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Uefa Champions League - Equilíbrio reina no fechamento das oitavas de final



Olá fãs do melhor futebol do mundo! Nesta semana, tivemos o fechamento das partidas de ida das oitavas de final da Uefa Champions League, a maior competição interclubes do mundo. A exemplo da semana passada, o equilíbrio esteve presente na maioria dos jogos, mas desta vez, nenhum empate apareceu pelos campos europeus. Acompanhe tudo o que rolou na nossa análise jogo a jogo.

Manchester City 1 x 2 Barcelona


Em mais uma revanche da última temporada, City e Barça se enfrentaram em Manchester, numa partida que tinha tudo pra ser espetacular! Dois elencos muito qualificados e um motivo especial para cada um: o City buscava espantar a fama de time pequeno e conquistar o sucesso na maior competição interclubes do mundo, já o Barcelona segue a busca pelo período de glórias de alguns anos atrás, tentando reencontrar num elenco reformulado aquele futebol que encantou o mundo.


A partida começou com a equipe da casa buscando o ataque. A equipe de Manchester, porém, não tinha a paciência necessária, acabava perdendo a posse para a defesa do Barcelona, e aí não conseguia criar claras oportunidades de gol. Paciência, essa seria a palavra chave do jogo... Ainda na fase inicial da partida, saiu o primeiro gol do jogo. Após cruzamento, Suárez pegou o rebote dentro da área, e aí não perdoou, 1 a 0 para os catalães. Depois do gol, veio a paciência... Sim, aquela que o Barça tem de sobra pra tocar a bola e definir quando preciso, e foi o que aconteceu.Numa jogada nesse estilo, Messi puxou a marcação e encontrou Alba, que cruzou para Suárez, na frente da pequena área, dar um toque sutil. A bola tocou na trave e morreu nas redes de Hart, 2 a 0.
A partida ficava complicada para o time de Manchester. Com dois gols atrás no marcador e 15 minutos para o fim do primeiro tempo, o City precisava pressionar, buscar o gol para diminuir a vantagem dos visitantes. Experiente, o Barça exercitou mais pouquinho aquela paciência e controlou a partida até o intervalo. Daniel Alves ainda mandou uma bola no travessão, a última clara chance do primeiro tempo, que terminou mesmo em 2 a 0.

Para a segunda metade os mandantes voltaram melhor. Pressionando mais e com mais intensidade, o Manchester City mostrava vontade de reverter a desvantagem. Com pouco mais de dez minutos de jogo, os ingleses já haviam finalizado mais vezes do que em todo o primeiro tempo! Toda essa pressão relâmpago deu resultado. Aos 20 minutos da segunda etapa, em uma bela triangulação do Manchester City, Silva deu um lindo toque de calcanhar para Agüero, que se antecipou à marcação e bateu firme, descontando a vantagem dos espanhóis.
Novo ânimo ao time de Manchester! O empate estava agora próximo, e o confronto em aberto. Mas, a falta de experiência dos azuis atrapalhou os planos do time para o restante do jogo. Clichy deu um carrinho inocente, mas violento em Daniel Alves. Segundo cartão amarelo e expulsão para o francês. Com um jogador a mais e a vantagem no marcador, o Barça usou e abusou daquela palavra citada lá no começo, a paciência... O estilo de jogo que prioriza a posse de bola foi ideal para o momento e os espanhóis administraram a partida até o fim. Já nos acréscimos, um lance que pode mudar a história desse confronto lá na partida de volta. Um pênalti mal cobrado por Messi e defendido por Hart deixou o time espanhol com a vantagem de apenas um gol. O duelo ainda não está definido, tudo dependerá de como irá se comportar o City, como um time inexperiente que erra em lances bobos ou como uma equipe determinada a vencer, que joga com raça e vontade.

Juventus 2 x 1 Borussia Dortmund

Em Turim, a Juventus enfrentava o Borussia Dortmund em mais uma partida bastante interessante pelas oitavas-de-final da Uefa Champions League. Depois de uma temporada de muita expectativa, mas nenhum título europeu, a Juve tenta fazer diferente este ano, e para isso, precisa passar pelo inconstante Borussia Dortmund. A equipe alemã faz um péssimo campeonato alemão, chegou a ocupar a lanterna na tabela de classificação há algumas rodadas, mas tem um retrospecto completamente distinto na competição europeia, na qual terminou como líder no grupo D.

