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JC Agora

Seleção Brasileira - Adiós, Fantasma!


Caros leitores, amantes da seleção canarinho, para quem acompanha a Seleção Brasileira aqui nos Jovens Cronistas vai notar muito a diferença nos tons das postagens. Questão de um ano atrás, era pura crítica, pesadelos em relação à classificação para a Copa, mas hoje essa preocupação foi revertida em otimismo; pois agora temos um técnico que sabe comandar uma seleção talentosa, que escala jogadores com as mesmas funções que vão bem em suas equipes. Mais para frente trataremos dos números desde que Tite assumiu a seleção, mas vamos falar do clássico Brasil 3x0 Argentina. O jogo foi disputado no estádio do Mineirão, ou seja, a seleção ainda aproveitou para espantar o tal "fantasma do 7x1", com bom futebol.

Um jogo que misturou a necessidade dos Hermanos com a confiança da seleção brasileira. Porém, por outro lado, era o primeiro chamado "jogo difícil" de Tite no comando, pois se tratava de um adversário duro. No decorrer dos 90 minutos, o adversário duro que sempre foi a seleção argentina acabou sendo envolvido pela canarinho.

Tite escalou uma equipe que a princípio priorizava a marcação, mas buscava ter qualidade na saída de bola para o ataque: Alisson, Dani Alves, Marquinhos, Miranda, Marcelo, Renato Augusto, Paulinho, Fernandinho, Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus.

Porém, no começo a Argentina compactou o time e pressionou a saída de bola do time verde e amarelo. Marcelo e Daniel Alves encontraram dificuldades para sair com a bola, buscando Fernandinho e Renato Augusto que estavam bem marcados pelas linhas adiantadas da Argentina. A única solução era mandar alguns lançamentos diretos para o campo de ataque, mas sem sucesso. O time comandado por Edgardo Bauza conseguia cumprir seu papel e inclusive dar sustos no torcedor brasileiro em chutes de Biglia e Higuaín.

Tite percebeu que o time não estava rendendo muito em campo e resolveu inverter as posições de Renato Augusto com Paulinho e este passou a levar mais a bola para o campo de ataque. O Brasil melhorou um pouco, mas não conseguia envolver a Argentina. Portanto, era preciso ser cirúrgico; e foi. Neymar acertou belo toque para Coutinho que fez um golaço com seu estilo de jogo pelo Liverpool: 1x0.

Phillipe Coutinho comemora gol ao lado de Neymar (uol.com)
Com o gol, os ânimos da Argentina praticamente vieram abaixo. Agora, o time que atacava pouco, mas conseguia conter o time brasileiro, precisava sair e deixar espaços. Mascherano foi o principal homem a subir pela seleção Argentina e deixar espaços atrás. O Brasil se aproveitou disso e Gabriel Jesus arrancou para dar assistência primordial a Neymar ampliar a vantagem: 2x0.

Veio o intervalo e Edgardo bauza ligou o botão do desespero ao colocar Aguero no time. A Argentina até que tentou um abafa, mas o Brasil chegou perigosamente uma vez com Paulinho, mas na segunda vez que o time chegou, não houve perdão e a canarinho abriu 3x0. A Argentina estava morta, envolvida, vencida, sem ânimos. Restou a ela apelar para o famoso amadorismo de "dar pancadas" que, mais uma vez, contou com a "bananice" do juiz.

Coube ao Brasil tirar o pé do jogo, tocando a bola de lado, apenas esperando o tempo passar aos gritos de "olé" da torcida no Mineirão. Adeus, fantasma de 7x1! E mais uma vez, a Argentina mostrou ser um grande freguês do Brasil. Fim de papo!

Brasil começou o jogo um pouco desorientado, sofrendo com o adiantamento das linhas de marcação da Argentina. Em outros tempos, o time permaneceria assim até o fim da partida, mas dessa vez temos técnico e Tite soube mudar apenas duas posições de jogadores para melhorar a equipe. O time criou poucas chances na primeira etapa, mas soube aproveitar muito bem as oportunidades: golaço de Coutinho e bela jogada de Jesus e Neymar que parece que estão se entendendo bastante no ataque. Na segunda etapa coube ao Brasil se aproveitar do desespero e matar o jogo; poderia até ter sido mais, mas não corremos nenhum risco diante de um adversário importante. Coutinho não pode deixar de ser titular nesse time. A atuação abaixo da média hoje ficou por conta do lateral esquerdo Marcelo que não conseguia encaixar na marcação.

Agora vamos aos números, mesmo não sendo fã de ver futebol por isso: há cinco jogos, Tite assumiu o time. 5 vitórias, 15 gols marcados, um sofrido. Temos trabalho. Podemos não ter um time recheado de estrelas, mas é um time que sabe o que fazer com a bola, que tem suas funções muito bem executadas e não inventadas.

Geralmente, a classificação para a Copa do Mundo vem com 28 pontos. O que estava distante agora está muito próximo.

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