O confronto europeu entre Dinamarca e França, válido pela última rodada do grupo C, tinha como principal atrativo a briga pela primeira colocação da chave. Com vantagem de dois pontos, a França jogava pelo empate. Resultado que também classificaria a Dinamarca, que brigava pela segunda vaga com a Austrália.  

Os times foram a campo da seguinte forma: 

Dinamarca, de Age Hareide: 

Schmeichel; Dalsgaard, M. JogersenKjaer e StrygerChristensenDelaney e EriksenBraithwaite, Cornelius e Sisto 

A França, de Didier Deschamps: 

MandandaSidibéVaraneKimpembe e Lucas Hernández; Kanté, N’Zonzi e LemarGriezmannDembelé e Giroud 

Classificada antecipadamente a seleção francesa promoveu algumas mudanças. Saíram do time (poupados) LlorisPavardUmtitiPogbaMatuidi e Mbappé.   


A partida apitada pelo brasileiro Sandro Meira Ricci, começou com a Dinamarca fazendo mais pressão e pedindo pênalti aos 4 minutos. O jogo após isso deu uma esfriada e só teve boa chance aos 14 minutos com Giroud, de fora da área. Nesse momento, a França se soltava mais e o seu adversário buscava os contragolpes. As várias mudanças no time de Deschamps acabaram com o entrosamento, como era de se esperar.  

Aos 29 minutoEriksen por pouco não conseguiu finalizar na área após contra-ataque dinamarquês. Aos 32', em jogada individual, Dembelé arriscou de fora da área e levou perigo à Schmeichel. Nada além disso até os 40 minutos iniciais e um jogo bem abaixo do esperado, com erros bobos de passe, principalmente da França. Os Bleus precisavam de espaço para aproveitar a velocidade do seu time, com GriezmannDembelé e companhia.  A melhor chance do jogo na primeira etapa veio após lançamento de Lemar para Griezmann, que ajeitou para Giroud chutar por cima. Dembelé ainda tentou de fora da área aos 44', mas jogou pra longe. No último momento do primeiro tempo, Griezmann puxou contra-ataque promissor e só foi parado com falta por Jogersen, que levou amarelo.  

No começo da segunda etapa, Deschamps promoveu a entrada de Mendy no lugar de Lucas Hernández, sacando mais um titular.  Aos 8 minutos, Eriksen cobrou falta da intermediária e Mandanda bateu roupa, assustando a defesa francesa. Aos 13 minutos, novamente Eriksen levou perigo ao gol francês. Da entrada da área o camisa 10 bateu de primeira após sobra de bola.  

Aos 24 minutos, Fekir, que havia entrado no lugar de Griezmann, levou perigo arriscando de fora da área, na rede pelo lado de fora. O jogo após isso passou a ser, de certa forma, controlado pela Dinamarca, que dominava a posse de bola, gastando o tempo. Provavelmente era de conhecimento dos dinamarqueses o resultado da vitória parcial do Peru, eliminando a Austrália.  

Aos 36 minutos, após jogada de Mbappé (entrou no lugar de Dembelépela direita, Fekir arriscou de fora da área, exigindo defesa de Schmeichel. O lance ascendeu um pouco a seleção francesa, que passou a frequentar mais a área dinamarquesa, que buscava sair rápido em erros adversários.  

Após três minutos de acréscimos, Sandro Meira Ricci apitou o fim de jogo e se consolidaram as classificações de França, em primeiro, com 7 pontos e Dinamarca, em segundo, com 5. Fechando o grupo, Peru ficou em terceiro com 3 e a Austrália acabou em último, com apenas um ponto.  




Como já comentado, a Austrália entrou em campo ante o Peru ainda com chances de classificação a próxima fase, mas viu um time sul-americano muito aguerrido, jogando a vera mesmo com a eliminação já confirmada e acabou sucumbindo a melhor qualidade do time de Gareca, Guerrero e companhia. O time australiano bem que tentou controlar a partida na etapa inicial com mais posse, mas não resistiu aos fatais contragolpes peruanos. Aos 17 minutos foi dessa forma que saiu o primeiro, com Guerrero sendo lançado e aproveitando falha da zaga para encontrar Carrillo que fez o primeiro. 

Na etapa final novamente o Peru usou de sua melhor arma, a velocidade, desta vez com Paolo sendo servido por Cueva. A Austrália ainda tentou com Arzani e Cahill mas não passou por Gallese e com isso foi eliminada da competição, do outro lado um misto de festa frustração dos peruanos, que tinham no primeiro o jogo da vida ante a Dinamarca, são coletivamente mais time que os europeus, mas acabaram falhando e se complicando. 



Para a sequência da Copa, a França espera a segunda colocada do grupo D, que pode ser a Argentina em um possível jogão, que colocaria frente a frente duas campeãs mundiais. Já a Dinamarca, pode ter pela frente a Croácia (principal candidata a liderança do grupo D), um dos melhores times da competição até o momento, com a melhor defesa, sem nenhum gol sofrido e um meio campo de muita qualidade.  


Seja como for, teremos uma França mesmo ainda não demonstrando o futebol que lhe colocou como candidata ao título, favorita em seu confronto nas oitavas e uma Dinamarca jogando pra ser a zebra em seu confronto, pelo time mediano que tem. Cabe a Eriksen comandar seu time em busca de resultados maiores.  




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Imagens: Reuters e Getty. 



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Gervasio Henrique

Jovem jornalista, 23. Ciente de que a batalha está começando e mais certo ainda de que lutará com todas as forças por seus ideais. Maior intimidade com esporte, automotivo e cultural. "Sem sonhos não há vida".

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