O jogo começou equilibrado. As equipes buscaram manter a posse de bola para criar oportunidades. Chances claras demoraram a aparecer, mas quando vieram, foram mortais. Aos 13 minutos, Morata arrancou pela esquerda e bateu forte, Weidenfeller deu rebote e Tévez completou para o fundo das redes, estava aberto o placar. O gol não ajudava em nada o Borussia Dortmund, que até então, não tinha criado uma chance clara de gol. Mas, Chiellini resolveu dar aquela ajudinha ao time auri-negro. O defensor italiano escorregou quando fora dominar a bola, e a deixou limpinha para Reus sair cara a cara com Buffon, tirar do goleiro e empatar a partida. Estava novamente tudo igual no Juventus Stadium, mas agora, a vantagem era do Dortmund.
A partir daí, o Dortmund freou um pouco suas investidas. O empate fora de casa já era um resultado e tanto. A Juve começou a ganhar espaço, tomou conta do jogo, e buscou o gol antes mesmo do intervalo. Pogba deu a assistência e Morata, numa partida inspirada, marcou o segundo gol dos donos da casa.


Aí veio o intervalo. Na volta das equipes para o gramado, aconteceu o que mais se viu nessa fase da Champions: pouca criatividade! É, os italianos vieram dispostos a jogar no contra-ataque, mas as saídas em velocidade não saíam como o esperado. Com a posse de o tempo necessário, o BVB poderia ter incomodado mais o time italiano, mas... os alemães esbarraram na defesa italiana. Com o bloqueio impenetrável da Velha Senhora, o jogo perdeu em emoção. A primeira grande chance de gol foi somente aos 30 minutos da segunda metade, Tévez bateu da meia-lua com força, a bola tirou tinta da trave de Weidenfeller. Sem criar, o Dortmund apostou nos chutes de longe, como último recurso, mas a pontaria dos atacantes não estava num bom dia. A Juventus ainda teve a chance de ampliar com Pereyra, já nos acréscimos, mas o argentino perdeu a chance cara a cara com o goleiro alemão. Fim de jogo no Juventus Stadium, e mais um confronto ainda indefinido. Não é necessário citar a força da fanática torcida alemã em Dortmund. O gol fora é mais uma grande valia do time amarelo para a partida de volta. Não será uma partida fácil para ambos os lados, o certo é que Massimiliano Allegri terá bastante trabalho em montar uma equipe que funcione bem defensivamente, que resista a pressão dos torcedores e consiga sair em contra-ataque, uma jogada que poderia ter deixado a equipe bem mais tranquila para a partida de volta, se bem aproveitada neste último confronto.

Bayer Leverkusen 1 x 0 Atlético de Madrid

Atual vice-campeão da Champions League, o Atlético de Madrid foi até Leverkusen enfrentar o Bayer. Depois de uma sequência negativa de três jogos sem vitória, os alemães buscavam, a exemplo do próprio Borussia Dortmund, a reabilitação na competição europeia. Simeone e companhia vão em busca do mais alto possível na UCL. Se no ano passado, ninguém apostava neles, por que não sonhar com o título este ano? É, mas as coisas não se encaminharam bem para os espanhóis... Numa excelente partida, o Bayer venceu e levou a vantagem para o confronto de volta, em Madrid.



A partida começou bem. Ambos os times buscaram o ataque e criaram ocasiões de gol. Primeiro, foi a vez do Bayer, em perigoso chute de Lars Bender. Logo depois, Griezmann pegou o rebote do escanteio na entrada da área e mandou pro gol, a bola passou muito perto da trave de Leno. O jogo seguiu bastante movimentado. As equipes não se intimidavam com as investidas umas das outras e procuravam responder logo. A luta pelo domínio do jogo era grande, e aos 25 minutos do primeiro tempo, o Leverkusen quase saiu na frente. Spahic arriscou de longe e a bola acertou o travessão de Moyà! Pouco depois, Tiago tentou de voleio, mas Leno fez boa defesa, evitando o gol espanhol. O jogo seguiu equilibrado, mas agora sem muitas chances de gol. Era o fim do primeiro tempo de um dos melhores jogos desta fase da UCL.


