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UEFA Champions League - festival de gols e grandes emoções nos duelos de volta das oitavas



Olá fãs do melhor futebol do mundo! Esta semana trazemos a vocês o resumo das primeiras quatro partidas de voltas das oitavas de final da UEFA Champions League. Se nos confrontos de ida os gols não vieram, desta vez as redes balançaram e muito, mas muito mesmo! Foram 22 gols em quatro partidas!! Média de mais de cinco gols por jogo! E tudo isso aliado a jogos com muita emoção e qualidade técnica. Ainda duvida que a Champions nos proporciona o melhor futebol do mundo? Acompanhe nosso resumo jogo a jogo e dê a sua opinião nos comentários.

Real Madrid  3 (5) x (4) 4  Schalke 04

Visto como um dos times mais tranquilos após a ida das oitavas de final, o Real Madrid vinha confiante na classificação após a vitória contra o Schalke em Gelsenkirchen por 2 a 0. A supremacia do time era inevitável. O poder de um dos clubes mais ricos do mundo contra um recente freguês, aliado ao fato da partida ser realizado no Santiago Bernabéu, deixavam tudo a favor dos merengues. O triunfo e a classificação eram aquilo que a torcida mais esperava para aquele jogo... A classificação veio, sofrida, até demais para a torcida, e a cobrança apareceu quando a vitória não chegou. O Schalke lutou e quase conseguiu, mas foi derrotado numa vitória por 4 a 3.


Disposto a reverter a má fase, o Real foi com tudo nos primeiros minutos de jogo. A vontade de recuperar o prestígio, perdido após a queda para o segundo lugar da Liga BBVA, podia ser vista claramente nas feições dos jogadores de Madrid, que pressionou os alemães em jogadas rápidas já no início da partida. Mas, quem saiu na frente foram os visitantes, Fuchs reacendeu as esperanças da torcida aos 20 minutos. Pouco depois, Cristiano Ronaldo subiu livre de cabeça e empatou a partida. A vontade que antes predominava nos espanhóis, agora era de posse do Schalke, que retomou o controle da partida e voltou à liderança com Huntelaar, aos 40 minutos. Mas o Real Madrid não se rendeu, novamente ele, Cristiano Ronaldo, em outro cruzamento na área, venceu Wellenreuther e empatou outra vez a partida. Era um intervalo de um 2 a 2 frenético em Madrid.

O segundo tempo começou igualmente intenso! Com um poder inabalável, o Schalke seguia em busca de gols, precisava de uma vitória por dois de diferença. Apesar da insistência, Benzema surpreendeu a todos e virou o jogo para a equipe de Madrid. Seria esse o golpe final a uma equipe que tanto havia lutado no jogo? Injusto seria... O Schalke reagiu bem e Sané marcou um belo gol, igualando novamente a partida e elevando os corações da torcida a um ponto crítico. Desta vez os Merengues foram mais cautelosos. Diminuíram o ritmo de jogo e frearam também as investidas do Schalke. Os alemães seguiram tentando, assim como foi o jogo inteiro, e de novo ele, Huntelaar, virou o marcador com seis minutos para o fim do jogo! A emoção estava presente de novo no Santiago Bernabéu, e o sufoco foi até os últimos instantes, com Casillas fazendo belas defesas, e salvando o Real de uma eliminação dramática dentro de casa.

Porto 4 (5) x (1) 0 Basel

Depois de um indefinido empate na Suíça, o confronto entre Basel e Porto em terras portuguesas ainda mexia com os ânimos de ambos os torcedores. O placar de 1 a 1 na Basileia fora mais favorável à equipe portuguesa, que precisava apenas de um simples 0 a 0 para a conquista da vaga. Mas a equipe foi além, muito além... Jogou um futebol empolgante, goleou os adversários e conquistou uma justa vaga entre os oito melhores da Europa.

A partida em Portugal começou movimentada, a exemplo de quase todas as outras desta semana. O time da casa, mesmo com a vantagem do empate na Suíça, começou atacando, decidido à mostrar ao que veio. A iniciativa deu certo e a equipe abriu o placar já aos 14 minutos do primeiro tempo. A partir de então a classificação ficou mais fácil. A equipe dava sinais de que estava em um dia inspirado, belas jogadas saíam dos pés dos Dragões e a torcida correspondia, se entusiasmando cada vez mais nas arquibancadas. O gol não saiu na primeira etapa, mas o sentimento de que o trabalho estava sendo bem feito foi geral, e àquela altura, todos acreditavam na classificação.

A alegria e o entusiasmo estavam mesmo grandes em Portugal. Tudo conspirava à favor dos Dragões. E se aquele dia prometia ser histórico, a promessa fora cumprida no segundo tempo. Em menos de 10 minutos, Herrera e Casemiro marcaram dois belos gols de fora da área, sendo que o brasileiro marcou de falta. Os lances incendiaram a torcida portuguesa que já fazia a festa da classificação. Infelizmente aos suíços só restou lamentar a perda da vaga, e ainda o último golpe, fatal para a equipe da Basileia. Aboubakar fechou o placar aos 30 minutos do segundo tempo, coroando uma boa atuação de todo o ataque dos portugueses e deixando toda a mídia local ansiosa para a sequência da competição.

Bayern München 7 (7) x (0) 0 Shakhtar Donetsk

Depois de um empate na Ucrânia, a expectativa foi criada para a volta em Munich. O jogo foi tenso em Lviv, os donos da casa não deixaram a equipe bávara impor seu futebol, e saíram com um empate até então inesperado. Para a partida de volta, a equipe falava em sair classificada, em bater um dos melhores times do mundo. O Bayern vinha querendo provar o que todos já sabiam, mas que ficara confuso na primeira partida. Sem declarações e com futebol, o Bayern não podia ser mais impiedoso com o "time mais brasileiro da Europa", que nesta quarta, ganhou mais um motivo para tal apelido.

