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JC Agora

Trânsito - Terrorismo nas estradas brasileiras





Entra ano e sai ano, as notícias não mudam. Você entra em portais, sites, em endereços eletrônicos diariamente e na maioria das vezes se depara com notícias trágicas em relação a acidentes de trânsito. O Brasil sofre anualmente, principalmente em feriados, com inúmeras vítimas nas estradas. E o que faz com que esse número aumente a cada ano? Não é difícil responder, pois sobram motivos pelos quais, nosso país aparece entre os primeiros nas estatísticas de acidentes de trânsito.

Imprudência por parte dos motoristas, falta de responsabilidade ao dirigirem após ingerirem álcool ou outras drogas lícitas e ilícitas, e também estradas em condições precárias. Temos muito que aprender e crescer. Em 2013 uma notícia estampada no site da 'Veja' chamou de maneira negativa, a atenção: "Morre-se mais em acidentes de trânsito do que por câncer". O subtítulo da matéria informa que as mortes nos trânsito superavam até mesmo as mortes por homicídio. Ou seja, nós brasileiros devemos temer mais uma pessoa sentada atrás de um volante, dirigindo outro veículo, do que alguém armado ou um câncer maligno. Não, que não corramos o risco de sofrer com estas duas últimas coisas, até porque também aparecemos entre os primeiros em assuntos relacionados a homicídios e mortes por câncer. Em outros sites que listaram os países com o maior número de vítimas por conta dos acidentes nas estradas, o Brasil aparece sempre entre os cinco primeiros. Uma posição indesejável se tratando deste assunto. O absurdo que vive nosso país aumenta ainda mais, quando comparamos o que tem sido feito aqui, com o que foi feito em outros países. Na Alemanha, por exemplo, no ano de 2013, o governo teve como meta fechar o ano sem vítimas fatais na estradas. Em duas décadas, a Austrália reduziu a mortandade no trânsito em 40% e a China, que sofreu por muito tempo com mortes nas suas rodovias, precisou de apenas dez anos para reduzir o número de vítimas e reverter uma situação que parecia não ter mais jeito.

Alguns números que também foram publicados na reportagem da Veja: 

- Em 2012, 60 000 pessoas perderam suas vidas nas rodovias brasileiras. Um aumento de 4% em relação a 2011.

- Do total de mortes no trânsito em 2012, a maioria eram jovens. Cerca de 41% das vítimas tinham entre 18 e 34 anos.

- 40% dos mortes em 2012 estavam em motocicletas. 352.495 das pessoas que ficaram inválidas, também estavam em motos.


As principais causas dos acidentes:

Muitas pessoas apontam as principais causas das tragédias, nos buracos das rodovias, na falta de ciclovias e até mesmo criticam os carros feitos no Brasil, alegando que em nível de segurança estamos atrás dos americanos e europeus. Embora tudo isto tenha uma parcela de verdade, a maior causa dos acidentes é a imprudência e falta de responsabilidade dos motoristas brasileiros. Motoristas ou "terroristas do trânsito"? Dirigimos mal. Quanto aos pedestres, também muitas vezes não sabem como se comportar quando estão caminhando. 

Os motoristas de carros não param na faixa de pedestres, furam o sinal vermelho, dirigem embriagados, ultrapassam pelo acostamento e não respeitam o próximo, algumas vezes não cedendo passagem. As pessoas que utilizam motos não são diferentes, e costuram o trânsito em alta velocidade e alguns mal educados, por vezes, chutam o retrovisor dos carros. Os pedestres muitas vezes preferem atravessar fora da faixa de pedestre, quando a mesma, muitas vezes está a poucos metros. 

É inegável que os nossos governantes tem que tomar atitudes e medidas urgentes para minimizar os acidentes e mortes no trânsito. Punições mais rigorosas do que as atuais são uma boa medida, mas tudo isso se torna vão, quando não conseguimos ao menos obedecer as leis de trânsito. Tudo se torna vão quando deixamos a educação em casa e permitimos que a pressa e a correria do dia a dia faça com que o respeito com o próximo passe longe. O Brasil um dia pode melhorar. As punições para os infratores, quem sabe, um dia sejam mais "pesadas". Mas antes de tudo isso, cada pessoa, seja jovem ou mais velho tem que fazer uma autoavaliação. 

Lute por mudanças. Você pode pedir mudanças. Mas antes, seja a mudança!


2 comentários:

  1. Ótima abordagem sobre o tema amigo, penso nessa mesma linha, acredito que apesar de pagarmos impostos exorbitantes, os maiores do planeta e termos uma contrapartida nula (atenção, é com N), o grande problema está mesmo na educação, pessoas nervosas e/ou irresponsáveis acabam provocando na maioria das vezes os acidentes, é preciso que haja uma mudança coletiva, uma mudança em termos de sociedade, se evoluirmos nesse aspecto e isso só faz com educação de qualidade, diminuiremos o número de mortes no trânsito, o número de mortes violentas, e consequentemente reduziremos as filas na saúde.

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