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UEFA Champions League - Emoção e brilho definem últimos classificados para as quartas


Olá fãs do melhor futebol do mundo! Nesta semana, conhecemos os últimos quatro times classificados para as quartas de final da Uefa Champions League. O maior torneio interclubes do mundo começa a se afunilar cada vez mais, e agora só os melhores têm vez! Hoje, trazemos a vocês um resumo do que rolou nos quatro jogos decisivos desta semana, numa terça-feira marcada pela emoção, e numa quarta-feira lembrada pelo domínio dos favoritos! Fique agora com o conteúdo preparado especialmente para você:

Mônaco (3) 0 x 2 (3) Arsenal (Mônaco classificado pelo critério do gol fora de casa)

Em um jogo cercado de insatisfação por parte dos Gunners e surpresa pelos monegascos, a primeira partida no Emirates deixou o Mônaco em vantagem no confronto, mas nem por isso a equipe se mostrou confortável com o triunfo. Ciente da qualidade e poder ofensivo dos ingleses, era natural imaginar 90 minutos tensos para jogadores e torcida no Louis II. O Arsenal vinha outra vez cercado de dúvidas. A equipe, á marcada pelos fracassos no comando de Wenger, vinha querendo provar que pode sim reverter a situação desfavorável, e quem sabe almejar voos maiores na UCL. O contestado treinador francês sabia bem da insatisfação da mídia e torcedores, e encarava a partida como uma decisão. Porém, mais uma vez, o destino foi cruel com os Gunners...

Depois de uma única chance logo no início da partida, o Mônaco fez aquilo que todos já esperavam: a retranca. Com a vantagem de 3 a 1 conquistada fora de casa e o retrospecto nada agradável para os ingleses, os monegascos não exitaram no recuo e deixaram o Arsenal tentar. Tentar, tentar e tentar, era a única coisa que restava aos Gunners, sim pois não havia outra forma de furar o bloqueio adversário. E quem é especialista em tentar e não desistir é Olivier Giroud, clássico centroavante francês. Giroud entrou na área, passou por Subasic e bateu forte, para num lance de insistência, abrir o marcador em Mônaco, 1 a 0.
Voltamos ao início. O Mônaco não sairia por sofrer um gol, e o Arsenal voltaria a rotina bate-estaca. O jogo seguiu assim até o fim da primeira etapa, com uma equipe dominante, uma retranca a ser furada e um tabu a ser quebrado.



A segunda etapa começou no mesmo esquema da primeira. O Arsenal pressionou logo no começo, apoiando-se sempre em Giroud e suas jogadas no interior da área. O Mônaco, por suas vez, adotou uma postura mais agressiva na segunda metade e optou pelas saídas em velocidade nos rápidos contra ataques. Era a alternativa encontrada para, quem sabe numa jogada de sorte, deixar ainda mais difícil a missão do adversário. A sorte, porém, sorriu para o outro lado, quando Ramsey pegou a bola limpa na entrada da área e fuzilou Subasic. Restava mais da metade do segundo tempo, estaria o tabu próximo de ser quebrado, ou o Mônaco se manteria firme à frente dos ingleses? O tempo passou e o Arsenal não o aproveitou. Nos minutos finais, a área do Mônaco encheu-se e os cruzamentos foram a única alternativa utilizada pelos comandados de Werger, mas (mais uma vez) não era o dia, e o Arsenal estaria novamente eliminado da Champions League nas oitavas de final. Espelho da ascensão do futebol francês, graças ao bilionário dinheiro injetado em suas contas, o Mônaco alcança as quartas de final mesmo desacreditado no começo da temporada. Tendo superado suas expectativas, o clube busca agora o melhor lugar possível na competição europeia, e leva a experiência de uma grande participação para as futuras edições da competição.

Atlético de Madrid (1) 1 x 0 (1) Bayer Leverkusen (Atlético classificado na disputa de pênaltis, 3 a 2)

Talvez o confronto mais equilibrado das oitavas de final da Champions League fosse Atleti e Bayer. Duas equipes muito parecidas, com orçamentos semelhantes e a mesma vontade de irem adiante na maior competição interclubes do mundo. Os alemães tinham a pequena vantagem do 1 a 0 em casa, e enfrentavam agora não só um adversário, mas toda uma torcida. Como já é costume, a fanática torcida Colchonera compareceria em peso ao Vicente Calderón e cumpriria seu papel como nunca. Diego Simeone por sua vez, tinha a missão de conduzir e orientar seus jogadores a manterem o espírito competitivo e a raça presentes no campo, aliada a calma que um jogo desse nível necessita. Um grande embate estava desenhado num país marcado principalmente pelas emoções das touradas. Era um jogo que lembraria e muita a velha tradição espanhola...