Se a missão dos ucranianos já era difícil por si só, tornou-se quase impossível após o péssimo começo da equipe. Logo aos quatro minutos, pênalti para o Bayern e expulsão de Kucher. Os Bávaros abriam o placar e tinham a vantagem de um homem a mais em campo. Ajudado pelas circunstâncias e aproveitando-as, o Bayern soube controlar a ansiedade demonstrada no jogo de ida, e dominou todo o restante da primeira etapa (e do jogo). A equipe da casa seguiu criando oportunidades e chegou ao segundo gol ainda no primeiro tempo. Boateng marcou após confusão dentro da área. O 2 a 0 já praticamente garantia a classificação dos alemães, mas viria mais, muito mais...

O time ucraniano voltou desligado para segunda metade de jogo. Novamente aos quatro minutos, mais um gol dos bávaros, e aos seis minutos mais um! Ao todo o placar já marcava 4 a 0! Sem levar qualquer perigo ao gol de Neuer e muito menos capaz de deter o ímpeto dos alemães, a goleada já desenhada foi engordando cada vez mais. Com jogadas trabalhadas e finalizações de dentro da grande área, o Bayern lembrava a grandiosa atuação da seleção alemã contra a brasileira pela Copa do Mundo do ano passado. E não foi só a atuação responsável pela (má) lembrança... Badstuber, Lewandowski e Götze marcaram mais três vezes para a equipe alemã, completando o vexame dos "brasileiros-europeus" do Shakhtar, 7 a 0. A atuação de gala dos alemães serviu como um combustível a mais para a equipe bávara, que agora chega ainda mais temida para às quartas de final.

Chelsea 2 (3) x (3) 2 Paris Saint-Germain

Fechando a nossa análise e também os confrontos das oitavas de final desta semana, um jogo digno da magia da Uefa Champions League. Em Stamford Bridge, o ambiente estava feito para uma partida histórica. Dois dos melhores times do mundo duelavam por uma vaga na próxima fase. O Chelsea, um dia depois do seu aniversário de 110 anos, tinha o apoio da torcida local e várias estrelas em campo, além de José Mourinho. Tudo isso e apenas um empate, era o que bastava para o time inglês conquistar a vaga na próxima fase. O Paris buscava aquilo que muito diziam impossível! Furar a retranca de Mou fora de casa. Mas quem disse que o clima era de desespero entre os franceses? A torcida também se fazia presente e os jogadores acreditavam na vitória. Poucos esperavam, mas o jogo das cifras foi também de emoções, as maiores possíveis...

O começo da partida não foi lá essas coisas em termos de chances de gol. O jogo era bastante tenso. Especialmente no duelo entre David Luiz e Diego Costa. O atacante e o zagueiro se estranhariam algumas vezes ainda durante aquele jogo, mas a tensão de verdade se instalou após a expulsão de Zlatan Ibrahimovic, ainda no primeiro tempo. O sueco deu um carrinho em cheio em Oscar, e Björn Kuipers não exitou em expulsá-lo diretamente. Exagero para alguns, pouco para outros. A verdade é que a partida só ficou ainda mais histórica depois da expulsão do sueco. O restante do primeiro tempo não foi o melhor possível em técnica. Os times ainda estavam bastante nervosos, o número de faltas aumentou consideravelmente e o clima esquentou entre os jogadores adversários. O fim do primeiro tempo elevou ainda mais as expectativas para o que havia por vir e quais os rumos que a história daria para o único jogo que terminava a primeira etapa em 0 a 0 nesta semana de UCL.



O segundo tempo começou tão tenso quanto o final do primeiro. O Chelsea tinha calma, saia trabalhando lentamente a bola, esperava os franceses saírem e procurava os mínimos espaços na defesa adversária. Já os franceses não conseguiam criar muitas jogadas, e acabavam presos na forte marcação dos ingleses. O tempo foi passando, lentamente para o Chelsea, correndo para o PSG. A indefinição estava no ar e as equipes começavam a criar oportunidades, levavam cada vez mais perigo ao gol adversário, deixando as torcidas mais tensas, a cada minuto que se passava. Após escanteio na área, Cahill bateu forte, sem chance para Sirigu e abria o placar com menos de 10 minutos para o fim do jogo. Poderia ser o gol da classificação do Chelsea, mas... Cinco minutos depois, David Luiz, em novo escanteio, cabeceou indefensavelmente para o gol de Cortouis, empatando a partida. Prorrogação à vista em Londres.

No tempo extra, o jogo era agora menos agitado. Cansaço dos jogadores que se poupavam para um futuro incerto, talvez por isso o ritmo tenha caído um pouco. Num momento de desatenção, Thiago Silva cometeu pênalti colocando a mão na bola dentro da área. Hazard cobrou com frieza e desempatou o jogo. Êxtase nas arquibancadas do Stamford Bridge. Com apenas 15 minutos para o fim do jogo, a vaga dos Blues estava de novo nas mãos dos jogadores. É, mas... Com seis minutos para o fim da partida, ele de novo, Thiago Silva subiu na área, desta vez adversária, e de cabeça, encobriu Courtois, empatando o jogo e classificando o PSG. Não havia mais tempo para nada. O Chelsea não tinha forças e nem mereceria uma classificação. Era a noite do PSG, a noite dos franceses em terras inimigas. Muito mais forte, o time de Paris é agora mais um candidato ao título, e busca nessa atuação inspiração para um triunfo maior ainda.

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