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JC Agora

Futebol Brasileiro - E agora, Fluminense?


Amigos, o Fluminense e o futebol Brasileiro de modo geral foi pego "de surpresa" nesta semana, com o anúncio do fim de uma das mais longevas e produtivas parcerias da história do futebol Brasileiro, em grave crise financeira, finalmente os demais membros da cúpula da Unimed, "convenceram" Celso Barros, e a parceria chegou ao fim, vamos aqui falar do futuro do clube, o que o clube não deve fazer para se colocar numa situação igual, ou pior do que seus rivais (sobretudo Vasco e Fogo), que capengaram financeiramente nos últimos anos.

Vejam, Peter Siemsen sempre se sentiu incomodado com o modo com que a parceria era conduzida, sobretudo com o fato do Nense ser administrado á "quatro mãos", mas acho que suas preces por liberdade foram atendidas cedo demais, a Unimed investia forte no clube, Barros opinava, mandava, mas em compensação o clube tinha condições de montar elencos fortes, justamente por que essa parceira assumia condições de pagar salários inimagináveis, super-inflacionados, afinal, ninguém considerará normal se comprometer (e daí vem o não-pagamento) á pagar 900 mil mensais á Fred, mas temos que considerar que Fred foi e ainda é um grande jogador, de Europa, de Seleção Brasileira, mas o Nense hoje paga salários altíssimos, á jogadores medianos, de composição de elenco, Diguinho recebe muito mais do que receberia em outro grande, o salário de Cícero é de atleta Top, enfim, isso já é uma situação que não poderá continuar.

Dito isto, fica claro a situação, o Presidente foi liso, fugiu das respostas, mas a situação do Nense é muito clara e o time tem um caminho muito claro á seguir para se manter em bom nível, o da austeridade, que não combina com a manutenção de atletas caros como são, á menos que eles sentem e haja uma renegociação, ou que eles tenham algum tipo de participação em algo, o que não acho que tenha valia, a Unimed tem comprometimento com esses atletas mais caros, isso não ficou claro de que forma que será resolvido, mas com certeza o clube não terá com 14 Mi da empresa de bebidas Viton 44, condições de arcar com isso, o Fluminense deve mesmo seguir uma parte do discurso, investir em atletas jovens, da base, atletas que se destacaram em clubes de menor expressão, a outra parte consiste em realmente colocar atletas caros no mercado, inclusive negociando multa, permitindo que haja o enxugamento, e a contratação de atletas de menor nome, que supram essas lacunas para que o time não sofra, e não lute contra o descenso, como temos visto outros clubes e o próprio Nense em 2013 brigar.

O baque no clube será grande, mas agora é hora de vermos se Siemsen é um bom administrador, ou se apenas tem discurso, como Maurício Assunção, dependerá muito dele a forma como o Nense vai reagir á esse rompimento, O que é preciso colocar, é que não se justifica atrasar Direitos de Imagem, em nome do ajuste fiscal, as duas questões são importantes, afinal vimos o que aconteceu com Vasco e Botafogo, que chegaram á ter suas receitas bloqueadas, mas DI é parte do salário, o pagamento á parte apenas é uma forma de "burlar" a legislação trabalhista, até por que não dá pra registrar 900 mil numa carteira profissional, não há como fazer isso, mas enfim, o Fluminense tem de ter uma profunda reflexão, na pessoa de Siemsen, dos seus limites, do que pode fazer, as informações que vinham do RJ, davam conta da expectativa de outra grande parceria, o que não aconteceu, portanto, como bem disse o Presidente, os tempos serão outros, mas não adianta jogar pra torcida, os atletas de salários astronômicos dificilmente seguirão no clube, a realidade agora é outra, e Siemsen tem pela frente um grande desafio.

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