Olá amigos, amigas e amiges leitores...quem acompanha esta coluna e este brioso site sabe que costumo escrever todas as terças-feiras. Porém, estou escrevendo hoje - sexta-feira- em edição extraordinária. Todas as semanas tenho escrito as minhas impressões em tempos de pandemia, se vocês quiserem podem ler a minha coluna da terça mais recente aqui



Estamos em meio a uma pandemia e vimos casos de governos como o da Itália, especialmente a região do Bergamo com destaque para Milão, não levando a sério o ataque do vírus e sua expansão pelas pessoas. Em Milão, o prefeito contrariando todas as indicações, elaborou um slogan, pedindo a cidade que mantivesse suas atividades, que dizia "Milão não pode parar".

Qual o resultado de tamanho disparate? Hoje a Itália detém o triste recorde diário de mortes por Corona Vírus - na tarde de hoje, 27/03: 976 mortes. O total de mortes do berço do Renascimento já ultrapassa as 9 mil mortes (9.134) e a cidade de Milão registra mais de 4,4 mil  vidas perdidas para o Covid-19. Para acompanhar a Covid-19 no mundo, em tempo real, clique aqui

O Ministério da Saúde no Brasil decidiu faz uma semana adotar e sugerir o isolamento das pessoas, que não se saia de casa, a não ser que seja a mais extrema necessidade. O objetivo era, como diziam os especialistas, para "achatar a curva" da disseminação da doença pois se as pessoas não circularem pelas ruas, a tendência é o número de casos cair. Em tempos de redes sociais, de vidas em rede, criraram-se hashtags para espalhar a ideia que o melhor é ficar em casa: #FicaEmCasa #JuntosContraOVirus

Os profissionais da área da saúde fazia e fazem seu trabalho no enfrentamento direto ao Covid-19. e, nesta lógica, apenas serviços públicos essenciais ficariam abertos (postos de saúde, hospitais, postos de gasolina, supermercados, mercados para citar alguns).

Tudo ia bem e parecia caminhar para uma razoável estabilidade quando o presidente realizou um pronunciamento em que questionava, por exemplo: "Se o público que a Covid 19 atinge são pessoas com idade superior a 60 anos, porque fechar as escolas?" Depois de semanas de explicações, acredito ter sido, no mínimo, constrangedor.  Imagino a cara do ministro assistindo o chefe com tão elaborada questão.

Hoje ficou-se sabendo, pelas redes sociais que, não contente com o grau de presepadas que apronta, o governo federal decidiu "subir a régua" no quesito constrangimento/Vergonha Alheia: estão elaborando uma campanha publicitária com o lema "O Brasil não pode parar." (originalidade é tudo!)

O último que defendeu esse lema deu-se mal. Muitíssimo mal!

Incentivada por esta movimentação palaciana, a classe média brasileira e setores do empresariado nacional decidiram sair da toca: promoveram carreatas por várias cidades no dia de hoje. Sim, carreatas - e é cada "nave" que vou te contar-. F|ica uma pergunta aos donos daqueles carrões: se o bicho não é tão grave...porque não uma passeata com todo mundo abraçado?

Outra conclusão é que setores do empresariado querem é saber de lucro e só. A vida dos outros, de seus funcionários nada ou pouco importa.

Para quem pode,
fica em casa!

Até semana que vem.

Saudações,

Ulisses B. dos Santos.

Twitter e Instagram: @prof_colorado

Sobre a coluna

A coluna Sobre Tudo é publicada todas as terças-feiras. (como disse essa edição foi extraordinária)






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Ulisses Santos

Sou um cara solidário e humanista. Procuro ser empático com o outro. As relações humanas fazem com que cada um de nós seja alguém que ao acordar é uma pessoa e ao dormir seja outra. Sou professor da rede pública estadual do RS desde 2002 e escritor desde sempre. Tenho livros escritos sobre a história de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Atualmente estou concluindo a graduação em Jornalismo.

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