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JC Agora

Seleção Brasileira - Impressões finais..


Amigos, estamos mais uma vez juntos para falar de Seleção Brasileira, avaliando a atuação do time nos dois amistosos nos EUA, os últimos antes da primeira convocação para as Eliminatórias da Copa, que aí sim o bicho vai pegar pra valer, e não é bravata falar que serão as mais difíceis da história, ainda existe um grande respeito dos rivais locais para conosco, mas é notório o seu crescimento técnico, e junto á ele a diminuição desse respeito.


No último sábado (5), os comandados de Dunga encararam a seleção da Costa Rica e venceram pel placar de 1 x 0, um jogo fraco tecnicamente, o adversário já vivendo um momento de renovação, e o jogo foi morno, sem grandes destaques, os destaques positivos desse duelo foram Hulk e Lucas Lima, enquanto o negativo foi David Luiz, que parece estar com um jogo cada vez mais confuso, ao menos na equipe Brasileira, valeu a vitória, mas a atuação neste duelo não agradou.

Então veio esta Terça (8), e o Brasil encarou pela frente os EUA, que vinham de grandes resultados como vitórias em amistosos sobre Alemanha e Holanda, justamente as equipes que humilharam o Brasil em casa na Copa, mas as três equipes vivem um momento de reformulação, e ficou claro que Klinsmann terá muito trabalho com essa nova geração Americana, que está á milhas de ser um Dream Team, os adversários até que endureceram o jogo após o gol de Hulk que abriu o placar, o domínio da posse de bola foi trocado na etapa inicial e a atuação apesar de superior ainda não convencia, Lucas Lima mais uma vez bem distribuindo o jogo, vindo buscar a bola atrás como faz no Santos. Na volta do intervalo Neymar entrou e o time foi outro, mais confiante, mais envolvente partiu pra cima do adversário e construiu a goleada com dois do camisa 11 do Barça, e também com outro atleta do Barça, o estreante no time principal e que tomou um rumo diferente do irmão, Rafinha Alcântara. Notou-se a clara diferença do time sem e com Neymar, sofreremos nesses jogos iniciais.

É claro que não podemos tomar esses amistosos como total parâmetro do que vamos encarar nas eliminatórias, há uma clara diferença entre o desempenho de nosso atual time nos amistosos e em competições oficiais, a Seleção Americana se mostrou muito frágil e não pode ser tomada como parâmetro, bem como entendemos que nossa geração não pode gerar empolgação. Mas o fato é que algumas coisas interessantes foram vistas, Lucas Lima aproveitou muito bem a oportunidade e deve ser integrado ao time, Felipe Anderson na minha visão estava até ou pouco á frente, mas tem a Seleção Olímpica para conduzir, a volta de Hulk foi fundamental, não é média, sempre o defendemos aqui até por acompanhamos o futebol Europeu, e é um jogador que alia com maestria a força e a técnica, tem um grande poder de decisão, e mostrou isso com dois gols fundamentais nesses jogos, não pode deixar o time. Marcelo foi engolido por Dunga devido á falta de opções e mostrou que se escala, que não pode ficar fora do time, Douglas Costa que já foi muito criticado aqui cresceu demais após ir pro Bayern, de um mero velocista a um jogador de habilidade que empurra o time pra frente e pode tirar Lucas Moura da primeira lista. O que não ficou clara foi a opção por Grohe no gol, Jefferson sempre pareceu o dono da camisa 1, deve ser teste, pois nada aconteceu para que isso mudasse, o goleiro do Grêmio é muito bom, tem feito por merecer as convocações, mas falhou no gol Americano.

O que fica desses jogos são essas boas experimentações, Dunga conseguiu fazer testes e já deve ter em mente o que fazer na convocação de quinta (17), haverão poucas mudanças em relação ao time que convocado para os amistosos, o tempo de domínio acabou, a geração é equiparável as rivais locais, mas temos um time competitivo, apesar dos pesares e do comando que temos em nosso futebol.


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Foto: MowaPress


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