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JC Agora

Copa Sulamericana - Furacão com a faca e o queijo na mão!


Hoje o assunto é decisão! E o último grande evento onde o futebol Brasileiro está inserido na temporada 2018 é a final da Copa Sulamericana, onde o Atlético Paranaense é o Brasil na decisão ante o Junior Barranquilla, chegando com um trabalho espetacular de Tiago Nunes a frente do clube, recolocando o time na luta por títulos e longe da disputa na parte de baixo da tabela, onde o time se encontrava antes de sua chegada. O CAP foi até a Colômbia e arrancou um grande resultado de empate por 1 x 1, com um segundo tempo quente após uma etapa inicial de uma proposta de jogo, digamos, desagradável e está agora com chances enormes de erguer a taça na Arena da Baixada.


No primeiro tempo foi um jogo chato, muito por conta da proposta do Atlético. Evidentemente que o Junior viria pra cima, a questão foi a passividade com a qual aceitou isso o Furacão, contragolpeando pouquíssimo e se valendo claro, de linhas defensivas muito bem sustentadas, mas sobretudo da falta de qualidade adversária no último passe, no último drible, a transição para o ataque e a tática de pressão em bloco do adversário foi boa, como é de se esperar sempre de times colombianos, mas faltou a equipe da casa qualidade para romper a boa defesa atleticana. Ainda que nos momentos finais do primeiro tempo o time brasileiro tenha sofrido mais.


Na etapa final enfim o jogo ficou quente e com cara de final, a primeira chegada de perigo do time Brasileiro diria o que seria a segunda etapa. O Junior seguia atacando em bloco e finalmente o furacão fez o que faltou durante toda a primeira parte, contragolpear. E contragolpear com a qualidade de Nikão é fundamental, ele segurou e lançou no momento certo Pablo, que arrancou para marcar. Porém não deu tempo de comemorar, dois minutos depois veio o empate, da única maneira que poderia vir, no bumba-meu-boi. Bola levantada pra área atleticana, bate-rebate, Jonathan erra e a bola sobrou para o substituto de Téo Gutierrez, o atacante Gonzalez que mandou pro gol.


O CAP perdeu Pablo que já veio pro jogo no sacrifício, entrou Rony que é praticamente um décimo segundo jogador do time e fez um golaço na despedida do Brasileirão na vitória ante o Mengo, o que poderia ser uma boa. Com o empate o jogo ficou aberto num primeiro momento, a equipe da casa precisando vencer atacou mais, claro, mas aquela postura defensivista, de somente esperar da primeira etapa era coisa do passado no CAP, o time paranaense atacava mais nos primeiros minutos após a mexida, levando perigo conseguindo escanteios. Porém após os vinte minutos voltou a recarga ofensiva dos donos da casa e o time de Tiago Nunes se fechou, Rony voltou pra ajudar na marcação e como não tem qualquer cacuete, cometeu pênalti tolo em Gutierrez. Porém uma grande mão, ou uma grande perna foi dada para a equipe paranaense, na cobrança o beque de fazenda Perez foi tentar se inspirar no compatriota Rincón mais errou feio, deu uma porrada na bola e acertou o travessão, que quase caiu, chance da vitória foi literalmente para o alto.

A perda do gol abalou o time colombiano em campo e inclusive sua animada hinchada, o time passou grande parte do tempo que restou de jogo sem conseguir imprimir a pressão em bloco que fez, sobretudo no primeiro tempo. Não se pode dizer que o time da casa ficou nas cordas, mas certamente sentiu o baque da perda do pênalti e nisso o Atlético talvez tenha falhado em não conseguir aproveitar. Depois dos 40 minutos a pressão do Junior voltou forte e aí brilhou a estrela de Santos, que com uma saída corajosa no pé do atacante e em uma grande defesa em finalização da entrada da área, salvou o Atlético da derrota e colocou o time muito perto do título.


Vejam, o primeiro tempo do jogo foi ruim, tanto pelo aspecto de espetáculo, quando do aspecto de atuação do Atlético, de novo, não se imaginaria que o time Brasileiro fosse pra cima, afinal, a sua casa é a grande fortaleza, a obrigação é do adversário. Não vamos ficar aqui com "pachecada de narrador", porém o time poderia ter explorado mais o contragolpe, poderia não ter sofrido tanto o bloqueio a frente de seu gol. Já o segundo tempo foi quase perfeito, com o time saindo na frente, não se abalando ao sofrer o empate em seguida, não tendo medo de atacar. Faltou explorar melhor o abalo emocional da perda do penal pelo adversário, mas fora isso o time controlou bem a situação e só sofreu um pouco no fim, lá estando o ótimo Santos pra salvar. O Furacão está numa condição muito boa pra erguer a taça na próxima quarta na Arena.


Título que em vindo premia um fantástico trabalho de Tiago Nunes como dito na introdução, que pegou um time que tinha um trabalho na qualidade técnica iniciado por Diniz, porém numa bagunça tática a qual os jogadores não se adaptaram, perderam confiança e os resultados não vieram.

O trabalho de reconstrução, sobretudo na parte tática, que elevou a confiança do time gerou grandes resultados, uma arrancada espetacular no campeonato Brasileiro e uma campanha passo a passo que levou a equipe a chegar a esta decisão de Sulamericana e a possibilidade de fazer história.

Bons valores em campo, uma grande revelação a beira do campo que desperta interesse de torcedores de outras equipes. Tudo que envolve o campo e bola do Atlético hoje é digno de reverência, o que não significa que nós e inclusive que grande parte da torcida, aprove coisas que tem sido feitas extracampo. A ameaça de mudar as cores e o nome do clube são um acinte contra a história do clube e sua torcida, bem como o vídeo que gerou antipatia buscando rivalismos com outras torcidas justamente no momento em que o time representa o Brasil numa competição continental, são tiros no pé, são duros golpes que o torcedor não merece. Mas isto a parte, vem um grande momento da história do clube em campo e os que fazem mal a instituição fora dele, felizmente passarão e o time seguirá cada vez mais forte. Que venha a história na quarta.



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Imagens: Gazeta do Povo e Globoesporte. 



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