O time de Madrid vinha em desvantagem no confronto. Por isso, fez-se necessário atacar, rápido e duramente, desde o início da partida. O Bayer, com a vantagem de 1 a 0, se apoiava na consistente defesa e no excelente goleiro Leno, cada dia mais constante na meta alemã. Quanto mais o tempo passava, mas pegado o jogo ficava. As faltas foram surgindo, os desentendimentos também, e a partida começava a ganhar ares dramáticos. Num jogo tão disputado, o gol não poderia sair de forma diferente. Depois de cobrança de escanteio, Mário Suárez pegou o rebote e arriscou de fora da área, houve o desvio da zaga que matou Leno e fez a bola morrer no funda da malha, 1 a 0 Atléti.
A torcida explodiu, e o jogo ficou ainda mais duro. O primeiro tempo terminou, mas era só o intervalo de uma batalha que duraria muito mais, e ainda traria muitas emoções aos corações da torcida presente no Vicente Calderón.

O segundo tempo começaria e meio a um empate de indefinições. Os elencos parecidos sabiam que nada estava definido, e sairia vencedor quem quisesse mais, quem aproveitasse a oportunidade certa no momento certo. Ela, a oportunidade, foi a mais buscada em todo o segundo tempo, mas nenhuma das equipes a encontrou. O clima de tensão era enorme, o Atlético seguia empurrado por sua torcida, o Bayer buscava algo mais nos contra ataques e tiros de longa distância. O equilíbrio estava estampado no jogo, e aquela altura, a maioria já imaginava o final de um jogo de incertezas. Após uma segunda metade recheada de vontade, faltas e tensão dos dois lados, o placar permaneceu igual e o empate no marcador agregado levou a partida ao tempo extra.

A prorrogação não foi nada mais que uma extensão de sofrimento e angústia para o presentes em Madrid. Chances de fato, houveram poucas. O Atlético chegou perto com Raul García, mas Berndt Leno estava disposto a parar qualquer arremate do adversário. O Bayer não levou muito perigo ao gol de Oblak, substituto de Moyà, lesionado durante o primeiro tempo da partida em Madrid. Sim, os goleiros, eles seriam agora os protagonistas, na temida disputa de pênaltis.
E adivinhem, mais equilíbrio e igualdade ainda nas penalidades! Os 2 acertos de cada time ao final das quatro primeiras rodadas foram convertidos no mesmo lado, com exceção do segundo penal do Leverkusen. Os pênaltis perdidos, foram todos no meio do gol, e a decisão se resumiu a apenas um pênalti pra cada lado. Torres pelo Atlético, cobrou bem, com segurança, sem chance para Leno, Kiessling para o Bayer, isolou, mandou por cima do gol de Oblak, fim de jogo em Madrid, fim de mais uma batalha para os guerreiros Colchoneros, que vão agora em busca da revanche do ano passado, e do tão sonhado título europeu!

Borussia Dortmund (1) 0 x 3 (5) Juventus

"A missão mais difícil no futebol é vencer um time italiano que só precisa de um empate". Essas foram as palavras de Jürgen Klopp na entrevista coletiva que antecedeu o duelo entre Borussia Dortmund e Juventus. Depois de uma partida eficiente em casa, os italianos iam com "pequena" vantagem para a partida de volta. Quem marcasse primeiro, teria o controle do jogo. E foi nisso que Massimiliano Allegri se baseou, montou uma equipe disposta a jogar para vencer, conseguiu o objetivo e avançou com notoriedade sobre os alemães.

A partida não podia começar melhor para a Juve. Com menos de cinco minutos, Tévez acertou um belo chute de fora da área no ângulo de Weidenfeller, sem chances para o goleiro alemão. A missão que já estava encaminhada, ficara um pouco mais fácil. A torcida amarela, como de costume, não se intimidou com o gol adversário e seguiu apoiando a equipe, porém, os auri-negros faziam partida pouco inspirada e não ameaçavam claramente o gol de Buffon. O jogo ficou mais pegado, e a consequência veio ainda na primeira metade. Após entrada violenta, Pogba saiu de campo lesionado, perda importantíssima para a equipe italiana. O primeiro tempo terminava, a vantagem estava mantida e restavam apenas 45 minutos. De acordo com a história, seriam 45 minutos de retranca italiana e pressão alemã, mas não foi bem assim...

