Bem, quem me acompanha nas redes sociais, bem como o twitter @JovensCronistas sabe a nossa opinião quanto à realização de futebol no Brasil em 2016 após a terrível tragédia com o voo da Chapecoense, confira nossa homenagem (clique), sobretudo no Brasileiro, onde foram realizadas até o fato 37 rodadas, mais do que suficientes para definir as posições da tabela de forma justa, no que diz respeito ao desempenho de cada clube, fomos contra por que ante o aspecto motivacional, é muito difícil imaginar o psicológico dos atletas ante tão recente uma tragédia dessas proporções, companheiros de profissão que até outro dia estavam os enfrentando, agora convivem com essa enorme dor, da perda de amigos e companheiros de profissão. Mas, como sempre, venceu o interesse econômico e a bola rolou, com os clubes indo á campo e cada um a sua maneira (e dentro das TOLAS limitações impostas pela CBF) homenageando os eternos heróis que nos deixaram.

Uma dessas partidas poderia promover uma mudança na tabela, levando o Corinthians para a Libertadores após um ano trágico fora de campo, cujos efeitos, claro, em campo foram sentidos. O adversário era o carrasco da Copa do Brasil, o Cruzeiro, e como num Deja Vu, os mesmos erros daquela eliminação foram repetidos, a derrota por 3 x 2 veio e com ela um melancólico fim de temporada, um ano para ser esquecido não por conta da não conquista de títulos, mas sim de tamanhos absurdos administrativos vistos no clube, ou melhor, LEMBRAR de tais erros, para esquecer-se sim, de aplicá-los novamente, esse é o desejo, que não se reverte em esperança, infelizmente.


A grande realidade é que o adversário foi mais perigoso em todos os momentos da partida, apesar de por duas oportunidades, estarmos na frente do placar. Os adversários poderiam ter saído na frente logo de cara com Arrascaeta, mas o impedimento por muito pouco foi marcado. O Timão saiu na frente após cobrança de escanteio, desviado no primeiro pau para a chegada livre no meio da pequena área pra mandar pro gol. Porém o Cruzeiro seguia sendo muito mais perigoso, sabendo o que fazia com a bola, criando possibilidades e com o que não tivemos em 2016, poder ofensivo. O empate então saiu aos 24 com Robinho achando livre no bico esquerdo da pequena área (cena que se repetiria mais duas vezes) o camisa 10 uruguaio, que fuzilou Walter. Até o fim da etapa inicial, como já dito, mais perto esteve o adversário de virar, do que o Corinthians de empatar.

Oswaldo foi pro intervalo se dizendo (e não havia como não ser) insatisfeito com o desempenho do time, não só disse, como fez duas alterações, uma delas no meu entendimento equivocada, colocando Arana e passando Uendel para a meia, não é essa a solução na criação de jogadas que o time precisa, mais um condutor de bola. A outra mexida foi a saída do apagadíssimo Romero, para a entrada de Giovanni. O fato é que o time vive de lampejos, novamente em um deles saiu o segundo gol, numa jogada trabalhada de forma interessante, Rodrigo fez boa jogada com Fagner e cruzou para Marlone renovar as esperanças, melhor seria dizer, ilusões.

Nem coloco tanto culpa em treinador (apesar de ser mesmo, um defeito dos dois últimos que tivemos) em relação ao horrendo posicionamento defensivo que o Corinthians apresentou em 2016, o time já marcava a bola desde a saída de Gil e Felipe. Uma situação patética, que rendeu a maioria das derrotas, incluso esta e a eliminação ante o mesmo Cruzeiro. No primeiro lance, todos marcaram a bola, nas costas de Marlone estava Ezequiel, que novamente livre, fuzilou o goleiro. Em seguida, novamente o que se aprende no dente de leite que é não marcar a bola, não foi aplicado e Robinho recebeu livre, tirou a marcação estabanada e marcou o da virada. Aí veio o abatimento definitivo e novamente, se fosse pra sair gol, sairia mais gol adversário.

O Corinthians não tinha profundidade, não conseguia criar, Léo Jabá entrou e mal pegou na bola, quando pegou foi sintomático (e aí a razão pela qual tanto digo pra ter cuidado com os garotos), num lance onde tivemos várias chances de finalizar, já nos acréscimos e já sem chance de virar, o jovem atacante foi servido embaixo do gol e ao invés de afundar o goleiro para empatar a partida, totalmente inseguro, o camisa 18 tentou recuar e perdeu a jogada, sintomático, lance final que retrata a inércia ofensiva do time, que nesta temporada realmente não merecia qualificar-se para a Libertadores.



Vejam, resultado justo e "normal", apesar de estar atrás na tabela, o Cruzeiro é um time mais equilibrado e com muito mais talento, muito mais poder ofensivo que o Corinthians. Tem no sistema defensivo o seu ponto fraco, mas ao menos não marca a bola amadoramente, um resultado absolutamente "natural", é a dura realidade. Nesse sentido até tiro um pouco a responsabilidade do treinador que hoje está aí e até de quem foi tirado no meio da competição. Não pode um time como o Corinthians viver de lampejos, não ter comando de ataque, ter qualidade apenas em no máximo seis jogadores em todo o elenco, a diretoria cavou esta situação e no meu modesto entendimento, o time foi até mais longe do que o imaginado, sinceramente.


Oswaldo aguarda agora a definição se Andrade para "ficar de bem" com o grupo político que o levou ao poder, renuncia ao cargo, se isso acontecer será mais uma troca de treinador. Sei que Oswaldo não é unanimidade, mas trocas constantes de técnico são o espiral do fracasso, fora a questão de QUE NOME será o preferido de Sanchez, há quem venha com conversa de Luxa, mas a nossa opinião é bem clara, esse aí não se atualizou, acha que futebol se ganha no papo e as coisas já não funcionam dessa maneira, quem o sugere não tem o nosso respeito.

Aconteça o que acontecer, agora veremos que time que vem aí pra 2017, a expectativa de investimento diminui, visto que sem a Libertadores são menos datas, menos renda pra pagar a Arena (sim adversários, nada foi de graça, nem as NEGOCIATAS, tudo está sendo pago) e menos exposição dos patrocinadores. Mas temos Sulamericana, Brasileiro, o estadual passa a ser um objetivo direto, vejamos que time teremos e se muda ou permanece o comando, independente disso, precisamos de um time mais competitivo e jogadores com qualidade e vontade de vestir essa camisa, independente do buraco diretivo em que nos encontramos, que é algo que temo que demore algumas gestões para consertar.



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Foto: Light Press. 




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Adriano Garcia

Amante da comunicação escrita e falada, cronista desde os 15 anos, mas apaixonado pela comunicação, seja esportiva ou com visão social desde criança. Amante da boa música e um Ser que busca fazer o melhor a cada dia.

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