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JC Agora

Rússia 2018 - No jogo dos fatos inéditos, Russos fazem história e despacham Espanha


 Em jogo emocionante e de valentia o time Russo elimina a Espanha


Ambos os times fizeram alterações a Espanha deixou o grande craque Iniesta no banco para tentar ter mais velocidade no meio campo e a Rússia deixou o grande destaque desta copa Cheryschev fora da escalação inicial.

Os primeiros minutos a Espanha dominou o jogo no fundamento posse de bola, só que la fúria estava enfrentando dificuldade nos 30 metros finais do campo ofensivo, pois o time russo assumiu uma postura defensiva congestionando o meio campo para tirar a possibilidade dos espanhóis municiarem o atacante Diego Costa.



Em um pequeno vacilo Zhirkov cometeu uma falta infantil na direita da área russa, um mini escanteio que foi cobrado por Silva, no enrosco entre S.Ramos e Ignashevich a bola acabou pegando no calcanhar do zagueiro cossaco, matando  o goleiro e abrindo o placar aos 11 minutos  de partida.




Após o gol a Rússia assumiu postura ofensiva, começaram a ganhar o meio campo e levar mais volume as jogadas de ataque os espanhóis tentavam manter o jogo morno se acomodando na vantagem construída nos primeiros minutos da partida.


As jogadas foram fluindo aos 35 minutos Dzyuba ganhou no alto contra o “bonzinho” S.Ramos que ficou reclamando de falta, a bola sobrou em Golovin que deu um chute colocado rente a trave fato que animou o jogo  e a torcida.



Aos 39 minutos após o escanteio Dzyuba cabeceou a bola e Pique quis jogar vôlei bloqueando a bola que fatalmente levaria perigo ao gol De Gea, o juiz marcou o pênalti o mesmo Dzyuba foi para a cobrança e em uma bela batida deslocou o goleiro espanhol e meteu a bola no canto esquerdo, mais um do grandalhão que mostrou ser fatal dentro da área.


O segundo tempo começou mais aberto, com leve domínio espanhol, mas os Russos continuaram a usar o contra golpe, claro que sem muito perigo sendo o suficiente para arrumar escanteios e mantendo os zagueiros da Roja sob alerta constante.

O jogo continuou frio para não dizer que feio, o treinador russo tentou dar folego ao time tirou o grandalhão Dzyuba, colocou o destaque Cheryschev, o time continuou consistente defensivamente e ineficaz no ataque.

A Espanha martelou, tocou, manteve a posse de bola e tentou furar o sistema defensivo de todas as maneiras, mas o que conseguiu foi uma jogada perigosa somente aos 39 minutos da etapa final quando Aspas (entrou na vaga de D.Costa) ajeitou de peito para Iniesta( entrou na vaga de Silva) que de fora da área fuzilou exigindo boa defesa de Akinfeev que no rebote de Aspas fez outra grande defesa, garantindo assim a primeira prorrogação deste Mundial.

A prorrogação teve domínio espanhol que continuou martelando, mas a eficiência defensiva do time russo foi algo incrível parecendo predestinado a algo maior, o reconhecimento da inferioridade fez com que todos se empenhassem em cumprir as funções táticas para anular o meio campo ibérico que não criou, não conseguiu correr e nem cruzar a bola para Aspas.

O primeiro fato inédito foi a 4º alteração, que pela primeira vez foi realizada em copa do mundo e foi realizada pelo técnico Cherchesov ,Fernando Hierro também tentou mudar seu time colocando o hispano- brasileiro Rodrigo, apesar de entrar mais ativo que os demais jogadores pouco pode fazer, o destino era certo as penalidades.

O final apoteótico



Os torcedores russos celebraram o empate com fervor, fato que energizou os jogadores exaustos por todo o trabalho dos 120 minutos de bola rolando, o grito na última roda de conversa final foi a expressão de quem não temeu o jogo, de quem não estava com medo, a tensão dos espanhóis foi evidente por tudo que aconteceu no pré-copa e a partida pífia contra Marrocos.



Espanha                                             
Iniesta- Fez
Piqué- Fez
Koke- Foi parado
Ramos- Fez
Aspas- Foi parado


Rússia
Smolov- Fez
Ignashevich-Fez
Golovin- Fez
Cheryschev-Fez




Aspas e Koke pararam na grande defesa de Akinfeev, goleiro experiente e muito habilidoso para a função um dos melhores jogadores nesta partida, foi consagrado ao pegar a última cobrança com os pés, vale uma breve lembrança do nosso Galo contra o Tijuana em que Victor (só pelo nome já da pra saber que é bom) pegou o pênalti de forma parecida.

Será isso anúncio de sorte maior para o time bolchevique?...


Sem brincadeiras agora, a partida do time russo hoje foi uma demonstração do espírito com que os times tachados como “pequenos” entraram em seus jogos, conhecendo as grandes seleções e tendo a humildade de reconhecer sua fraqueza.

E foi exatamente o que o figurão russo fez hoje mostrou toda sua sagacidade quando montou o time com uma linha de 5 zagueiros e 4 meio campistas, ele conseguiu  congestionar a faixa central  do campo quebrando a estratégia de Hierro que tentou colocar velocidade no seu setor de criação, mudança que fez todos os ataques ficarem isolados, já que não era possível aproximação pelo meio ou pelas laterais.

O meio campo russo por sua vez fez a função de exercer a pressão no nascimento das jogadas espanholas fazendo que o passe já chegasse quebrado nos homens de criação ou que os ibéricos cometessem erros, foi assim a partida toda, e quando surgiu uma luz para o drama espanhol que achou seu gol era tarde demais, mais uma campeã mundial eliminada.

Ao contrário das antes eliminadas, essa é uma geração que tem bastante potencial com a maturação do tempo e enfrentando os projetos para as competições europeias esse elenco renderá sorte maior e bons frutos.

Os Russos continuam com seu sonho de ganhar uma copa, essa vitória da mais força a equipe que vai se tornando uma adversária perigosa, apesar de não ter tantos recursos técnicos, mas quando o coletivo precisa ser ativado, meus amigos, fica difícil a situação, veremos até que ponto isso funcionará, quem conseguirá vencer esse esquema, parabéns Rússia por mostrar que o futebol é imprevisível e pelo belo campeonato até o momento.



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