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JC Agora

Papo de Torcedor PALMEIRAS - Melhor campanha; ajustes necessários

Caros palestrinos, torcedores do maior campeão nacional, vamos repercutir hoje o empate entre Palmeiras e Audax-SP que se enfrentaram neste sábado dia 25 de março no Allianz Parque pela 11ª rodada do Campeonato Paulista de 2017. Um jogo em que Eduardo Baptista mais uma vez mandou uma equipe mesclada para o campo, porém, o resultado não foi uma vitória, mas sim um empate com direito a golaço. O jogo também serviu para mostrar alguns defeitos que podem e devem ser corrigidos para a fase de mata-mata.

O Palmeiras foi a campo com Jaílson, Fabiano, Antônio Carlos, Vitor Hugo, Zé Roberto, Thiago Santos, Tchê Tchê, Michel Bastos, Keno, Roger Guedes e Alecsandro. Uma equipe mista e que voltou a atuar no 4-1-4-1 tão criticado. Novamente, as críticas são plausíveis visto que o Audax dominou a primeira etapa. A equipe tem um estilo de jogo próprio implantado pelo treinador Fernando Diniz e o Palmeiras se mostrou um pouco perdido tentando marcar os toques de bola.

A equipe de Osasco conseguia tocar e fazer triangulações na intermediária defensiva alviverde sem muitos problemas. O maior problema era a finalização dos jogadores que estava péssima. Palmeiras não conseguia criar e a primeira finalização veio em arremate de Tchê Tchê em chute de fora da área que passou à esquerda da trave do goleiro Felipe Alves. Contudo, Muricy Ramalho diz que a "bola pune". E puniu; em jogada individual, Michel Bastos chutou forte, Felipe Alves rebateu para o lado e Roger Guedes apareceu para empurrar para dentro do gol.

Veio a segunda etapa e Fernando Diniz lançou o Audax para o ataque. A equipe perdeu uma bela chance de empatar com Rafinha que saiu na cara de Jaílson, mas mandou para fora. Como diz o ditado "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", o Audax aproveitou uma jogada no lado direito para cruzar a bola pela área e Betinho empatou a partida (furando a rede inclusive).

Eduardo Baptista já havia feito das alterações; Erik no lugar de Keno e Willian no lugar de Alecsandro. O Palmeiras estava mais dinâmico, ofensivo, buscava jogadas rápidas pelos lados e claro, desperdiçou boas chances antes mesmo de sofrer o empate. Mas o verdão foi adiante e em uma jogada que envolveu os dois jogadores que entraram, Erik deu passe para Willian que chutou e aproveitou rebote de Felipe Alves para colocar o verdão novamente na frente do marcador.

O Palmeiras tentava ampliar e perdeu duas boas chances; uma com Erik e outra com o próprio Willian. O time até que administrava bem o resultado, mas em um contra ataque de escanteio, Léo Artur saiu de trás do meio campo, arrancou como quis no campo de defesa e simplesmente fez um gol de cobertura no Jaílson - saiu meio atrapalhado, mas não tira os méritos da bela conclusão. Depois disso, mais nada de importante aconteceu na partida. Fim de papo!

Léo Artur encobre Jaílson e faz belo gol (uol.com)

Duas etapas distintas. Na que o Palmeiras foi pior, saiu ganhando. Na que jogou melhor, sofreu o empate. Mesmo com esse resultado de tropeço, a melhor campanha da primeira fase é alviverde. Contudo, ainda algumas coisas precisam ser revistas. Alecsandro não foi bem na partida e se mostrou com dificuldades para entrar no esquema de Baptista. Já o contrário do Willian e do próprio Erik que fizeram uma boa dupla na segunda etapa; perderam gols, mas criaram. Faz parte. O erro mais grave esteve na cobertura dos laterais. Fabiano é muito lento para segurar sozinho a bucha de contragolpes, sem falar de Zé Roberto. Com 43 anos é muita displicência deixa-lo encarregado de segurar contra ataque de jogadores de 25, 26 anos. Essa cobertura dos laterais nos escanteios precisam ser revistas.

De ponto positivo, cito aqui mais uma atuação de Antônio Carlos, zagueiro revelado na base do Palmeiras. Talvez ainda precise melhorar um pouco a saída de bola, mas parece que joga no Palmeiras há uns três anos; botes precisos, antecipações, bom posicionamento, acompanha bem o ataque adversário, ou seja, tudo que um bom zagueiro precisa ter. Basta a comissão trabalhar como se deve para que ele vire um bom zagueiro no verdão.

Cabe a Eduardo Baptista rever essa partida e colocar em prática as correções necessárias que os gols do Audax mostraram.

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