área, a bola desviou em Arboleda e com a boa intervenção de Volpi foi para escanteio. Aos 32', Rafael Carneiro cruzou fechado com muio perigo na pequena área tricolor, mas ninguém desviou. No mesmo minuto, Everton chutou de fora da área para mais uma defesa de Volpi. Neste momento já eram 20 finalizações do Red Bull no jogo, contra 7 do SPFC.

O máximo que o São Paulo conseguia era um desvio de Bruno Alves, em longo lançamento de Nenê, após cobrança de falta. O camisa 10 havia acabado de entrar no lugar de Biro Biro, que saiu machucado com pouco tempo em campo.

Rummens-Fotoarena

Aos 38', em trombada de Igor e Rafael Carneiro, o jogador do Red Bull, após pancada na cabeça, ficou em situação delicada e saiu de campo de ambulância. Aos 49', Nenê cobrou falta lateral com perigo, Júlio César socou a bola para longe.

É bem verdade que jogar com um a menos quase o jogo todo não é fácil, ainda mais contra uma boa equipe como é a do Red Bull, e olhando por esse lado, um empate não foi dos piores resultados. Uma ''pena'' para Carneiro, que vinha bem neste início de ano, acontece. Acabou expulso pelo excesso de vontade e por decisão polêmica do árbitro. No restante o time não foi mal visto o modo com a partida se deu. Foi possível ver uma pequena melhora, talvez maior com 11 no jogo inteiro.

Ruim mesmo é a situação do clube, fora da zona de classificação para o mata-mata a quatro jogos do fim da primeira fase, correndo o risco assim, de ser eliminado precocemente das duas competições que disputa neste primeiro semestre, algo inimaginável para uma equipe como o SPFC, com o investimento que fez para 2019. A equipe é a terceira colocada em seu grupo, atrás dos ''poderosos'' Oeste, com 12 pontos (que joga sua oitava partida nesta segunda, podendo se distanciar ainda mais na primeira colocação) e Ituano, com 11 (campeão Paulista em 2014, algo que não conquistamos a muito tempo). A próxima rodada é contra o Bragantino, que possui os mesmos 10 pontos e vai se classificando a segunda fase, pelo grupo C.

Rummens/Fotoarena

Trocar de comando a tão pouco tempo de uma fase decisiva no Paulista foi a melhor escolha? Veremos. Tudo bem que Mancini vem dando oportunidade a jovens promissores, que se saíram bem hoje, com a personalidade que os ''caciques'' não vêm tendo. Casos de Antony, Luan e Helinho. Mudança também no esquema, três zagueiros, e mais gente no meio. A ousadia de Vagner foi o que talvez tenha faltado em Jardine. O problema é que não tempo para que os garotos possam amadurecer. A decisão está em cada jogo até o fim da primeira fase. Odeio ser resultadista, mas já foram dois jogos e os resultados seguem ruins. A conferir a melhora, mais do que tardia que esse time necessita para não passar (ainda mais) vergonha esse ano.   


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