Amigos, Nação Corinthiana, o Corinthians foi até Salvador para encarar um adversário, que é sim, um dos vários candidatos ao rebaixamento (que me desculpe o amigo Milton Filho e a imensa torcida do Vitória) que este campeonato Brasileiro, que nesses mais de 20 anos em que acompanho futebol, é o d mais baixo nível técnico e nivelamento com times de divisões inferiores de que me recordo. Porém, nunca é fácil encarar o Vitória lá, ainda mais com um técnico como Vagner Mancini, que tira leite de pedra e que sabe ler os pontos fracos do adversário, foi dele o mérito dessa virada em um jogo onde o Timão fez um grande primeiro tempo, mas não conseguiu aproveitar adequadamente as chances que criou, e acabou em erros, que culminaram com o 3 x 2 dos anfitriões.


O primeiro tempo começou com o adversário ameaçando uma pressão e dando trabalho á Walter, agora titular. Mas logo o time de Tite tomou conta do jogo e criou grandes oportunidades, com frenética movimentação do trio de meias, Guilherme voltou ao time na vaga de Rodrigo, e Marcos Gabriel entrou na vaga de Romero, porém na posição sempre ocupada por Giovanni Augusto. E na primeira chance o camisa 31, que pensa ser craque, saiu na cara do gol após passe do camisa 10, mas tentou encobrir e parou no goleiro adversário. Fernando Miguel voltou a salvar seu time em seguida, dessa vez, M. Gabriel deu bom passe para André, que parou no goleirão. O time seguiu martelando e chegou ao gol aos 25 minutos, com outra assistência do tão criticado (justamente) camisa 10 para Uendel, que bateu cruzado, matando o goleiro. Porém, o Vitória chegou ao empate pouco depois, numa jogada á princípio despretensiosa de Leandro Domingues, que foi ganhando no pé de ferro, (o que é inadmissível), e bateu da entrada da área no canto de Walter, nada de falha, o goleiro esticou-se mas a bola foi no canto. Porém, o time não sentiu o gol, ao contrário, cresceu ainda mais na partida, dominou novamente o jogo e voltou a ficar na frente do placar, chegando ao segundo gol aos 38, com uma linda troca de passes do ataque, que culminou com a assistência de Giovanni, a bola passou (era só o que poderia mesmo acontecer) por André, e chegou até Fagner, que recolocou o time do povo á frente do placar.


Mas o enredo da etapa final foi oposto ao do primeiro tempo, nos minutos iniciais o Corinthians ainda esteve melhor, mas uma substituição de Mancini consertou o lado direito da defesa do Vitória, onde Uendel até então deitava. O Nacional parece ser a inspiração de todo time que encara o Corinthians daqui em diante, os baianos colocaram-se em linhas á partir da intermediária, impedindo assim o time de jogar. Em lance no mínimo polêmico, Marinho (aquele da m****) tocou com o ombro e a bola deslizou pelo seu braço, para cair em seu pé e o segundo gol do time da casa sair. Não falo em erro de Heber Roberto Lopes por que até mesmo a TV teve dúvidas, mas na minha interpretação, a bola desliza pelo braço do atacante que o movimenta ajeitando a bola, no meu entendimento, gol ilegal, mas o lance é difícil, vida que segue. Pouco depois a virada adversária, Elias e Bruno Henrique não deram combate, e o passe preciso entre os zagueiros em linha encontrou Kieza (aquele..) que arrancou e fez o que tínhamos de ter feito aos 7 da etapa inicial em chance similar, o gol. Á partir dai o time teve sérias dificuldades com as linhas de marcação adversária, entraram Marlone, Romero e Luciano, e todos tiveram sua chance pra marcar e acabaram perdendo, o Corinthians fez uma pressão ao estilo bumba meu boi no final, mas não logrou êxito, derrota em um bom jogo, há que manter as boas novidades, e "coar" o que foi ruim.


Primeiro o que foi bom, o torcedor Corinthiano sente calafrios á cada vez que vê o nome de Guilherme na escalação, mas essa foi a melhor (a única boa, aliás) partida dele com a camisa do time, literalmente fez jus a camisa, com passes precisos, com boa movimentação, deve com isso manter a posição, e cabe o elogio á Tite, que fora de casa foi com três meias, ousado, deixando apenas Elias com mais pegada na linha de quatro e por vezes ficando em dupla com Bruno, e promovendo uma troca frenética de posição entre os três meias, isso deve ser mantido e entra no que falamos nos textos anteriores das mudanças necessárias, Walter recebeu um voto de confiança importante, mas segundo os critérios do ávidos por ver Cássio pelas costas, Walter não fez milagres nos gols, será que vão dizer que ele falhou? Nessa questão vejo que temos dois goleiros em nível de Seleção e de Corinthians, poucos times no mundo tem isso e não sabemos até quando teremos esse privilégio. Em relação ao que foi ruim, vacilos em todo o sistema defensivo, liberdade na cabeça da área pro adversário fazer o que quer, e o que nem tem capacidade pra tal, Bruno Henrique tecnicamente é capaz, mas não vem bem, é o caso de testar, Cristian no passado fez muito bem a função de primeiro volante, cabe a chance hoje, se for dada a Willians, sabemos o que esperar, faltas na entrada da área, cartões, expulsões, não creio que esse seja o caminho, e nosso miolo de zaga novamente mostrou passividade, dos laterais nem cabe exigir, se analisarmos com coerência, veremos que são jogadores de vocação ofensiva, e que compensam no ataque, o seu déficit atrás, mas os badalados Felipe e Balbuena novamente deram menos do que podem.


Para finalizar, duas palavras sobre mercado, Leandro Damião jamais deveria ser cogitado, visto o que apresentou em Santos e Cruzeiro, ou melhor, o que NÃO APRESENTOU nessas equipes, tentar solucionar um problema com outro caríssimo não é o caminho. Nico Lopez, Barcos, Bruno Rangel, há outros nomes que deveriam (e devem) estar no radar de uma diretoria competente, por enquanto, Luciano deveria ter a chance de jogar, em uma cabeçada a oportunidade se justifica dada a nulidade do atual centroavante. A outra palavra é sobre saídas, Elias e Cássio tem substitutos á altura, Maycon e Walter, mas acho que isso tem de ser debatido quando for mais do que mera especulação de sedentos por manchetes.



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Adriano Garcia

Amante da comunicação escrita e falada, cronista desde os 15 anos, mas apaixonado pela comunicação, seja esportiva ou com visão social desde criança. Amante da boa música e um Ser que busca fazer o melhor a cada dia.

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