O bombardeio dos EUA utilizando um drone militar que assassinou o tenente-general das Forças Quds do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, Qasem Soleimani, foi respondido com um ataque de mísseis balísticos da força aérea iraniana contra bases estadunidenses em território iraquiano. A tal resposta do Irã foi realizada por volta da mesma hora em que na noite da quinta-feira 2 de janeiro houve a morte de Soleimani e com muito mistério sobre a sua letalidade: enquanto a mídia iraniana divulgou saldo de 80 mortos, os EUA negam a informação e alegam não terem sofrido nenhuma baixa em seus espaços no Iraque.


A queda de um avião da companhia Ukraine Airlines, de modelo 737-800 e fabricação da Boeing, nos arredores de Teerã, de onde decolou com destino à Kiev, na manhã posterior ao ataque do Irã, matando todos os 170 passageiros a bordo (82 iranianos, 57 canadenses, 11 ucranianos, dez suecos, quatro afegãos, três britânicos e três alemães) e os seis tripulantes da aeronave, foi objeto de inúmeras conjecturas sobre as razões que levaram à subida perda de autonomia do voo. A primeira partiu da própria empresa aérea que, num primeiro posicionamento nas redes sociais, aferiu problemas de ordem técnica e depois voltou atrás. Os EUA e Europa, com base em estudos de suas respectivas agências de inteligência, afirmaram que o sistema antimíssil do Irã foi responsável pela queda do avião, o que veio a ser confirmado pelo próprio país persa no sábado 11/1, após estudos preliminares apontarem “erro humano” no disparo de um míssil de interceptação contra a aeronave. Fato é que, neste momento, o que está em jogo é a retirada das tropas estadunidense da região do Golfo Persa/Árabe e o erro (?) de um integrante (figurão) militar do Irã com a queda do 737 da Boeing pode ter acrescentado um obstáculo, nada estratégico, a essa possibilidade, mais real, de um processo de desocupação dos EUA. Na Venezuela, já no lado ocidental do planeta, a semana foi muita balbúrdia provocada por Juan Guaidó e seu grupo de deputados da oposição, todos derrotados na eleição para a nova mesa diretora da Assembleia Nacional em desacato do país realizada no domingo 5/1. Guaidó protagonizou ao menos dois grandes shows midiáticos na semana que passou e assistiu, com muita reprimenda de Elliott Abrams, a posse do parlamentar, também de oposição, Luís Eduardo Parra como novo presidente do poder legislativo local. Os cronistas Adriano Garcia, Claudio Porto e Pedro Araujo apresentam esta edição do JC Internacional para tratar desses e de outros assuntos, como a tentativa de Benjamin Netanyahu de impedir investigação contra si enquanto estiver à frente do Estado de Israel; a perseguição contra ex-ministros de Evo Morales na Bolívia em meio a um iminente processo eleitoral; e a vitória da coalização progressista na Espanha, com Pedro Sánchez e Pablo Iglesias.



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Editorial JC

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