Olá leitoras e leitores destas mal escritas linhas. Tudo bem com vocês ?(dentro do possível é claro!)
Por aqui, vai-se levando. Na semana passada os eventos foram tão fortes que acabei fazendo duas edições da coluna. Aquela que chamei de edição extraordinária foi publicada na quinta-feira. Se quiser ler, clique aqui


Nossas rotinas mudaram e mudaram radicalmente. De uma situação em que podia-se conviver com qualquer pessoa nos espaços públicos passamos a ficar restritos a deslocamentos esporádicos e com objetivos determinados. O hábito que se tinha de "caminhar a esmo" ou "passear para pensar na vida" acabou pelo menos nestes tempos, isto acabou.

A adaptação teve que ser rápida como exige qualquer situação repentina. O home office que era para poucos e muito mais presente na realidade das chamadas novas profissões, tornou-se parte da maioria dos cotidianos profissionais.  Donos de lojas, pequenos mercados e negócios que nunca se interessaram ou sequer tinham condições, em ter vendas online agora se veem obrigados a uma inserção  de afogadilho. De repente sair de casa tornou-se um privilégio. Ficar fora de casa cinquenta minutos então, um sonho.

Como professor da rede estadual no Rio Grande do Sul desde o ano passado já estávamos nos adaptando ao ambiente virtual junto às nossas turmas de alunos. É bem verdade que fazíamos tudo num ritmo muito mais lento, sem a necessidade de ser "pra ontem". Pois com a pandemia fomos postos em quarentena e as dúvidas começaram a se avolumar. De um dia para outro, nos tornamos a nação do "homeschooling", da educação em casa. É importante dizer que originalmente o conceito diz respeito à educação dos filhos realizada pelos pais. Esta realidade que se apresenta é de educação virtual, de educação online.

Usar o ambiente virtual é muito mais que acessar as redes sociais e postar fotos ou textões. Este ambiente necessita conhecimento de práticas  virtuais que, muitas vezes, fica difícil de se fazer numa tutoria às pressas. Faz poucos dias, uma série de amigos me solicitou orientações de como incluir alunos nas aulas virtuais ou mesmo de como postar materiais naqueles ambientes.

Por mais que ninguém pudesse, em 2019, imaginar o atual cenário mundial, ainda assim, poucos foram aqueles que demonstravam interesse em conhecer o ambiente online para além das redes sociais. Se tivessem ocorrido períodos de formação, tanto para alunos quanto para professores, o atual cenário seria mais tranquilo. Mas, no cotidiano gaúcho, com raras exceções não foi assim que aconteceu. Redes sociais eram o sinônimo de online. E só.

Como se não bastasse o fato de termos sido pegos de surpresa com a pandemia da Covid-19 e o subsequente isolamento, ainda temos a realidade social das famílias de alguns de alunos e colegas em que nem todas possuem computador em casa ou mesmo acesso à internet. Como fazer então se as aulas permanecem suspensas até, pelo menos, 30 de abril?

As orientações ocorrem no ritmo em que as situações se apresentam. Seguimos fazendo o possível da única maneira que sabemos: a nossa. Espero que quando tudo isso passar voltemos á normalidade possível.

Para quem pode,
fica em casa!

Até semana que vem.

Saudações,

Ulisses B. dos Santos.

Twitter e Instagram: @prof_colorado

Sobre a coluna

A coluna Sobre Tudo é publicada todas as terças-feiras. (como disse essa edição foi extraordinária)





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Ulisses Santos

Sou um cara solidário e humanista. Procuro ser empático com o outro. As relações humanas fazem com que cada um de nós seja alguém que ao acordar é uma pessoa e ao dormir seja outra. Sou professor da rede pública estadual do RS desde 2002 e escritor desde sempre. Tenho livros escritos sobre a história de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Atualmente estou concluindo a graduação em Jornalismo.

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