Sim, a Juventus voltou priorizando a defesa, normal para um time que vencia a partida e perdia sua principal estrela e consequente fonte de jogadas. Mas o jogo traria um diferencial, os contra ataques. O time italiano daria uma aula de contragolpes, e liquidaria a fatura antes do esperado.
O Dortmund tentava pressionar, mas esbarrava no bom esquema tático postado por Allegri. O dia também contava com um Tévez inspirado. Depois de um belo gol, mais três jogadas de contra ataque na conta do argentino. Weidenfeller salvou duas, mas quando o argentino viu Morata em condições de concluir, não teve jeito. Era o segundo gol dos italianos e o agregado já marcava 4 a 1! Só um milagre salvaria a eliminação do Dortmund. E ele não veio.
Em mais uma jogada rápida, novamente ele, o inspirado Tévez, bateu de longe para vencer o goleiro alemão e fechar o placar no Westfalenstadion, 3 a 0 Juve. A vitória é importantíssima para a equipe italiana, que volta às quartas de final da UCL, e agora busca representar dignamente o futebol local, alvo de críticas recentes pelo mal momento de suas principais equipes, sem esquecer do recente caso de falência do Parma.

Barcelona (3) 1 x 0 (1) Manchester City

Jogando em casa depois de uma exibição convincente em Manchester, o Barcelona via sua missão nas oitavas de final da UCL facilitada. A vantagem de 2 a 1 deixava a equipe mais tranquila e aliviava a pressão em cima de jogadores e do técnico Luis Enrique, algo que tem sido comum nesta temporada. Se o momento é de ascensão para o Barcelona, o contrário se observa no Manchester City. O time começou bem a temporada e brigou por algumas rodadas pela liderança da Bartclays Premier League com o Chelsea, mas perdeu rendimento, bobeou em jogos decisivos e contra times de menor expressão e viu os londrinos se afastarem. na UCL a missão não era das mais fáceis, e Pellegrini foi ao Camp Nou sabendo da importância que era fazer uma boa partida, até para seu próprio futuro na equipe.



A partida começou melhor para os donos da casa. Com mais confiança e tranquilidade, o Barcelona mostrava também motivação, partia para o ataque com frequência, fazia boas triangulações e lembrava até certo ponto o lendário time de Pep Guardiola, que esteve presente no Camp Nou para assistir a partida. O Manchester City, que precisava do gol para alimentar alguma possibilidade de classificação, não incomodava o gol de Ter Stegen, assistia ao Barça jogar, incomodar, e quase marcar. Hart começou a ser exigido desde o início da partida, e trabalhava bem. O gol dos mandantes ficava maduro, Neymar recebeu sozinho na cara de Hart tirou do goleiro e acertou na trave, a bola passou rente a linha e saiu próxima a trave esquerda. O gol iria sair, era uma questão de tempo, e ele veio, sem muita demora. Em partida inspirada, Messi encontrou Rakitic livre comum belo lançamento longo, o croata tocou com categoria e encobriu Hart, concluindo o belo gol que abria o marcador em Barcelona.
O City nada fazia. Assistia a exibição dos mandantes, sem criar nenhum tipo de perigo. Enquanto isso, Messi continuava sua partida irrepreensível e distribuía belas jogadas. Suárez e Neymar não estavam em bons dias, perderam várias ocasiões de gol e deixaram o primeiro tempo com gostinho de quero mais. Aos poucos, o Barça ia tomando conta do jogo, e deixava cada vez mais a classificação encaminhada.

O segundo tempo não trouxe grandes mudanças no panorama do jogo. O Barcelona seguia com as melhores oportunidades e dominava as ações ofensivas. Messi fazia uma grande exibição, dava passes geniais e carregava a bola com classe até a cara de Joe Hart, mas o goleiro inglês era igualmente efetivo, e vencia o duelo particular com o argentino. Veloz, entrosado e tecnicamente perfeito, o Barcelona fazia uma partida brilhante! O destaque era Messi, com um papel muito mais importante do que apenas carregar a bola em velocidade. O argentino usava sua habilidade para vencer a marcação de descolar passes em profundidade para Neymar e Suárez. Era uma exibição de gala do time catalão.
Os citizens, bem, até que tentavam. A defesa do Barça tem lá seus defeitos, mas os ingleses não conseguiam explorá-los de forma eficiente. Pellegrini parecia ausente na partida, demorou a mexer no time e exitou em colocar força máxima nos momentos cruciais do jogo. Porém, o destino foi generoso com o treinador chileno. Um pênalti polêmico em Agüero com poucos minutos para o fim do jogo reacendia as esperanças de um final feliz para o time de Manchester. Se Hart brilhou o jogo todo, esta seria a vez de Ter Stegen mostrar serviço. O alemão acertou o canto na batida de Agüero e defendeu sem maiores problemas. Estava dado o golpe final e garantida a vaga nas quartas, a oitava vez seguida em que os catalães alcançam tal fase em uma UCL!

E você,  oque achou da nossa análise das oitavas de final da Uefa Champions League? No que precisamos melhorar? E a competição: já escolheu os seus favoritos para o restante do torneio? Compartilhe sua opinião conosco. Até a próxima!

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