Olá, leitores e leitoras! Tudo bem com vocês? Como estão lidando com essa pandemia? Por aqui, vai-se indo...

No atual cenário brasileiro, em que deveríamos despender todas as energias pensando em ações contra este inimigo invisível chamado CoronaVírus, ainda temos outra fonte de preocupações e desgaste: o presidente Bolsonaro e sua cruzada contra o isolamento social. E claro, suas ações saíram da teoria para a prática às avessas. Depois de semanas em atrito, realiza a troca no Ministério da Saúde, saindo Luis Henrique Mandetta, que com todos os problemas, realizava um dos raros trabalhos neste governo que convencia, por Nelson Teich, Tratei desta troca e outras características de Bolsonaro e sua prática na semana passada. Você pode ler aqui se quiser.

Possivelmente insatisfeito com sua forma de agir, Bolsonaro gosta de dar um passo à frente - mesmo que esteja na beira de um penhasco - para ver o que acontece.  Na semana que passou ocorreram, em várias cidades brasileiras, manifestações a favor do "modus pensantis" do presidente - seja lá o que isso signifique- e claro que ele não poderia deixar passar.

A manifestação ocorrida em Brasília contou com a participação de Bolsonaro, com direito a um discurso que até agora, quando escrevo essa coluna, repercute. Bolsonaro usou frases como "Não queremos negociar nada". Negociar? com quem, presida?

Nessa manifestação mais uma vez Bolsonaro parece flertar com o autoritarismo. Haviam inúmeras faixas pedindo o fechamento de instituições como STF e o Congresso Nacional. A verdade é que para alguns representantes institucionais e comentaristas políticos Bolsonaro passou dos limites. A qual limite vocês se referem?

É importante que se diga que não só ele como seus filhos já ultrapassaram várias vezes os limites do tolerável. O deputado Eduardo Bolsonaro quando afirmou em um vídeo que para fechar o STF "bastava um cabo e um soldado" deveria ter sido interpelado diretamente por aquele tribunal. Ao enaltecer a memória de um torturador, quando proferiu seu voto durante o processo de impeachment, o então deputado federal deveria sofrer uma sanção rigorosa daquela casa. Acredito que sequer deveria terminar o voto. Mas...

A reação dos presidentes da Câmara, do Senado ou mesmo do STF resumem-se a tuítes ou mensagens em outras redes sociais.

Até quando iremos observar inertes ascensão do fascismo? Até quando nossa revolta se resumirá a tuítes ou mesmo hashtags no trend topics?
Pensem a respeito.

Até semana que vem.

Saudações,

Ulisses B. dos Santos.


twitter e Instagram: @prof_colorado

Sobre a Coluna

A coluna SobreTudo é publicada sempre às terças-feiras.



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Ulisses Santos

Sou um cara solidário e humanista. Procuro ser empático com o outro. As relações humanas fazem com que cada um de nós seja alguém que ao acordar é uma pessoa e ao dormir seja outra. Sou professor da rede pública estadual do RS desde 2002 e escritor desde sempre. Tenho livros escritos sobre a história de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Atualmente estou concluindo a graduação em Jornalismo.

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