Na segunda metade, o jogo começou quente. Na saída de bola, Raul Garcia viu Leno adiantado e arriscou de longe. A chance foi desperdiçada, mas o jogo estava apenas recomeçando. Aos 12 minutos da segunda etapa, Bellarabi cruzou para Çalhanoglu, que bateu forte, tirou de Moyà e abriu o placar  em Leverkusen, 1 a 0 para os mandantes! Em desvantagem, o espírito guerreiro do Atleti se transformou em violência em excesso. Os espanhóis cometiam faltas cada vez mais duras, deixando o jogo ainda mais tenso. Aos 76 minutos, veio a punição. Tiago cometeu falta dura e ganhou o segunda cartão amarelo, expulsão e suspensão para o jogo da volta. Com 15 minutos restando, o Leverkusen ainda buscou mais um gol, que deixaria as coisas muito mais fáceis para a partida de volta, mas não houve tempo e a partida terminou mesmo 1 a 0. Com esse placar, os alemães constroem uma pequena vantagem para a partida de volta. Para Simeone, o problema será superar o importante desfalque de Tiago. A grande chave da partida de volta será marcar o primeiro gol. Quem o fizer, poderá ditar o ritmo da partida e terá ainda mais chances de sair com a vitória.

Arsenal 1 x 3 Mônaco

Jogando em casa, o Arsenal enfrentou uma das surpresas da fase de grupos. O Mônaco retornava este ano à UCL sem muitas perspectivas, mas avançou bem na fase de grupos. Sem todo aquele favoritismo, o Arsenal ainda deixava incertezas sobre sua atuação e buscava vencer e convencer seus torcedores... Não conseguiu nem um e nem outro.

A partida começou truncada. O Mônaco vinha com a proposta de não perder, lutar por um lance de sorte e aproveitar a oportunidade para quem sabe sair com o tão valioso gol fora de casa. O Arsenal, que tinha a obrigação de pressionar os visitantes, enfrentava muitas dificuldades na hora de criar. Giroud permaneceu isolado o tempo todo. Praticamente não apareceu na recuada marcação do Mônaco. As melhores chances dos ingleses ficaram a cargo de Welbeck e Sánchez, ambos as desperdiçaram. O Mônaco fazia com êxito sua missão, não deixava espaços e procurava-os para sair rápido ao contra ataque. Num desses lances, a equipe abriu o marcador. João Moutinho carregou a bola e soltou-a nos pés de Kondogbia, que bateu de fora da área e fez 1 a 0! Fim de primeiro tempo na terrada Rainha e mais uma vez os Gunners decepcionavam...

Assustado com o gol adversário, o Arsenal se viu encurralado. Precisando do gol, Arséne Wenger jogou o time pra frente logo no início da segunda metade, mas o Mônaco estava ligado no jogo. Aproveitou mais uma bobeira dos ingleses e ligou o segundo contra-ataque no jogo. Berbatov recebeu de frente pro gol e encheu o pé para vencer Ospina e marcar o segundo dos monegascos. Com o 2 a 0 no marcador, a equipe do Mônaco já estava pra lá de satisfeita. Jogou com inteligência, recuou a marcação e manteve a boa vantagem até os minutos finais. O Arsenal tentava com frequência, mas esbarrava no mal dia dos atacantes. Giroud perdeu duas claras chances de gol e saiu de campo muito criticado. Aos 46 minutos, Chamberlain pegou o rebote na entrada da área e bateu com categoria para o gol, descontando a vantagem dos adversários. Mas quem disse que o Mônaco já tinha se desligado. Em jogada rápida, Carrasco entro livre pela direita e bateu forte para o gol, a bola tocou na trave e entrou, fechando o marcador no Emirates Stadium, 3 a 1. O placar é amplamente favorável ao Mônaco. A vantagem de três gols fora de casa deixa a equipe ainda mais confiante e segura para a partida de volta. O Arsenal ainda tem ao que se apegar, com o histórico de viradas improváveis na Champions League, mas a missão é realmente muito complicada e a equipe precisa mostrar muito mais se quiser avançar de fase.

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